A desembargadora Francisca Galiza, do Tribunal de Justiça do Maranhão, voltou a autorizar, nesta segunda-feira (25), que as faltas sejam descontadas dos salários dos professores que aderiram a greve na capital. Mais uma ‘vitória’ da Prefeitura de São Luís que já havia conseguido na Justiça que a paralisação fosse decretada ilegal.

Prefeito Eduardo Braide

Pois bem. Vamos voltar ao passado não muito distante. O prefeito Eduardo Braide, o mesmo que defendeu professores em greve no governo municipal de Edivaldo Holanda Junior, em 2016, quando era deputado estadual, hoje ataca a categoria. Ele parece ter esquecido que o movimento paredista é sim um direito legítimo dos trabalhadores, como ele mesmo destacou em outras ocasiões. Claro, ocasiões estas em que buscava apoio irrestrito destes profissionais (mais de 2 mil) para ajudá-lo a se eleger deputado federal em 2018, com êxito, e posteriormente (em 2020) prefeito de São Luís.

Mas quando cobrava do ex-prefeito Edivaldo uma solução para a greve, o então deputado Braide enfatizava a enorme preocupação que tinha com os alunos da rede pública da capital, com as condições de trabalho dos docentes, além de criticar ferrenhamente a situação em que se encontravam algumas escolas, com problemas sérios de conhecimento do Ministério Público do Maranhão. Os mesmos de hoje, prefeito Braide, sob sua gestão.

Aliás, problemas em vários setores: saúde, limpeza pública, vigilância… Greve parece ser a especialidade desse governo.

Mas voltando a situação dos professores, o atual prefeito, que tanto precisou destes trabalhadores, hoje os desvaloriza e tentar a todo custo tornar o movimento no qual buscam os seus direitos, sem efeito, desqualificando o Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís. O mesmo antes defendido por ele.

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