“São Luís Trafegável”

O prefeito João Castelo precisa olhar para os serviços da operação “São Luís Trafegável”. A execução das obras para tapar buracos, começando pelas principais vias da cidade, nos leva ao tempo dos serviços do antecessor Tadeu Palácio.

O que foi feito hoje pela manhã na avenida Jerônimo de Albuquerque, no trecho do Cohafuma, parece remendo em calça poída. Pior ainda: entulho em buraco de água. Basta a chuva chegar para o entulho ir água abaixo.

O amigo, jornalista JR Campos, me desafia a passear pelas ruas do Recanto dos Vinhais. Topei na hora. Fui no carro do Jornal A Tarde. Uma vergonha. Virei palestino na Faixa de Gaza. Imaginei que as bombas estavam sendo lançados dos Vinhais.

Confesso, meu amigo Campos, que não estou arrependido porque estou solidário com o sofrimento dos moradores do conjunto residencial, mas indignado com o estado que o carro saiu do local.

Se providências não forem tomadas imediatamente, as ruas do Recanto Vinhais estarão intransitáveis. Se os moradores decidirem ingressar na justiça pelos prejuízos, não só aos automóveis, a Prefeitura de São Luís desembolsará uma bolada. Só para não esquecer, o IPTU do Recanto dos Vinhais é um dos mais caros.

Quanto ao comentário enviado por Campos, apertei na tecla errada e o post, sem querer, foi deletado. Aliás, amigo, em matéria de computação sou jurássico, o que é lamentável.    

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Os planos de saúde

Passei por um momento que não desejaria a ninguém. Meu filho, Luis Felipe, de três anos, engoliu uma moeda de 10 centavos. Levado ao Hospital São Domingos, foi orientado pelos médicos a voltar para casa, tomar laxante e um mineral para que a moeda descesse pelas fezes.

Dois dias depois, nada para meu desespero e da mãe Luceli. Tomamos o caminho de volta ao hospital. Foi um sacrifício. Passa por uma atendente que checa o plano de saúde Conmedh, com cobertura nacional, constata que não há nenhuma restrição, fomos enviados para outras duas atendentes.

Finalmente, por volta das 22h, Felipe foi atendido por uma pediatra que esqueço agora o nome. A médica recomenda, então, uma nova radiografia. Aí o desespero aumentou. De volta à primeira atendente, é feito o contato com o famigerado plano de saúde. Do outro lado da linha, a operadora do Conmedh não autoriza o raio X.

“Como não? Não sou eu quem estou pedindo, é uma exigência da médica porque a criança há dois dias carrega um corpo estranho no estômago!”, solicita a atendente. Novamente o plano de saúde recusa bancar a radiografia para não onerar seus cofres.

“Meu Deus, é uma criança de três anos que não pode ficar com uma moeda dentro do corpo, minha amiga!”, diz a atendente quase aos prantos. Eu e Luceli, sentados alí, sem acreditar no que presenciávamos. Felipe, deitado no sofá, esse mesmo nada poderia entender.

“Não há atraso no plano, minha querida. Entenda, por favor!”, reclamava a atendente para em seguida nos informar que o sanguessuga miserável do plano de saúde aconselhou aos pais para que voltassem só quando Felipe sentisse dor. Que loucura! Quanta crueldade!

“Ela é medica, a moça do plano de saúde?”, indaguei. “Acho que não. É apenas a pessoa que autoriza os procedimentos”, respondeu-me. “Como essa desgraçada pode saber o momento que deve ser tirado o raio X do estômago do meu filho?”, perguntei aos berros.

A atendente volta a ligar e, após 40 minutos, conseguiu a liberação da radiografia. Feito o procedimento, a médica nos chamou e mostrou o filme (se é que assim se chama). Lá estava a moeda grudada numa posição que jamais desceria facilmente. Só restava duas opções: pela via imediata da endoscopia ou por uma intervenção cirúrgica.

Marcado para às 8h, Felipe entrou para o centro cirúrgico, para meu temor, desespero, e aflição da mãe. No momento em que a enfermeira entregou as roupas do meu filho, quase desabo. E Luceli não aguentou. Se tentei ser duro naquela hora, não contenho agora as lágrimas quando narro esse triste episódio. Deixei o hospital para comprar jornais, mas na verdade porque estava asfixiado, quase sem respirar.

No meu retorno, encontro a Luceli que mostra um objeto enrrolado em um pedaço de algodão: era a moeda de 10 centavos, antes amarela, agora branquinha. Meu filho permaneceu dormindo por 2h por causa dos efeitos da anestesia geral. Dei graças a Deus e ao trabalho da médica que descartou a operação cirúrgica e optou pela endoscopia. Agradeço, também, a insistência da atendente do São Domingos. 

Feito o relato, gostaria de lembrar apenas como pagamos para sermos humilhados e desprezados. É impossível que planos de saúde, não satisfeitos em roubar nosso dinheiro, não levem a sério aquilo que mais precioso temos: nossa vida.         

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Prestígio

O auditório da Assembléia Legislativa do Maranhão foi pequeno para a multidão de políticos que se concentrou feito sardinha em lata para assisti a assinatura de convênios, inauguração de uma linha de transmissão,  via controle remoto, o anúncios de novas subestações e a garantia de que a refinaria Premium começará a ser executada neste semestre.

Políticos de cores partidárias diversas, como prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais marcaram presença para agradecer e cumprimentar o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Foi o maior evento político já no começo do ano.

“Lobão é político. Nunca você ouviu dizer que Lobão briga com alguém ou que persegue políticos”, dizia o deputado federal Ribamar Alves, presente ao evento. Alves é da base aliada do governador Jackson Lago.

O ex-presidente da Famem, ex-prefeito de Tuntun, Tema Cunha, da base aliada do governador Jackson Lago, confidenciava a um colega prefeito que se Lobão entrar  em 2010 como candidato a governador, a disputa será equilibrada. “Com chances para o Lobão”, completava Ribamar Alves.      

Lobão, para alguns analistas políticos, deixou de ser o plano B do senador José Sarney e assumiu o plano A para a sucessão estadual. Há até quem se aventure em afirmar que Sarney não teria mais tanto interesse de que seu grupo retome o poder pela cassação do mandato do governador Jackson Lago. Prefere ganhar no voto. E com Lobão. Acho, porém, que ainda é cedo para tratar de sucessão no Maranhão.  

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Outro saque

Continuo com a campanha contra os prefeitos corruptos e denunciando a omissão do Ministério Público, do Poder Judiciário e dos políticos.

O então prefeito de Lago da Pedra, Luis Osmany, entre os dias 20 e 30 de dezembro sacou R$ 1,5 milhão em cheques da prefeitura, na boca do caixa.

A atual prefeita Maura Jorge mandou fazer auditoria para saber o tamanho do desfalque. Só com o INSS a dívida chega a R$ 12 milhões.

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Prefeitura inicia operação "São Luís Trafegável"

A Prefeitura de São Luís, através da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), inicia amanhã, às 8:00h, a operação “São Luís Trafegável” para restaurar trechos precários de avenidas e ruas com maior fluxo de veículos. A primeira via a ser recuperada será a avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro do Cohafuma.  A operação, que contará com mão-de-obra da própria Semosp, mobilizará quatro equipes, cada uma com 12 pessoas, que trabalharão intensamente nos próximos 60 dias. De acordo com o titular da Semosp, Cláudio de Carvalho, há uma necessidade emergencial de restaurar principalmente essas avenidas, onde a situação está mais crítica por causa da erosão provocada pelas chuvas nas camadas asfálticas. Caminhão basculante, rolo compactador e caçamba de asfalto serão utilizados para a recuperação dessas avenidas. “Vamos agir de forma emergencial, pois essas avenidas estão sofrendo desgaste com este período das chuvas. A avenida Jerônimo de Albuquerque será a primeira a receber os serviços por conta do seu estado precário, já que é muito movimentada e tem um grande fluxo de veículos diariamente”, revelou Cláudio de Carvalho. Ainda de acordo com o secretário, foram listados, de início, 50 pontos críticos na cidade, entre ruas e avenidas como a Carlos Cunha, Colares Moreira, Africanos, Castelo Branco, Holandeses, Ana Jansen, Mário Andreazza, Guajajaras, Franceses, Litorânea, Tancredo Neves, Daniel de La Touche, Luís Rocha e outras.  Dentro do planejamento da Semosp, a próxima avenida a ser recuperada será a São Luís Rei de França, no bairro do Turu.  Neste primeiro momento, somente as avenidas serão recuperadas; depois será a vez das outras vias serem devidamente reparadas, a exemplo das ruas do Passeio, Rio Branco, Cajazeiras, do Sol, Paparaúbas, Jansen Muller e Barão de Itapary.  Ações emergenciais – Paralelamente à recuperação de ruas e avenidas, a Semosp vem realizando ações emergenciais de desobstrução, limpeza e desentupimento de bocas-de-lobo em canais e galerias da cidade.  As nove equipes envolvidas nessas ações trabalham nos canais da Salina, do Coroado, do Cohatrac, do Rio Gangan, situado na rua Eurides Bezerra, na avenida São Luís Rei de França, do Shopping Tropical, na galeria da rua do Pequizeiro (São Cristóvão), no Sacavém e na Lagoa da Jansen. “Nesta ação, a Semosp trabalha em 15 dos 27 pontos críticos mapeados pela secretaria, desobstruindo todas as áreas de alagamento”, afirmou Cláudio de Carvalho.

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Prefeitura inicia operação “São Luís Trafegável”

A Prefeitura de São Luís, através da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), inicia amanhã, às 8:00h, a operação “São Luís Trafegável” para restaurar trechos precários de avenidas e ruas com maior fluxo de veículos. A primeira via a ser recuperada será a avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro do Cohafuma.  A operação, que contará com mão-de-obra da própria Semosp, mobilizará quatro equipes, cada uma com 12 pessoas, que trabalharão intensamente nos próximos 60 dias. De acordo com o titular da Semosp, Cláudio de Carvalho, há uma necessidade emergencial de restaurar principalmente essas avenidas, onde a situação está mais crítica por causa da erosão provocada pelas chuvas nas camadas asfálticas. Caminhão basculante, rolo compactador e caçamba de asfalto serão utilizados para a recuperação dessas avenidas. “Vamos agir de forma emergencial, pois essas avenidas estão sofrendo desgaste com este período das chuvas. A avenida Jerônimo de Albuquerque será a primeira a receber os serviços por conta do seu estado precário, já que é muito movimentada e tem um grande fluxo de veículos diariamente”, revelou Cláudio de Carvalho. Ainda de acordo com o secretário, foram listados, de início, 50 pontos críticos na cidade, entre ruas e avenidas como a Carlos Cunha, Colares Moreira, Africanos, Castelo Branco, Holandeses, Ana Jansen, Mário Andreazza, Guajajaras, Franceses, Litorânea, Tancredo Neves, Daniel de La Touche, Luís Rocha e outras.  Dentro do planejamento da Semosp, a próxima avenida a ser recuperada será a São Luís Rei de França, no bairro do Turu.  Neste primeiro momento, somente as avenidas serão recuperadas; depois será a vez das outras vias serem devidamente reparadas, a exemplo das ruas do Passeio, Rio Branco, Cajazeiras, do Sol, Paparaúbas, Jansen Muller e Barão de Itapary.  Ações emergenciais – Paralelamente à recuperação de ruas e avenidas, a Semosp vem realizando ações emergenciais de desobstrução, limpeza e desentupimento de bocas-de-lobo em canais e galerias da cidade.  As nove equipes envolvidas nessas ações trabalham nos canais da Salina, do Coroado, do Cohatrac, do Rio Gangan, situado na rua Eurides Bezerra, na avenida São Luís Rei de França, do Shopping Tropical, na galeria da rua do Pequizeiro (São Cristóvão), no Sacavém e na Lagoa da Jansen. “Nesta ação, a Semosp trabalha em 15 dos 27 pontos críticos mapeados pela secretaria, desobstruindo todas as áreas de alagamento”, afirmou Cláudio de Carvalho.

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Joãozinho na corda bamba

Não é nada cômoda a situação do secretário de Cultura do Estado, poeta e produtor cultural Joãozinho Trinta, ou melhor, Joãozinho Ribeiro.

Quase todos seus assessores mais diretos foram exonerados desde sexta-feira. Hoje, mais de uma dezena de pessoas ligadas a ele ganharam o cartão vermelho.

Essa, na verdade, seria uma forma de mudar o que atrasa as atividades da Cultura e de esvaziar o ainda secretário. Trinta, ou melhor, Ribeiro, destoa de Jackson Lago há muito tempo. Mais recentemente quando usou a palavra durante reunião da coligação de Flávio Dino para declarar que o candidato João Castelo representava o atraso. O governador, como todos sabem, apoiou a candidatura de Castelo.     

Aliás, o ainda secretário não compareceu ao lançamento oficial do Carnaval da Maranhensidade, feito pelo governador Jackson Lago. A festas da virada do ano promovida pelo Governo do Estado não tiveram a marca da Cultura Estadual, coisa inédita. A Secom coordenou todo o evento festivo. Com resultados satisfatórios.  

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Devolução das gratificações

Jogaram uma casca de banana para o início da administração de João Castelo. Deixaram uma armadilha engatilhada para o prefeito pisar feio.

Trata-se do decreto baixado pelo então prefeito Tadeu Palácio, assinado para vigorar em dezembro, que cortava em 100% todas as gratificações do pessoal lotado na Secretaria de Saúde Municipal.

Mesmo com o decreto assinado, o então prefeito Tadeu Palácio pagou o mês de dezembro com as devidas gratificações. O pessoal da Saúde vibrou, mas tinha receio de que o sucessor fosse aproveitado a redução dos salários para o resto de sua nova gestão.

Ao tomar conhecimento da casca de banana, o prefeito determinou à sua secretária de Saúde, Helena Duailibe, que as gratificações sejam incorporadas a partir de fevereiro, isto porque a folha já estava confeccionada.  

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Obrigação de Castelo

A Secretaria de Comunicação Social do Estado, no final de setembro, fez publicar anúncios em todos or jornais da cidade informando que o Governo do Estado havia destinado R$ 11 milhões para a Prefeitura de São Luís recuperar ruas e avenidas da capital.

Os recursos, segundo fui informado antes, seriam da ordem de R$ 17 milhões só dos cofres públicos estaduais para a concretização de uma parceria entre governo e prefeitura, que entraria com cerca de R$ 8 milhões para tirar São Luís do caos.

Os primeiros serviços começaram por duas das principais avenidas do Cohatrac, que estavam quase intrafegáveis. O governador Jackson Lago e o prefeito Tadeu Palácio acompanharam “in loco” a operação. Dois dias depois, para o azar do prefeito e dos moradores, caiu uma chuva média e levou por água abaixo o serviço. Ficou confirmado que fora utilizado o asfalto Sonrisal.

A operação, na época, já sem a presença de Jackson Lago, que havia se recusado a acompanhar os trabalhos depois da fracassada execução no Cohatrac, se estendeu para outros cinco bairros, com o mesmo asfálto. Não precisa dizer o que aconteceu depois. Agora mesmo as águas das chuvas estão levando o resto do Sonrisal.

Com o anúncio colocado em jornais e, inclusive, em out doors, ficou claro que o Governo do Estado mostrou o valor repassado com a desconfiança de que a verba não foi utilizada. E não deve ter sido mesmo. Basta que se caminhe pelas ruas e avenidas de São Luís. Parece que estamos andando pelos escombros da Faixa de Gaza.

Agora, entendo que o prefeito João Castelo deve começar a auditoria para saber como e onde foram aplicados os R$ 11 milhões destinados pelo Governo do Estado para a recuperação das ruas e avenidas da capital. Quais foram as vias recuperadas? A camada asfática era de boa qualidade? Quanto custou e em que usina foi adquirida? Quais as empresa (construtoras) que trabalharam na operação? A quem pertencem?

Sem essa auditoria já e a divulgação imediata de seus resultados, o prefeito João Castelo poderá comprometer sua administração pelo pecado da omissão.       

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Bom exemplo

Na cidade de Belfort Roxo, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, a Câmara Municipal decidiu tornar sem efeito o aumento salarial aprovado pelos ex-vereadores para a atual legislatura municipal.

Para engordar o natal, os vereadores da legislatura passada aumentaram os próprios salários e ainda chegaram a receber o mês de dezembro. A nova Mesa Diretora baixou de R$ 7,4 mil para R$ 5,4 mil os salários.

Na cidade de Barreirinhas, assim que venceu a eleição, em 2004, o ex-garçon e hoje milionário Doutor Miltinho (PT) fez um acordo com o então prefeito Baial, que é juiz aposentado, e aumentou seu salário em 100%. Os vereadores levaram um “agrado” e aprovaram o aumento de R$  7 mil para R$ 14 mil.

Quando alguém questionava o aumento, Miltinho, já no cargo de prefeito, dizia sempre que já encontrou o salário nas alturas. Em outro tempo, a pilantragem do prefeito teria sido discutida no Conselho de Ética do PT e, com certeza, estaria expulso do partido.

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Gato de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 20 do Bolsa Família por cinco meses

Deu no blogue do Josias de Sousa 

Um gato de estimação fez parte, durante cinco meses, da lista de beneficiários do Bolsa Família em Antônio João (300 km de Campo Grande), um dos municípios mais pobres de Mato Grosso do Sul. O animal, chamado Billy, foi inscrito com nome, sobrenome e data de nascimento por seu dono, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador local do programa do governo.

Billy tinha número de identificação social, cartão magnético e vinha recebendo R$ 20 mensais do governo federal como complementação de renda.

A fraude foi descoberta durante a visita de um agente de saúde à casa do suposto beneficiário, em novembro passado.

Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa não havia sido levada para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa.

A mulher estranhou a pergunta: “Mas o único Billy aqui é o meu gatinho”. O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância.

“Convocamos testemunhas e exigimos que o coordenador comprovasse a existência da suposta criança que ele cadastrou”, disse à Folha a secretária de Assistência Social do município, Neuza Carrillo.

O processo de cadastramento das famílias é de responsabilidade do município. O coordenador, disse a secretária, é encarregado de receber e verificar a documentação dos candidatos ao benefício. Ao final dessas etapas, cabia a ele incluir os dados no sistema on-line do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

“Os documentos não são remetidos a Brasília, somente as informações. Ele se aproveitou disso para criar um cadastro inteiramente falso, com dados como nome, peso e data de nascimento, e depois batizou a invenção com o nome do gato.”

Ouvido ao final da sindicância, Rosa admitiu a fraude. Funcionário municipal concursado desde 2006, ele foi afastado em dezembro. Na semana passada, pediu exoneração do serviço público.

Para a secretária, o caso é “absurdo, mas isolado”. Ela defende a necessidade de alteração das normas de controle. “Se houvesse um setor em Brasília encarregado de receber e verificar a documentação, fraudes como essa se tornariam mais difíceis do ocorrer.”

A prefeitura decidiu recadastrar as 891 famílias que recebem o Bolsa Família na cidade.

Em Antônio João, causou comoção o rumor de que, por conta da fraude, os pagamentos seriam suspensos. “O único benefício bloqueado foi o do gato”, disse Carrillo.
A Folha não conseguiu contato com o ex-coordenador.

Em nota, a secretária-executiva-adjunta da pasta de Desenvolvimento Social, Rosilene Rocha, disse que o caso “mostra o esforço que nós estamos fazendo para auditar o cadastro, fazer cruzamento de dados e checar os beneficiários”.

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Buracos

O prefeito João Castelo, na primeira semana da sua administração, anunciou uma operação de guerra para preparar a capital para o período invernoso. Na ocasião, as chuvas estavam ensaiando a dança das águas.

Na segunda quinzena foi colocada uma operação, mas apenas para desobstrução de valas e galerias. Agora mais recentemente outra operação para enfrentar 20 pontos de alagamentos na cidade. Medidas preventivas, diga-se de passagem.

Porém, o prefeito ainda não enfrentou aquilo que é e será mais ainda um dos grandes problemas de São Luís: a buraqueira em ruas e avenidas da cidade.

Em algumas vias os buracos, até a semana passada, eram pequenos. Hoje estão se transformando em crateras. Os buracos já existentes, principalmente na perifieria, estão deixando as ruas intransitáveis.

Uma operação tapa-buracos deveria ser incluída no plano emergecial ou na operação de guerra, como queiram os governantes. Do contrário, chegaremos ao final do inverno com a cidade pior do que tábua de pirulito, elevando os custos da recuperação, mas deixando sorrindo alguns donos de construtoras.

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