Cutrim cru

Ao que parece, o DEM local não pretende investir no seu pré-candidato ao cargo de prefeito de São Luís, deputado Raimundo Cutrim.

O delegado da PF, em todas as pesquisas, sempre aparece em segundo lugar, embora distante do primeiro colocado, João Castelo.

Cutrim continua uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Tem um mandato de deputado e desconhece o poder da tribuna que tem. Já era tempo de discutir os grandes temas da capital, além de ter melhorado a dicção, recurso aproveitado por boa parte de candidatos. Lula, para quem não sabe, passou por diversas sessões de fonoaudiologia.

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Preparação

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado João Evangelista, vem sendo aconselhado por familiares e amigos a passar o bastão para o filho, Neto Evangelista. Jovem universitário que, pelo visto, carrega na veia o sangue da política.

Evangelista ainda nada decidiu, mas no último domingo, Evangelista Neto representou o pai na convenção do PDT de Anajatuba. E fez até discurso. Bastante aplaudido, por sinal.

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Calado

O líder do bloco governista na AL, deputado Marcelo Tavares, deixou o colega oposicionista Max Barros calado na sessão de hoje.

Max tentou mostrar que as investigações da PF e as denúncias do MPF contra Jackson Lago e José Reinaldo Tavares estavam bem fundamentadas.

 Tavares reagiu e desafiou Barros a mostrar o relatório sobre as denúncias. Como não existe, Barros silenciou.  

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Cuidado

A PF precisa ser cautelosa e apurar com profundidade as denúncias ou conversações por telefones entre suspeitos. No caso da “Operação Navalha”, na sua primeira etapa, teve um deputado de Mato Grosso do Sul que chegou a ser preso e revoltado renunciou ao mandato.

 Pasmem os senhores! O ex-parlamentar, na segunda etapa não estava navalhado, e seu nome sequer foi citado pela Procuradoria Geral da República.

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Nome de Aziz

No caso do secretário de Planejamento, Aziz Santos, seu nome na investigação da Polícia Federal aparece como sendo citado por terceiros. Nada de concreto que confirme a participação de Aziz no esquema da Navalha.

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Tranqüilos

Para o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda, a PF e o MPF agiram de forma precipitada no envolvimento dos nomes de Jackson Lago, José Reinaldo Tavares e Aziz Santos na Operação Navalha. 

 Holanda informa que Lago e Aziz estão tranqüilos, sem nenhuma alteração na agenda e cada vez mais recebendo solidariedades do Maranhão e de pessoas influentes do país.

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Voto de ivan Sarney

O vereador Ivan Sarney, embora do PMDB, não votará no candidato do seu partido. Fará campanha discreta ao candidato do PDT, Clodomir Paz, de quem é amigo há décadas.

Ivan Sarney, na eleição de 2002, fez campanha aberta para Jackson Lago que ganhou a eleição no primeiro turno. Ivan, um mês depois, foi eleito presidente da Câmara Municipal de São Luís, com o apoio de Jackson Lago, numa operação costurada por Tadeu Palácio.  

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Canindé apóia Clodomir

O secretário da SMTT, Canindé Barros, declarou hoje pela manha apoio ao pré-candidato do PDT, Clodomir Paz. O evento político aconteceu durante coletiva no escritório de Paz, que estava acompanhado da esposa, deputada Graça Paz e de 10 dos 22 vereadores de São Luís.

Canindé demostrou claramente que abriu mão da candidatura, embora bem situada nas pesquisas, para não atrapalhar o amigo Tadeu Palácio. Foi um gesto de pura lealdade. O secretário, durante a entrevista, disse que era possível reeditar a frente em São Luís, desde que o candidato seja Clodomir Paz.   

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Escreveu Josias de Sousa

Se você costuma freqüentar restaurantes chiques de grandes cidades brasileiras, já deve ter notado: não há sobre as toalhas das mesas cotovelos negros. A clientela negra é escassa, muito escassa, quase inexistente.  

 Quando for de novo a uma casa de repasto elegante, experimente fixar os olhos no plantel de garçons. Ganha uma refeição grátis quem conseguir divisar um empregado de cútis escura. Não há. 

Estendendo-se a pesquisa visual às batidas policiais, a coisa muda de figura. Nesse tipo de diligência, aí sim, os negros são encontradiços.  

Na hora de exigir a exibição de documentos, os policiais, mesmo os de cor achocolatada, costumam dar preferência aos patrícios de tez escura. Por vezes, humilham-nos. 

Não é à toa que vigora no Brasil, país da mestiçagem, uma certa bagunça étnica. Há pretos que se consideram mulatos. Há mulatos que se proclamam brancos. E há brancos que juram não carregar nas veias nenhuma gota de sangue africano. 

Pois bem. A situação parece estar mudando. Quem informa é o Ipea. O instituto de pesquisa que pende do organograma da presidência da República divulgou, na semana passada, um estudo alvissareiro.

 Revela o seguinte: ainda em 2008, a quantidade de brasileiros negros vai superar a de patrícios brancos. Mais: até o ano da graça de 2010, os negros serão maioria absoluta no Brasil. 

O estudo do Ipea escora-se em dados extraídos da Pnad, a pesquisa nacional de domicílios. É feita pelo IBGE. O instituto subdivide os brasileiros em cinco matizes: “pretos”, “pardos”, “brancos”, “amarelos” e “indígenas”. 

Eis a grande notícia: cresce o número de entrevistados do IBGE que enxergam o “preto” e o “pardo” ao olhar no espelho. “As pessoas, hoje, estão se reconhecendo mais como negros”, festeja Mário Theodoro, diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Ipea.

 Em 1976, a Pnad contabilizara o pedaço retinto da sociedade brasileira em 40,1%. Os cidadãos que se declaravam brancos representavam, então, 57,2%. Decorridas três décadas, os negros (pretos + pardos) são 49,5%. Os brancos, 49,7%. 

 A ultrapassagem, calcula o Ipea, virá até o final do ano. A supremacia negra chega em dois anos e meio: “Se as tendências de fecundidade continuarem como nos últimos anos, a partir de 2010 o Brasil será um país de maioria absoluta de negros”, diz Mário Theodoro.

 Chega-se, então, à má notícia embutida no trabalho do Ipea: a média salarial dos negros brasileiros representa 53% dos vencimentos dos brancos. Neste caso, não há ultrapassagem no horizonte. 

Mantido o ritmo atual, o Ipea estima que a equiparação da renda de negros e brancos não chegará tão cedo. É coisa para 2040. Repetindo: os negros só terão contracheques equiparáveis aos dos brancos daqui a 32 anos. 

Diz-se que, no Brasil, vigora a “democracia racial”. Bobagem. As estatísticas provam o contrário. A brancura que viceja nos restaurantes chiques e o negrume das batidas policiais também demonstram o inverso. 

O racismo brasileiro, por cordial, é uma fratura que, embora exposta, as pessoas se negam a enxergar. Nega-se o que é inegável. Ao começar a se reconhecer como negra, a sociedade dá um primeiro passo para mudar a posição do quadro. 

 Difícil adotar políticas públicas de promoção dos negros sem saber quem é negro. Corre-se, porém, o risco de enveredar por trilhas simplificadoras. 

 Por exemplo: os líderes partidários decidiram levar a voto, nos próximos dias, projetos que criam cotas para negros e índios nas universidades federais. Erro. É certo que o filho da família abastada, está a um passo do banco universitário. É certo também que, no Brasil, há mais brancos bem-nascidos do que negros.  

Mas a idéia de colorir a política de cotas, além de desmerecer o mérito do estudante, impõe uma espécie de racismo às avessas. Parece mais razoável combater o privilégio no acesso às universidades fixando cotas por renda. 

 Ou, melhor ainda, o ideal é fixar cotas para estudantes provenientes de escolas públicas –sejam eles pretos, pardos, brancos, amarelos, vermelhos, azuis…

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Concurso para preencher mil vagas

Pouco depois de lançar concursos para as áreas da segurança e da saúde, o governo do Piauí acena com a criação de outras mil vagas de servidores efetivos. De acordo com a secretaria estadual de administração, Regina Sousa, a idéia é substituir os prestadores de serviço por funcionários de carreira, processo que já foi deflagrado nas áreas da saúde e da educação.

Os planos do governo prevêem a abertura de vagas para a estrutura administrativa de praticamente todos os órgãos da administração direta, que hoje emprega cerca de mil terceirizados. A contratação de novos servidores veio para atender solicitação do Ministério Público do Trabalho, que recomendou a mudança. Os editais, contudo, só deverão ser lançados após o fim das eleições municipais para evitar, segundo o governo do Estado, acusações de uso eleitoral do certame. (fonte: Portal AZ). 

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Confirmado

Coloquei aqui, faz uma semana, que o secretário Moacir Feitosa iria entregar o cargo. Na mosca! Ontem, assessor do secretário de Educação do Município confirmou a informação. Adiantou que a saída do cargo será no dia 5 de junho.  

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Reunião decisiva

Ao contrário dos que estão festejando e de outros que acham que a bola de José Reinaldo Tavares murchou, após ser denunciado pela PGR na “Operação Navalha”, o ex-governador mantém seu nome como alternativa para a reedição da Frente de Libertação do Maranhão na sucessão municipal de São Luís.

Existe um grupo de sete deputados federais, 12 estaduais e mais importantes auxiliares do governo Jackson Lago apostando na indicação de Tavares como o único com capacidade para aglutinar as mais diversas tendências partidárias na sucessão de Tadeu Palácio Palácio. Aliás, o prefeito de São Luis e alguns dos seus seguidores menos expressivos têm sido os únicos obstáculos na consolidação do nome do ex-governador como o candidato da frente.

Dia 22, nesta quinta-feira, haverá mais uma rodada de conversação no Palácio dos Leões, com a presença de todas as lideranças que formaram a Frente de Libertação do Maranhão. Talvez, na noite do dia 22, possa sair um candidato de consenso ou a decisão de quem é chegado o tempo de murici.  

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