Leio hoje, segunda-feira, 07/03, no Blog do Marco Deça, que o governador Flávio Dino vai colocar como seu primeiro suplente de senador o deputado federal licenciado Mário Jerry, na certeza de que se elegerá para o posto e com a convicção de que Lula da Silva será o próximo presidente da República e ele ministro, de preferência da Justiça.

Em assim acontecendo, Jerry assumirá a vaga de senador da República tão logo Lula derrote Jair Bolsonaro e convoque Dino para seu ministério. Até aqui tubem, tudo bacana!

Porém, falta combinar com o eleitor brasileiro e com o eleitorado do Maranhão. Primeiro, a eleição de Flávio Dino não anda nada cômoda para se eleger senador. Vem despencando ladeira abaixo e vai piorar depois que tirou a bunda do trono. Basta comparar os resultados das últimas pesquisas aos de 2020 e 2021 com os de 2022.

É compreensível que Dino tente salvar um mandato para seu fiel escudeiro, Jerry, que tem uma reeleição difícil para deputado federal. Na primeira eleição, em 2018, estava com o poder da máquina nas mãos e o apoio de dezenas de prefeitos e outras lideranças. Obteve mais de 120 mil votos e na anterior, sem a máquina, não chegou a 4 mil votos. E ainda teve a coragem de espalhar que foi a militância do PCdoB. Só muito óleo de Peroba.

Experimentado no primeiro mandato, várias lideranças e prefeitos não querem a mesma experiência, a exemplo do ex-prefeito de São Benedito do Rio Preto, Maurício. Em Paço do Lumiar tem o apoio da prefeita Pindoba, mas a repulsa dos eleitores.

Amigo de fé e irmão camarada, Dino quer salvar Jerry, que tenta desesperadamente não morrer afogado. Mas diz um provérbio chinês que não se deve salvar uma pessoa que estão se afogando desesperado. Ele vai se agarrar ao seu pescoço e morrem os dois.

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