Carvalho reúne vereadores

O vereador eleito, Francisco Carvalho, candidato à presidência da Câmara Municipal de São Luís, reúne logo mais seus aliados para um jantar, em restaurante próximo da HCG, no Renascença.

Pretende mostrar seu poder de fogo. Confirmada a presença do prefeito eleito João Castelo, que, aconselhado por amigos que desconhecem o processo eleitoral da Câmara Municipal, entrou de corpo e alma na campanha de Carvalho. O candidato acha que tem ao seu lado 11 vereadores, mas até agora estão confirmadas a presença de apenas oito vereadores ao jantar.

É aguardada a presença de Lourival Mendes, que já mandou avisar que está em jejum religioso em sítio de sua propriedade. Mendes é ótim jogador, podendo ser escalado para qualquer posição ou qualquer time. 

Outro que descartou a presença foi Astro de Ogum, que ontem à noite no jantar de Pereirinha discursou pela unidade do grupo do atual presidente da Câmara Municipal. Ogum esteve recentemente com o prefeito João Castelo, mas manteve sua posição inicial.   

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Vereadores revoltados com indução sobre compra de votos e assédio de empresários

Os 11 vereadores que compõem o grupo do presidente da Câmara Municipal, Isaías Pereirinha e que anunciam que votam nele para novo mandato presidencial, estiveram reunidos na noite de segunda-feira, na residência do vereador Astro de Ogum, onde repudiaram, com veemência, notas divulgadas na imprensa, sugerindo que pelo menos dois deles teriam sido aliciados para mudarem de lado e votarem no vereador eleito, Francisco Carvalho. Também se mostraram bastante indignados, com o assédio de empresários do sistema de transporte coletivo e de políticos.

 

Albino Soeiro e Osmar Filho, por exemplo, afirmaram terem sido procurados por dois empresários do setor de transportes, que teriam lhe prometido vantagens, para que votasse, em Chico Carvalho. Destacaram que repudiaram as propostas. Osmar Filho foi mais além, ao afirmar que o ex-senador João Alberto lhe procurou com o mesmo propósito.

 

“Nós merecemos respeito. Isso o que estão fazendo é uma indignidade e depõe contra a imagem do político. Temos posicionamento e o nosso grupo está unido, está solidificado e  não adiantam essas manobras, porque quem resolve eleição na Câmara é vereador e não empresário”, disse Osmar Filho.

Outro que se mostrou bastante revoltado com o assédio foi o vereador eleito Vieira Lima. Ele disse haver recebido uma proposta de que seria beneficiado com R$ 2 milhões emendas parlamentares.

 

Armando Costa, outro que vai assumir o primeiro mandato, revelou ter ficado indignado, com a onda de boatos de que estariam oferecendo uma secretaria municipal para ser ocupada por uma pessoa indicada pelo deputado Pavão Filho, para que votasse em Chico Carvalho.

 

“O deputado Pavão Filho é meu amigo, me ajudou na eleição, mas não seria capaz de uma obscenidade desta, porque sabe meu posicionamento. Nada me fará votar em Francisco Carvalho, porque já declarei meu  voto em Pereirinha. Não sou homem de duas palavras e esse tipo de manobra está deixando nosso grupo enojado”, revelou.

 

O vereador eleito Fernando Lima disse que já está vacinado de tanta proposta indecorosa que tem recebido. Astro de Ogum, o anfitrião da noite, afirmou ter sido procurado até pelo prefeito eleito, João Castelo, mas lhe disse que seu voto é de Pereirinha, sem que isso signifique qualquer tipo de oposição. Esse é o pensamento de ampla maioria do grupo, como também afirmou Augusto Serra.

Estiveram nesse encontro, além de Astro de Ogum, os vereadores Isaías Pereirinha, Vieira Lima,

 

Sebastião Albuquerque, Albino Soeiro, Armando Costa, Fernando Lima, Rose Sales, Barbosa Lajes, Augusto Serra e Osmar Filho.

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Donos de ônibus buscam apoio para Chico Carvalho

Dezenas de empresários, proprietários de empresas de transportes coletivos, decidiram entrar na diusputa pela sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís. De forma inédita caíram em campo em busca de votos para o vereador eleito Francisco Carvalho, que é candidato a presidente. Antes de se reunir com os empresários, Carvalho já esteve com Fernando Sarney e com o senador José Sarney para pedir apoio à sua candidatura.

No encontro que teve com o presidente do SET – Sindicato da Empresas de Transportes Coletivos -, Luis Medeiros, o vereador pediu ajuda para se eleger presidente e teria falado que estava em nome do prefeito eleito João Castelo. Medeiros se comprometeu e passou as tarefas para alguns empresários, não sem antes cobrar como contrapartida a extinção da lei de licitação para as empresas de ônibus. Um assessor de João Castelo afirmou que o prefeito eleito apóia o nome de Chico carvalho, mas descartou qualquer compromisso com empresário do setor de transporte coletivo.  

No mesmo dia, vereadores eleitos e reeleitos receberam visitas de donos de empresas de ônibus. A um dos vereadores, o empresário chegou a propor a restituição de todo o dinheiro gasto na campanha. Apesar da tentativa, 11 vereadores permaneceram unidos com a candidatura do atual presidente Isaias Pereirinha.  

Antes de investir nos empresários, o vereador Francisco Carvalho procurou o senador José Sarney para pedir apoio. O ex-presidente recomendou que procurasse ajuda e um velho amigo e do filho Fernando Sarney. Novamente a tentativa não logrou êxito.

Por último, o candidato tem procurado o governador do Estado para buscar apoio dos vereadores que se reelegeram e os que foram eleitos, amigos de Jackson Lago. “Além do governador não interferir nos assuntos internos dos vereadores, dificilmente pediria apoio a Chico Carvalho, que votou em Cafeteira para senador e Roseana Sarney para governadora na eleição de 2006”, lembrou um secretário de Jackson Lago.      

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O inconformado Flávio Dino

O deputado federal Flávio Dino (PCdoB) entrou com a terceira ação para cassar o mandato do prefeito eleito em São Luís, João Castelo. Busca, pela via judicial, aquilo que não lhe foi dado nas urnas: a vitória nas eleições do primeiro e segundo turnos na capital.

Nas duas primeiras ações argumenta o abuso de poder, a compra de votos por parte de seu oponente. Reclamações que não se afinam com a realidade. João Castelo (PSDB)  saiu do primeiro turno vitorioso, embora não tenha liquidado a fatura no momento inicial da disputa.

Ainda no primeiro turno, alguns veículos de comunicação do Sistema Mirante, que apoiaram explicitamente a candidatura de Flávio Dino, noticiaram a paralisação da estrutura de João Castelo, como carros de som, abastecimento de combustível, e a falta de pagamentos de pessoas ou empresas que trabalharam na campanha, resultantes da falta de recursos. O comunista Dino sequer defendeu os operários.

No segundo turno, a maioria dos candidatos do primeiro turno que pontuaram nas pesquisas, declarou apoio ao candidato João Castelo. A campanha do tucano aumentou o número de apoios, mas de longe se equiparou ao volume de campanha do comunista. Só de Caxias, por exemplo, carros de sons foram transportados para a campanha de Flávio Dino, além de Tuntun e outras cidades. Os “militantes” de Dino surpreendentemente se avolumavam nas ruas, praças e avenidas. Boa parte com cara a aspecto de interioranos. Daí a falsa impressão da virada.

Até o governo Lula, quer na televisão pedindo votos para Flávio Dino, o que por sí só já representaria um abuso de poder, ou na presença da ministra Dilma Rousseff, em comício na capital, ao contrário do que tenta propagar o deputado federal, evidenciava a tentativa de desequilíbrio do pleito. O povo de São Luís, independente, rebelde por boas causas, deu a resposta na urnas.     

Acusa, no caso específico da terceira ação, quatro jornais diários da cidade de impedir a realização do seu sonho. Cita, entre eles, o nosso Jornal A Tarde. Alude que o nosso matutino atrapalhou sua vitória, beneficiando a Castelo e denegrindo a sua campanha. Quanta “ingenuidade!” Ou melhor: quanta “esperteza!”

O Jornal A Tarde, que tem apenas 18 meses, nunca foi citado pela justiça pelo seu comportamento, assim como nunca foi reprovado pelos seus leitores, que aumentam a cada dia. Passamos todo o processo eleitoral ao largo de tais citações, embora ao longo do período do pleito municipal de 2008 sofressémos ameaças de processos, exatamente pela turma de Flávio Dino.

E quais eram as tais tentativas? Em uma delas porque fomos o primeiro a publicar a “audiência” secreta entre Dino e Roseana. Publicamos apenas o inconformismo do então candidato Raimundo Cutrim, roseanista roxo, que se achou preterido no grupo porque a senadora havia se decidido pelo candidato comunista. Tanto que, na passagem para o segundo turno, os roseanistas optaram pelo apoio a Flávio Dino.

Numa outra tentativa de proceso porque citavámos o candidato como “comunista”. Não é o deputado e até quando foi candidato a prefeito do partido comunista? Hoje, somente hoje, cometemos o erro. Dino, na verdade, nunca foi comunista. Se assim não nos parece, tem a feição e o sentimento dos oportunistas.

Ao renunciar a toga de juiz federal, onde exercia o cargo com brilhantismo, para dar evasão ao seu lado oportunista, saiu candidato a deputado federal pelo Maranhão. E foi eleito pela esquema dos convênios eleitoreiros implantados pelo governador José Reinaldo Tavares. Ou seja: entrou pelas portas dos fundos da política maranhense. Poderia, sim, como bom brasileiro, continuar com a sua contribuição para um justiça séria e cega aos esquemas.

A nós do Jornal A Tarde cabe tão somente lamentar que o político Flávio Dino queira nos usar como trampolim para a realização de seus sonhos. Repudiar sua argumentação pelo fracassado desejo de obter mais um presente: o de governar a nossa São Luís. O Flávio, com a nova ação no TSE, mostra-nos que é, na verdade, um Dino(ssaauro) a ser extinto da política local.        

Por fim, aqui achamos, após consultas na redação, enviar ao Flávio Dino três perguntas que podem melhor lhe remeter ao tempo da campanha mais recente:

   1 – Teria se feito de cego aos apoios claros e abertos dos veículos do Sistema Mirante de Comunicação à sua campanha?    

   2 – Por que não processou o Jornal A Tarde no curso da campanha, do primeiro ao segundo turno?

  3 – O que lhe move a achar que tem direito de ser prefeito eleito se o eleitor de São Luís rejeitou seu nome para dirigir seus destinos?

   Caso não lhe seja possível dirimir as dúvidas da nossa redação, concluiremos que o deputado federal se nos apresenta como um Dino é o Gênio da política maranhense. Ou nos faz lembrar o historiador romano Flávius, o Arrianus, que descreveu as primeiras vitórias e previsíveis derrotas de Alexandre, o Grande.   

    

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A nova missão de Aderson Lago

O governador Jackson Lago pretende impor novo ritmo à sua administração, após o encerramento do ano de 2008. Para isso, escalou o chefe da Casa Civil para auxiliá-lo na nova missão. Não por ter parentescos com chefe da Casa Civil, de quem é primo, mas pelo desempenho que teve Aderson Lago durante a construção das estratégias de defesa do mandato do governador. Uma atuação, segundo os aliados, vitoriosa.

Caberá ao chefe da Casa Civil, agora com mais poderes, ajudar jackson Lago na reforma administrativa que se faz necessária, como quer há tempo o governador. As mudanças ocorrerão em setores importantes da administração. A lentidão, segundo a mim me foi repassado, dará  lugar à pressa. A ineficiência será substituída pela eficácia. Afinal, o governo chegou a dois anos sem corresponder às expectativas da população.

Fui informado das primeiras mudanças, mas a fonte pediu a não publicação agora das mexidas. Considera estratégico o silêncio para evitar pressões ou articulações de grupos. Os primeiros passos começam a ser dados após o natal, antes, portanto, do início do novo ano. Vamos esperar.

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Na defesa de Jackson

Foi de fundamental importância a atuação do ex-deputado estadual e atual chefe da Casa Civil, Aderson Lago, no processo de defesa do mandato de Jackson Lago. Não que o primo do governador tenha atuado como advogado no processo ou mesmo que tenha orientado os advogados a como proceder na questão.

Aderson Lago, ao contrário de muitos pedetistas históricos e tidos como estrategistas, assumiu o comando da batalha. Instalou o QG no hotel Kubiteschek Plaza, em Brasília, de onde partiram todas as articulações. Foi dele a iniciativa de dar visibilidade nacional ao caso, através da grande imprensa.

Em seguida, conforme fui informado, foi sugestão sua a participação pelos membros do MST e de outras pessoas na porta do Palácio dos Leões, numa reedição, ainda que fajuta, da Balaiada. De Brasília, soube, fazia o movimento engrossar. Ao mesmo tempo, orientou o deputado Domingos Dutra e fazer a ponte com o Campo Majoritário do PT, do qual fazem parte do ministro da Justiça, Tarso Genro e o ex-deputado federal e advogado Luis Eduardo Greenhalgh. A ala do PT abraçou a causa de Jackson Lago.

O movimento mais importante de Aderson Lago, é indiscutível como a parte primordial da estratégia, foi a aquisição do ex-ministro do TSE, Francisco Rezek, para atuar em defesa do mandato do governador. A sugestão foi do chefe da Casa Civil, mas a ponte foi o também ex-ministro do STF, Eduardo Alkmin, advogado de defesa na questão.

O pedido de vistas do ministro do TSE Félix Fischer poderia estar até escrito nas estrelas, mas a defesa em plenário de Francisco Rezek foi brilhante, em se comparando as dos advogados Eduardo Alkmin e Daniel Leite. Além do mais não não é desprezível lembrar que Félix Fischer foi alçado ao cargo pelo governo de FHC, tucano tanto quanto Aderson Lago.

O guerreiro Aderson Lago retornou a São Luís para cumprir uma nova missão, sem esquecer o processo pela cassação do mandato do governador Jackson Lago. Segunda etapa da guerra a ser travada a partir de janeiro de 2009, nos bastidores, e mais concretamente quando o TSE voltar do recesso, no início de fevereiro.             

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Despedida de Cássio Euller

leitores do blogue e do Jornal A Tarde não terão mais as informações de bastidores do bem informado jornalista Cássio Euller.  Maranhense, residindo atualmente em Brasília, Cássio nos proporcionou as melhores informações sobre os bastidores do processo de cassação do mandato do governador Jackson Lago pelo TSE.

Furou, como se diz no jargão jornalístico, até mesmo aos renomados jornalistas políticos da capital federal. Antecipou fatos, como o do pedido de vistas do processo de cassação. Pautou diversos blogues de jornalistas locais e, com competência, foi imparcial na divulgação das notícias.

Meu blogue perde (espero que seja por pouco tempo), assim como sofrerá mais com a ausência os leitores. Agradeço ao Cássio Euller a valiosa colaboração e aguardo sua vinda à nossa São Luís para rever amigos e familiares. Obrigado Cássio e que Deus o acompanhe sempre!   

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Papai Noel existe

Por Cássio Euller
Direto de Brasília

Foi uma noite de adrenalina pura. Pelo menos para um entusiasmado e quase solitário Aderson Lago que permaneceu em Brasília de onde vem acompanhando nestes últimos dez dias as sessões de incertezas do Tribunal Superior Eleitoral, se cassa ou não o mandato do governador Jackson Kleper Lago. Ele é acusado de abuso de poder econômico e compras de votos durante a campanha que o elegeu em 2006.

Depois do pedido de vista do processo pelo ministro Felix Fischer, por volta das 23 horas, o secretario da Casa Civil disparou o seu grito de alegria pelo celular ouvido na outra ponta, em São Luis, por um satisfeito Jackson, por uma agradecida Clay Lago e por alguns outros frenéticos governistas que passavam o telefone de mão em mão.

“Vamos sobreviver, governador”, explodia Aderson. A certeza da sobrevivência dita e repetida inúmeras vezes pelo chefe da Casa Civil começou desde o momento que ele próprio foi procurar o ex-ministro e hoje advogado Francisco Rezek.

A cartada de Aderson superou a cartada dada pelo deputado Roberto Rocha (PSDB) que havia indicado o advogado Eduardo Alckmin e a do deputado Domingos Dutra (PT) que fora buscar o reforço de Luiz Eduardo Greenhalgh junto ao campo majoritário comando pelo ex- ministro e chefe do mensalão José Dirceu.

Durante o ato preliminar da sessão ninguém teve duvida de que a defesa feita por Francisco Rezek foi a mais bem construída, convincente e de uma contundência de alto nível jurídico e cultural. Rezek ocupou a tribuna para concertar o caminho torto ora antes feito pelo insosso Alckmin e pelo destrambelhado advogado Daniel Leite. Este ficou com a maior parte do tempo cuspindo ao microfone da corte com uma defesa fajuta e planfetária, pobre de argumentos e sem sentido.

A berradeira de Daniel incomodou até mesmo o Alckmin, que em certa hora se aproximou dele à tribuna para falar-lhe baixinho: “sai daí, deixa o Rezek entrar”. Mais não foi apenas pela boa defesa feita por Francisco Rezek que fez o ministro Felix Fischer pedir vista do processo. A intenção já vinha sendo revelada a boca miúda por alguns jacksistas e amplamente publicada aqui neste espaço.

Isso era tão claro como claro foi o veredicto antecipado do ministro relator Eros Grau com seu voto a favor da cassação do diploma de Jackson e a posse imediata de Roseana Sarney, a segunda colocada. Felix Fischer, que na semana passada havia rejeitado o recurso o qual a domestica Sara Costa desmentia a sua primeira versão de que recebera dinheiro para votar em Lago, de forma súbita, terminou se transformando num generoso e agradável papai Noel com o governador acusado.

Nenhum dos outros seis ministros que compõem TSE disse nada. O contestador ministro Joaquim Barbosa, que havia acusado, um dia antes, os seus companheiros de toga de ultrajar a corte no caso do processo do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, fechou-se em silencio sepulcral. O pedido de vista soou como um presente natalino e de boas festas para os Lago.

“Teve o dedo do Rezek nisso”, explodia insatisfeito o ex-senador sarneysta Chiquinho Escorcio ao comentar o resultado da sessão de ontem. Chiquinho era quem mais torcia pela bancarrota de “Jackson e seus asseclas”, como costuma se referir ao governador do Maranhão, principalmente depois que fora agredido impiedosamente e levado preso para uma delegacia de policia em São Luis.

Se para os sarney o pedido de vista empurra o processo de cassação para o próximo ano, quando fatalmente a degola de Jackson e Luis Porto será fato consumado, para os jacksistas o que ocorreu ontem foi uma das maiores vitórias de um caso perdido. O próprio Jackson já havia jogado a toalha da queda do seu governo, que chegou a admitir que do Natal não passava.

Os deputados Domingos Dutra e Roberto Rocha deixaram escapar em seus discursos feitos na tribuna da Câmara na ultima quarta-feira de que o governo do “probo e correto médico que sempre viveu de sua profissão” estava literalmente ao fim. Tanto era o desanimo que a maioria absoluta dos assessores do governador, que ocupou por toda uma semana alguns andares do Kubitschek Plaza, retornou para São Luis. Até mesmo o pagador das contas, o empreiteiro Carlos Roberto, pegou ontem pela manhã um avião da TAM com destino a ilha.

Se teve o dedo do Rezek dentro do tribunal como chega a supor alguns sarneistas, fora do tribunal teve o tempo todo a ousada ação de Aderson Lago a começar pela própria aquisição do famoso jurista. O chefe da Casa Civil age o tempo todo como quem olha um cavalo selado passar na sua frente com a oportunidade de levá-lo a ser o candidato do próprio Jackson numa possível eleição para um governo tampão, a ser convocada pela Justiça Eleitoral. Depois de ajudar nas conquistas das prefeituras de São Luis e de Imperatriz, resta saber se Jackson está disposto mesmo a entregar o Poder Estadual ao PSDB, ainda que seja até 2010 e assistir depois o seu PDT sendo devorado pelo tucanato maranhense.

Uma sexta feira de animo

O deputado Roberto Rocha (PSDB-MA), que na ultima quarta-feira fez um discurso entregando os pontos dando como um fato consumado a cassação do governador Jackson Lago, no dia seguinte, voltou a ocupar tribuna da Câmara ainda pouco para dizer: “é preciso que se faça aqui o reconhecimento da decisão sabia do TSE, o que faz a gente brindar esse momento mágico”. E põe “mágico” nisso.

Despedida

Caro amigo Cardoso. Apesar de algum tempo fora do Maranhão e fora do jornalismo político de nossa terra, iniciado em Imperatriz, porém devo-lhe dizer que foi muito importante à oportunidade que me foi dada para que eu voltasse ao exercício da informação de interesse da bela terra maranhense.

No próximo janeiro fará um ano que você e um grupo de jornalistas estiveram aqui em Brasília, e foi nesta oportunidade, que generosamente você colocou o seu blogue a minha disposição. Certo que negligenciei por algum tempo em não ocupar esse importante espaço. Passei os últimos seis meses fora da capital da Republica ralando na imprensa do sul.

No jornalismo aprendi ser nem Vasco e nem Flamengo, embora tenha lido alguns comentários de que estaria eu a serviço dos Sarney. Dou risadas. E porque não de Jackson? Mas faço as palavras do blogueiro Decio: “Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, Sem parentes importantes e vindo do interior”.( Belchior).

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Ausência de Castelo

Recebo ligações para comentar sobre a ausência do prefeito eleito de São Luís, João Castelo, na guerra travada por Jackson Lago para se manter no cargo de governador. Entendo que não existe necessidade do prefeito passar o dia na porta dos Palácio dos Leões como estão por lá diversos balaios.

Conversei hoje no período da tarde com um assessor bem próximo de João Castelo. Falou que o prefeito tem mantido contatos permanentes com o governador e demonstrado sincera lealdade a Jackson Lago. “Eles se entendem muito bem. O governador sabe que o momento exige que o prefeito se aprofunde na escolha do seu secretariado porque sabe da responsabilidade que tem para fazer da sua administração os sonhos da população de São Luís se transformarem em realidade”, disse-me.

Realmente, o prefeito tem pela frente a tarefa nada fácil para escolher com quem vai governar para não decepcionar o povo da capital. É enorme a expctativa dos que moram em São Luís por uma administração que possa tirar a cidade do estado de abandono. São Luís é um patrimônio histórico da humanidade, mas não deve perder o bonde do desenvolvimento. A capital necessita de um gestor com idéias modernas, humanas, voltadas para o futuro. Creio que João castelo tenha essa visão.       

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Eleição no Maranhão pode ser anulada

O ministro relator do processo de cassação do mandato do governador Jackson Lago, Eros Grau, desconheceu ontem uma petição do advogado João Bentivi que pede a anulação da eleição de 2006 ao cargo de governador. Grau chegou, durante a eleitura do seu relatório pela cassação do mandato, a citar a ação de Bentivi. O que pretende mesmo o médico, jornalista e advogado?

Simples e com  muita razão. Se o relatório pede a cassação dos diplomas de Jackson Lago e Pastor Porto porque entende que houve ilícito, abuso de poder e desequilíbrio no processo eleitoral. Grau concluiu que os dois, Lago e Porto, foram eleitos com a força da máquina do Estado. Ora, então, o que dizer dos votos recebidos pelos dois postulantes ao cargo de governador Edson Vidigal e Aderson Lago?

Como é sabido, ambos tiveram mais diretamente o apoio da máquina estatal, notadamente Edson Vidigal que teve o apoio explícito do governador José Reinaldo Tavares no primeiro turno. A ser cassado o diploma, a justiça eleitoral, o TSE, no caso, para ser justo deve também anular os votos dos candidatos do PSB e do PSDB, Aderson e Vidigal.

A petição de Bentivi foi dada entrada na segunda-feira. O ministro Eros Grau, ao desconhecer a peça jurídica, agiu com retidão, até porque o mérito em discussão era outro. Porém, ao TSE cabe agora analisar com frieza a ação de Bentivi. E se for sensato, deve anular os votos dados ao dois postulantes e, em assim sendo, anular todo o processo eleitoral de 2006 para convocar nova eleição geral. É o que penso.    

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