Antecipação da eleição na AL

A eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, que deveria ocorrer no dia 15 de fevereiro, pode ser antecipada para o dia 22 de dezembro. Um grupo de deputados, desde ontem, trabalha essa hipótese. A quem interessa antecipar a eleição? O governador jackson Lago não pretende interferir no processo. Prefere que seja mantido calendário atual. Mas a mudança vem sendo trabalhada exatamente pela maioria da sua base de sustentação.  

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Sucessão na Assembléia

Não é do estilo de Jackson Lago interferir em processo sucessório nas casas legislativas. A única vez em que se envolveu, quando prefeito de São Luís, perdeu no plenário da Câmara Municipal. Numa outra eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, a pedido da então governadora Roseana Sarney, encarregou seu vice Tadeu Palácio para eleger Ivan Sarney. Palácio e Roseana, na verdade, arregaçaramas as mangas, montaram no rolo compressor e Ivan Sarney foi eleito.

Jackson Lago não pretende participar ativamente da escolha do sucessor de João Evangelista, mas deseja que o próximo presidente da AL seja um deputado de sua confiança e integrante do seu grupo político. Três deputados estão habilitados: Edivaldo Holanda, Pavão Filho e Marcelo Tavares.  O primeiro tem o apoio do PSDB, do PDT histórico, do prefreito eleito João Castelo, da maioria dos prefeitos eleitos e reeleitos, e é líder do governo na AL. O segundo agrada ao governador pela forma como dirigiu os trabalhos legislativos na ausência de Evangelista, tem a curta administração aprovada em plenário e a simpatia da bancada de oposição, que tem 14 deputados. Encontra, porém, um obstáculo enorme: precisa que seja aprovada emenda que flexibiliza a eleição para que os atuais membros da Mesa possam concorrer a outros cargos. O terceiro é sobrinho de José Reinaldo Tavares, tem o apoio declarado do presidente Evangelista, do candidato derrotado Flávio Dino, mas tem limitações no plenário.

As articulações começaram após a eleição do segundo turno na capital. Ganhará aquele que tiver a simpatia do governador, o apoio das pessoas mais influentes no Palácio dos Leões e a simpatia dos colegas deputados. E provável até que candidaturas impostas de cima para baixo não tenham êxito.    

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Contra Holanda

Um grupo de jornalistas, com o aval de proprietários de veículos de comunicação que estiveram contra a candidatura de João Castelo, já iniciou campanha. Nem bem terminou a eleição para prefeito da capital, entraram em outra disputa: a sucessão do presidente da Assembléia Legislativa, deputado João Evangelista. Operam, na surdina, contra a candidatura do deputado Edivaldo Holanda, um dos mais fortes candidatos para suceder Evangelista.

Nesse sentido, embarcaram de corpo e alma na candidatura do deputado Marcelo Tavares, sobrinho do ex-governador José Reinaldo Tavares. Como parte da campanha sórdida, operam na surdina para queimar o nome do líder do Governo na AL, Edivaldo Holanda. Espalharam que o governador Jackson Lago teria assumido dois compromissos para eleger Marcelo Tavares: um com o presidente João Evangelista e outro com o próprio José Reinaldo Tavares.

Um secretário mais forte junto ao governador me infomou agora a pouco que Jackson Lago desconhece tal compromisso. Sabe apenas do desejo do ex-governador em disputar uma das duas vagas ao Senado Federal em 2010. E mais: falou que se depender unicamente do governador, seria bancado um nome da bancada do PDT para suceder Evangelista. O resto é especulação e vontade de produzir intrigas no grupo que elegeu Jackson Lago governador.    

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Castelo em Brasília

O prefeito eleito de São Luís, João Castelo, embarcou hoje para Brasília. Na capital federal ele participa amanhã de reunião com a cúpula dos tucanos que farão avaliação das eleições municipais e o desempenho do PSDB. Ainda em Brasília, Castelo vai aproveitar para visitar alguns amigos ministros do governo Lula. Aproveitará, também, para agendar audiências no BNDES, CEF e Banco do Brasil. Quer tomar conhecimento de linhas de créditos para apresentar projetos apresentados durante sua campanha.

Na quarta-feira, ainda na capital federal, o prefeito eleito fará exames de rotinas e descansará no final de semana. Em seguida retorna a São Luís para montar uma equipe para fazer a transição de governo.

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Laurixto, afilhado de Sarney

O empresário e presidiário Joaquimj Laurixto, afilhado legítimo do senador José Sarney, foi executado hoje cedo da manhã, com quatro tiros, dentro do seu carro, no São Cristovão. A polícia trabalha com a linha que remete ao crime de encomenda. Laurixto era acusado de comandar o crime organizado e de ter mandado matar mais de dez pessoas, entre políticos, empresários e um delegado. Ele ficou preso em Pedrinhas pelo assassinato do delegado Stênio Mendonça, mas estava em liberdade condicional, a exemplo do amigo José Gerardo de Abreu.

O empresário era filho do falecido Laurixto, que era o guarda-costa do então governador José Sarney. O pai, a exemplo do filho, foi vítima de emboscada e morreu. Laurixto, o filho, foi batizado por José Sarney, de quem era protegido. Na época em que o então secretário de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, começou a desvendar o crime organizado no Maranhão e descobriu que o empresário era um dos chefes, o senador José Sarney tentou junto a filha governadora livrar Laurixto das linhas de investigação. Roseana não cedeu aos apelos do pai.

Joaquim Laurxito teve prisão decretada pela morte do delegado Stênio Mendonça e fugiu. A sua empresa de terraplenagem, porém, continuou trabalhanho para o Estado. Naquela época, Laurixto foi visto por diversas vezes inspecionando obras em Buriticupu e Santa Luzia, o que dava sinais de que a governadora estava protegendo o afilhado do pai senador. Pressionado por delegados, Raimundo Cutrim intensificou as diligências e acabou prendendo o empresário. Em Pedrinhas, Laurixto tinha tratamento diferenciado, com as mordomias proíbidas para os demais companheiros de presídio. Ele, até às 7h da manhã de hoje, era um arquivo vivo. Agora, virou arquivo morto.    

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Castelo derrotou Lula e Sarney

De nada adiantaram os pedidos de votos feitos pelo presidente da República, a participação de ministros na campanha de Flávio Dino, o apoio do prefeito Tadeu Palácio (cerca velha, cai e derruba os outros) e os insistentes apelos da senadora Roseana para o candidato comunista. O candidato tucano João Castelo derrotou Lula e o senador José Sarney. O povo da ilha rebelde disse não a uma tentativa de impor um candidato desconhecido e arrogante como prefeito de São Luís.

Rotulado como o candidato de Lula, o comunista Flávio Dino recebeu apoio de ministros do Governo Federal que por aqui fizeram até comício, como Orlando Silva, dos Esportes, Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social, e Dilma Roussef, da Casa Civil, além do presidente da Caixa Econômica e de outras figuras de expressão nacional ligadas ao governo do PT. A intenção era apenas uma: derrotar João Castelo para impedir o crescimento dos tucanos no Maranhão e fortaceler o grupo Sarney. 

O próprio presidente da República, Lula, gravou duas mensagens pedindo votos para Flávio Dino. A primeira gravação, no primeiro turno, foi um pedido do senador José Sarney, como mostraram o jornal O Estado de São Paulo, Alexandre Garcia, da TV Globo, uma reportagem do jornal da noite da Band. Na segunda gravação, mais demorada, Lula apelou ao povo da capital o voto para seu candidato. Na esteira do apoio de Lula, Flávio Dino e seus partidários espalharam que João Castelo iria acabar com o Bolsa Família. Uma aberração, o desespero exposto.

Foi o próprio senador José Sarney que, a um jornalista da Folha de São Paulo, disse que havia pedido ao presidente Lula a gravação de apoio ao comunista Flávio Dino. Enquanto em Brasília o presidente Lula e o senador José Sarney trabalhava apoios para Dino, aqui em São Luis a senadora Roseana Sarney operava a adesão de seus companheiros de partido e de grupo, a exemplo de Gastão Vieira, Costa Ferreira e João Alberto. A senadora, antes porém, teve encontro com Flávio Dino, em sua residência, segundo confidenciou o deputado Raimundo Cutrim.  

Lutando contra as poderosas forças da presidência da República, da família Sarney, da Prefeitura de São Luís e da Câmara Municipal, João Castelo foi buscar no povo da capital sua tábua de salvação. Teve momento em que se percebia claramente que a disputa era desigual. Só o apoio de Lula, por sí só, desequilibra qualquer pleito, considerando sua alta avaliação pelo povo brasileiro.

Ao entrar na campanha de Dino, o prefeito Tadeu Palácio reuniu todos os secretários e dirigentes de órgãos municipais para exgir que todos entrassem de corpo e alma, suando a camisa, atuando como cabo eleitoral para derrotar Castelo. A única que não compareceu ao encontro foi a presidente do Ipam, Lúcia Telles. O apoio de Tadeu Palácio, ao contrário de ajudar, puxou o comunista pra baixo. Alias, tanto Tadeu quanto os Sarney fizeram o papel da cerca velha, que cai e derruba os outros.  

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Justificativa chula

Como era esperado, o comando de campanha de Flávio Dino ficou o tempo todo torcendo para que alguma coisa pudesse comprometer a campanha de Castelo antes da eleição. Tinha como objetivo mostrar à população que o candidato João Castelo comprava votos. Nada de anormal aconteceu.

Porém, no dia da eleição, um comerciante estabelecido no João Paulo, de nome Antônio Garcêz, após denúncias, foi “flagrado” com R$ 5,2 mil, em cédulas de R$ 20, em seu depósito. Políciais federais que participaram da operação, alegam que o comerciante tinha em seu poder santinhos de Castelo e mais cinco títulos de eleitor.

Ora, Garcêz é próspero comerciante no João Paulo, é candidato em quase todas as eleição municipais para vereador e nunca venceu uma. Se o “flagrante”, fosse em um dia comercial, teriam apreendido mais de R$ 15 mil, com certeza. Ele apoiou Clodomir Paz no primeiro turno, nunca gostou de Castelo, seu comércio não foi usado como comitê de campanha no segundo turno. Recebeu das mãos de Clodomir Paz santinhos de Castelo para distribuir dois dias antes da eleição. O que prova que não é castelista é o fato de que os santinhos aiunda estavam mofando em seu comércio. Além do mais, se tivesse que usar dinheiro para compra votos, teria usado na sua campanha, onde obteve mais de 3 mil votos, nesta última.

Antônio Garcês, por falta de provas, foi liberado minutos depois. Ficou comprovado que não houve compra de votos. Ainda assim, o próprio Flávio Dino alegou que perdeu a eleição porque Castelo estava comprando votos. Era só o que faltava. Como não venceu no voto, é bem capaz de querer ganhar no tapetão, onde tem enorme influência. Ou, quem sabe, vai respeitar a vontade do povo de São Luís.        

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Auditoria na prefeitura

A primeira medida a ser adotada pelo prefeito eleito João Castelo, assim quer assumi o cargo em janeiro, será a realização de auditoria para saber em que situação se encontra a prefeitura e todo o seu conjunto. A iniciativa não tem caráter de perseguição política, mas de identificar as falhas e necessidades da máquina administrativa. Porém, com o resultado da auditoria, será posível saber onde e como ocorreram desvio de recursos.

Antes de determinar a auditoria, o novo prefeito vai formar uma equipe para fazer a transição de governo. A equipe deve buscar todas as informações do secretariado de Tadeu Palácio para se certificar da real situação do município e como a máquina vem sendo operada. A busca de informaçõe se concentrará principalmente nos setores de saúde, educação, infraestrutura e finanças.

Entretanto, como são correntes as informações de que há um rombo nos cofres da prefeitura, a equipe de Castelo vai saber avaliar o tamanho do desvio e aguardar do prefeito eleito a tomada de posição. “Não iremos perseguir quem quer que seja, mas não podemos omitir informações à população, ainda que venha copntrariar interesses”, explicou um dos assessores de João Castelo.     

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Juventude com Castelo

Após a totalização dos votos, a rua e as transversais do comitê de Castelo estavam abarrotadas de pessoas comemoranbdo a vitória do candidato tucano. Um detalhe importante: a maioria formada por jovens.

Em quase todos os bairros de São Luís o clima era de festa. Os bares estavam lotados, das casas saiam a música do Agora Vai e as pessoas pulavam de alegria. Detalhe observado: a maioria era jovem.

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Ponto para o Escutec

Nem Ibope, Data Folha, Gallup e muito menos Exata. Só o instituto de pesquisa Escutec se aproximou dos números finais da eleição municipal de São Luis. No sábado, Escutec entregou ao seu contratante, o Sistema Mirante de Comunicação, o resultado que apontava diferença de 10% entre Castelo e Flávio Dino.

A pesquisa seria divulgada no jornal O Estado do Maranhão, edição de domingo. Os donos do veículos de comunicação, que estavam apoiando Flávio Dino, preferiram omitir a informação. Foi duro para Fernando Júnior, dono do Escutec.

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Eles sabiam

Não adiantou o debate, espernear, inventar manipulação de pesquisas, compra de votos. Os coordenadores da campanha de Flávio Dino sabiam que a eleição estava perdida. Só não passaram para a população para evitar a descrença, uma derrota maior. No sábado à noite, o comando da campanha do candidato comunista tinha em mãos a última pesquisa qualitativa em que Flávio Dino estava com 45% e João Castelo 55%. Uma diferença de 10% dos votos válidos. Quase acertaram. Quando terminou a apuração, a diferança foi de 11%.

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Lembram do Collor?

Boa parte das pessoas que comenta no meu blogue acha que estou sendo injusto com o resultado do debate entre João Castelo e Flávio Dino. Ainda considero que o debate foi equilibrado, principalmente no sentido de que não ocorreu a baixaria. Tenho a impressão de que errei na colocação. Quis dizer que o debate foi civilizado. Acho até que o Flávio Dino estava mais preparado e, portanto, deu o tom ao debate. Não creio que o debate, por outro lado, influencie o suficiente para definir a vitória. Agora a pouco me repassaram os números da Escutec: apenas 39% dos eleitores assistem ao horário político na tevê e somente 25% aos debates. No caso dos debates, a maioria já está definida.

Após essa análise, volto ao debate em si. Para mim foi como um filme que assisti na primeira derrota de Lula para Fernando Collor. O jovem governador de Alagoas se apresentava como o novo, o caçador de marajás, o ético na política, o inteligente e mais preparado, com vigor em abundância. Collor passou ao povo brasileiro que seus adversários, incluindo Lula, no primeiro turno, eram os políticos viciados, despreparados e inúteis. Aos olhos da maioria dos brasileiros, um encanto. Mais tarde viria a ser uma mera ilusão de ótica.

No debate do segundo turno, só Collor e Lula, o caçador de Marajás deitou e rolou. Levava a maioria ao delírio a cada vez que desdenhava do torneiro mecânico Lula. Em uma das passagens, recordo-me bem, Collor ironizou ao afirmar que Lula não sabia a diferença entre fatura e nota fiscal. Debochava de Lula o tempo todo. Collor foi um candidato criado em laboratório. Representava, não o novo, mais o novato. Anos depois a população descobriu o engodo. Os jovens estudantes, que carregaram Collor até a presidência da República, foram os mesmos que, decepcionados, foram às ruas para tirar Collor do mais alto cargo do país. O resto, todos já sabem.

No debate de ontem, a expressão firme, as colocações eloqüentes, os punhos cerrados, a transmissão de inteligência de Flávio Dino, lembraram em muito a postura de Fernando Collor de Melo diante do impotente Lula. Dino, que foi advogado de carreira e mais tarde juiz federal, a bem da verdade, é um bom debatedor. Por isso, hoje pela manhã recebi inúmeros telefonemas de eleitores do candidato comunista, sempre com a mesma expressão: Flávio Dino arrasou João Castelo, atropelou o tucano. A mesma expressão dos que acreditavam em Collor de Melo. Como disse, esse filme eu já assisti. Espero, apenas, que o eleitor seja sábio na escolha e não se arrependa depois ao confundir o novo com o novato.  

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