Traído

O deputado federal Pedro Fernandes começa a ficar marcado por aquilo que considera ser traição nas vésperas de eleições. Foi assim em 2006, quando foi rifado como vice da chapa de Roseana Sarney para ceder lugar ao ex-senador João Alberto. Na época, ameaçou romper com o grupo Sarney e apoiar Jackson Lago. O destino lhe reservou outro caminho: o da vitória. Roseana perdeu a eleição e Fernandes, que apoiou a filha de Sarney, renovou o mandato para a Câmara Federal.

Candidato a prefeito de São Luís nesta eleição, Pedro Fernandes não tem tido apoio financeiro e muito menos político do grupo a que pertence. Por último soube ontem que seu irmão, deputado Manoel Ribeiro, doou para o candidato do DEM, Raimundo Cutrim, um trio elétrico. Fernandes, até o momento, possui apenas uma Kombi, com som quase inaudível.

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Opção por Gardeninha

Caso o TRE ou o TSE venham inviabilizar sua candidatura, o tucano João Castelo tem uma alternativa: a filha Gardeninha. Fui informado hoje pela manhã que Castelo teria recebido a sugestão de esposa, Gardência Ribeiro Gonçaves e do secretário de Planejamento Aziz Santos, de quem Castelo é muito amigo.

Acredita Castelo que ao ser retirado da disputa por seus adversários, a população reagirá votando na pessoas que mais se identifica com ele. Existem casos que ocorreram em duas grandes cidades de São Paulo, uma em Pernanbuco e até mesmo aqui no Maranhão.

Na cidade de Zé Doca, com eleitorado superior a 30 mil votos, o candidato Alcir Mendonça foi impugnado por seus adversários. Como detinha o maior índice de intenção de votos, recuou e lançou a filha Natália Mendonça, que acabou saindo vitoriosa com o dobro da votação dos seus oponentes juntos.  

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Destino de Castelo

Em conversa com três advogados maranhenses especialistas em legislação eleitoral, ontem à tarde, na sede do TRE, nenhum aposta na permanência da candidatura de João Castelo. Os três continuam achando que as pretensões do candidato tucano devem ser barradam quando a ação pretendida pelas coligações adversárias for julgada pela corte eleitoral.

“Já ouvi da maioria do colegiado da corte falar que a candidatura de Castelo não se sustenta, a começar da presidente do TRE”, disse um dos advogados que defende causas para empresários amigos de Castelo e, por isso, pediu para não ser identificado.

O segundo, que já advogou para Castelo, garante que a decisdão do juiz Lucas Neto, de seguir o parecer dos promotores que optaram pela permanência da candidatura do tucano, estava tomada há duas semanas. “Na corte a coisa será diferente”, acredita o causídico.

Enquanto uns se embalam na decisão judicial, até aqui favorável a Castelo, e outros nos números crescentes das pesquisas dados ao tucano, o candidato segue firme na sua campanha. E animado depois que soube do resultado do Ibope, que lhe garante vitória no primeiro turno.

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Pavão e o IPVA

Somente ontem, após regressar de curta viagem, assisti ao vídeo sobre o episódio que envolveu o deputado Pavão Filho, um guarda de trânsito e o IPVA, veiculado insistentemente pela TV Mirante. Não sei se o deputado fosse da bancada Roseanista se o tratamento seria o mesmo.  

Confesso que fiquei assustado porque já presenciei (estava no carro) uma cena idêntica, mas com desfecho menos circense. Um amigo meu mandou quitar o IPVA e o tal documento, por conta da greve dos correios, não chegou à sua casa. No domingo (eu estava presente) foi barrado em uma blitz na avenida dos Holandeses.

O guarda olhou o IPVA e achou que estava atrasado. Meu amigo disse que tinha como comprovar que o documento estava em dia. O guarda pediu que ele provasse, sob pena de retenção do veículo. E mais: se ofereceu para ir ao local onde estava o recibo de quitação, uns 2 km do local da blitz. O acerto foi consumado ali mesmo, não sem antes o amigo deixar sua CNH em poder de um sargento.

Ao chegar em casa, o amigo pegou o recibo de quitação e entregou ao guarda de trânsito. Voltamos todos para o local da blitz e tudo deu certo. Desculpas de ambas as partes. O militar estava correto, mas não precisou fazer espetáculos para mostrar que estava agindo legal.

Preferiu o caminho da orientação, ao invés de repressão, do ato abusivo. Sei que a maioria vai discordar de minha opinião, até porque tem quem defenda que a maioria sempre tem razão. Não concordo. Acho que a maioria sempre é burra.

É muito fácil hoje execrar a imagem de um político, tanto faz quem seja ele. O deputado Pavão Filho deveria usar o documento do IPVA para evitar a situação de constrangimento que lhe foi imposta. Ao militar caberia, não por ter tratado com um representante do povo, o mínimo de preparo para lidar com situação como essa acima citada. O mesmo tratamento não ocorreu no sábado quando um tenente da PM teve seu carro parado e, segundo fui informado, estava embriagado e foi rapidamente liberado. A PM usa de dois pesos e duas medidas?  O corporativismo ainda prevalece na PM?             

Não tenho procuração para defender o deputado Pavão Filho, mas ao longo dos meus 28 anos no jornalismo político não conheço prática no parlamentar que manche sua imagem, assim como desconheço atos arbitrários ou indecentes que lhe incomode a vida, quer como pai de família, cidadão ou político. Pavão voltou ao local da Blitz, após ter a carteira apreendida, e mostrou que o IPVA estava pago. Faltou ao militar – repito – o preparado para lidar com a situação no trânsito. Amanhã, Deuz queira que não aconteça, seremos todos nós as próximas vítimas.

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Ibope

A coluna foi informada que uma rodada de pesquisa sob re a intenção de votos em São Luís, realizada pelo Ibope, será divulgada sábado a noite no Jornal Nacional, da TV Globo.

A novidade será a subida de um candidato apoiado por expressivas forças políticas da cidade para o segundo lugar.        

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Verdinhas

Segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos na capital, o deputado Cléber Verde andava meio que desanimado. Tem carisma, votos, disposição, mas faltava-lhe o fundamental: injeção financeira. Não falhou. Ontem, em diversas rotatórias eram vistos os “militantes” empunhando a bandeira do candido Verde.

Soube que o clima melhorou depois que o candidato teve conversa reservada com os dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus. As graças agora vão rolar. As bençãos cairão dos céus. A justiça divina tarda, mas não falha.     

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Assalto a Gym da Lagoa

Próximo da Academia Gym da Lagoa costuma ficar uma viatura da PM. Não muito longe do local, perto dos bares charmosos, fica outra viatura. Evidentemente que a presença dos policiais transmite medo aos bandidos e seguranças aos que adoram o local para recreação esportiva ou momentos de lazer e boêmia.

Na noite de quarta-feira, por volta das 20h não havia uma viatura, um policial. Aliás, nos últimos dias a ausência de políciais e viaturas causa medo às pessoas. Ontem, desde o período da tarde, a tranqulidade voltou a reinar. Lá estavam os PMs e  as viaturas. Só depois do assalto a Gym Lagoa. Lamentável.    

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Deputado assaltado

A ousadia dos assaltantes da academia de ginástica Gym da Lagoa ultrapassou todos os limites. Não pelo fato de ter ocorrido numa área nobre, mas pela forma como as vítimas foram humilhadas. Chutaram trazeiros de dondocas, pularam em cima do bumbum de um conhecido juiz da capital, esfregaram o cano da pistola no rego de um dono de concessionária de veículos, deram de coronhadas na cabeça de um morotista de deputado e, por último, humilharam o deputado Alberto Franco.

Quando tentava levantar a cabeça para olhar algum dos cinco bandidos (Franco é policial), o deputado foi chutado na cabeça, teve o trazeiro pisoteado, a orelha puxada, bateram de palmadas no bumbum do parlamentar, além de levarem celular e um redondo novo, de última geração, macio e – dizem – cheiroso. Um relógio atualíssimo.     

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Carros de Castelo

Todo mundo sabia que a maioria dos carros de som da campanha de João Castelo seria contratada por intermédio de um pedetista roxo, hoje ligado a um grupo de amigo$ do prefeito Tadeu Palácio. Menos o candidato tucani 

Ao primeiro gesto de quebra de contrato, atraso no pagamento, os carros foram recolhidos aos um galpão na br 135. Soube que os veículos foram alugados para a campanha de outro forte candidato.

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Insegurança

Ninguém mais escapa da ousadia dos bandidos. O medo, a violência rondam seus lares, seus locais de trabalhos, ruas, praças e avenidas. Ontem, a vítima foi o assessor legislativo da Assembléia, Gonzaga, passou por maus bocados depois de ser sequestrado na porta da AL. Foi obrigado a acompanhar os bandidos para sacar dinheiro no caixa eletrônico.

Há duas semanas a vítima foi o jornalista Edwin, assessor de comunicação da campanha de João Castelo, que teve um revólver apontado para a cabeça, no Araçagy, na residência de amigos. Levaram do jornalista um celular, cartões de crédito, dinheiro em espécie e o redondo, com alguns anos de uso.  

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Clodomir cresce

Não causou nenhuma surpresa o crescimento do candidato Clodomir Paz nos últimos dez dias. A militância do PDT e alguns estimulados caíram agora de corpo e alma na campanha do pedetista. Parece mais com campanha de governador, dirião alguns ao perceber o tamanho da estrutura.

Além disso, os candidatos a vereador da coligação de Clodomir e outros que estão no mesmo barco estão nas ruas, praças e avenidas, de casa em casa pedindo votos. Então, era natural o crescimento do candidato de Tadeu Palácio, que tem sido um atrapalho.  

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Te cuida, Pereirinha!

Há um mês, aqui no blogue, alertei ao presidente da Câmara Municipal de São Luís, Isaias Pereirinha, para que olhasse os exemplos dos ex-presidentes Deco Soares e Ivan Sarney, que não conseguiram a reeleição de vereador. Fui contestado e classificado de equivocado pelos partidários de Pereirinha. Não reagi, até porque não dou corda para puxa-saco.

Ex-cabo eleitoral do presidente da Câmara, o comerciante conhecido por Leozão, saiu candidato a vereador e despo0nta para ser o mais votado naquela região da Cohab e Cohatrac, principal reduto de Pereirinha.

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