A destinação dada pelo governo Flávio Dino a um terreno que deveria servir à expansão do campus da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) em Bacabal foi duramente criticada pelo deputado César Pires. “É um absurdo tomar posse indevidamente do patrimônio universitário para fazer praça pública, destruindo o sonho acalentado por muitos para ampliar o acesso ao ensino superior naquele município.

O deputado viu in loco neste fim de semana a situação do terreno em Bacabal, que foi adquirido com recursos da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia quando ele era reitor da Uema. “Naquela época havia a necessidade legal de formar os professores em terceiro grau. Por isso o terreno foi adquirido e cedido à Universidade Estadual, para que pudesse construir e ampliar as suas instalações em Bacabal. “É lamentável a ação do governo e o silêncio da própria universidade, dos alunos, dos funcionários, do corpo docente de Bacabal e da própria Reitoria”, enfatizou César Pires.

Para o parlamentar, a alegação do governo de que construir uma praça naquele terreno é um benefício social para a população não é aceitável. “E o benefício intelectual não é importante? Na formação de professores, ele podia ampliar o campus, criar novas salas de aula, novos laboratórios, ampliar biblioteca, ou seja, construir um universo de situações academicistas dentro da universidade”, justificou.

César Pires concluiu alertando ao governador que sua gestão está se apropriando de um terreno que foi comprado com sacrifício da própria comunidade universitária. “O que se espera do governo é que ele amplie, melhore e qualifique, e não destrua o que não é dele para fazer praça, em detrimento da formação de tantos cidadãos bacabalenses”, finalizou.

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