Desde o início da semana que passou que sites brandonistas espalham notícias de que Flávio Dino vai indicar o nome do seu vice como candidato escolhido da base para a disputa ao governo do estado. Pela insistência, parece que buscam firmeza ou tentar influenciar Dino a tomar logo a decisão.

O governador do Maranhão encontra-se agora numa sinuca de bico, numa encruzilhada, sem saber qual lado deve seguir. A decisão agora ou em março de 2022 vai criar problemas para seu projeto pessoal de ser senador, ou melhor: candidato único da base.

A questão é séria demais. Dino causou o distanciamento do grupo liderado pelo deputado Josimar do Maranhãozinho, formado por deputados estadual e federal, além de mais de 50 prefeitos e centenas de vereadores e ex-prefeitos. Para que se tenha ideia, só Josimar obteve quase 200 mil votos para a eleição de deputado federal.

Sem contar que o governador, se escolher como seu candidato Carlos Brandão, deve perder o apoio do maior grupo hoje na disputa que é liderado pelo senador Weverton Rocha e toda a militância do PDT e da senadora Eliziane Gama.

Com apenas 44% de preferência dos eleitores entrevistados pelo Instituto de Pesquisa Escutec, em outubro, na disputa ao Senado Federal, já esteve até com 77%, a queda vai ser brusca e sem retorno. E ainda tem um detalhe: o governador já enxerga pelo retrovisor a aproximação do senador Roberto Rocha, que já aparece com 23%.

Por isso, acredito que a tendência é mesmo Flávio Dino permanecer no cargo para tentar fazer seu vice ou eleger Felipe Camarão do PT  buscando o apoio aberto do ex-presidente Lula.

E, em caso da vitória de Lula, construir a realização do seu sonho maior: ser ministro da Justiça a partir de 2023 e no mesmo ano ser indicado ministro do Supremo Tribunal Federal.

Vamos Aguardar!

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