O governo de Flávio Dino navegava em céu de brigadeiro até o começo da pandemia, com números favoráveis que colocavam sua gestão como uma das bem avaliadas entre os outados estados do país. Ia tudo dando certo, até que começaram as reais descobertas e erros sucessivos foram se expondo. 

Desde o início do segundo mandato, Flávio Dino jogou para o Brasil, tentando colocar seu nome como uma alternativa viável para vencer Jair Bolsonaro. O governador do Maranhão, que já foi juiz federal, acreditava que Lula jamais sairia da situação de inelegibilidade.

E ficou o tempo todo insistindo no projeto nacional, deixando de governar o Maranhão. Quando Lula começou a ter a possibilidade de entrar na disputa, Dino mudou os planos e apostou que poderia ser escolhido o vice do ex-presidente petista. Não deu certo.

Voltou ao Maranhão com o objetivo de sair candidato ao Senado Federal e permitiu a criação de uma cooperativa da base aliada, desde que fosse ele o candidato único a senador. Atirou no próprio pé e perdeu o controle da sua sucessão.

Enquanto isso, a realidade nua e crua bateu às portas do povo maranhense, trazendo a fome, o desemprego cresceu, a esperança morreu, a água faltou nas torneiras, funcionários públicos sem aumento de salários, mas aumentaram os impostos, cobranças com confisco de motos e carros.

O IBGE, a cada resultado de levantamentos em todo o Brasil, encontrava uma Venezuela e um Haiti abrigados no Maranhão. Logo viramos o estado com o pior IDH, com 60% da nossa população sem ter o que comer.

O resultado da descoberta de que o cidadão que se propões a tirar o Maranhão do atraso, da miséria e da fome, foi um tremendo engodo e levou o governo a cair na aprovação dos maranhenses.

Para que se tenha ideia, o povo acordou e desde o ano passado que o projeto pessoal de Flávio Dino vem fazendo água. Para quem chegou a ter 77% de intenção dos votos para senador e hoje conta com apenas 44%, conforme último resultado da Escutec, a verdade venceu a mentira.

Por essa razão, não será surpresa se o governador permanecer no cargo para não passar vexame e tentar fazer seu candidato a governador, o que parece uma missão impossível. Vamos aguardar!

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