O governador do Maranhão precisa da ajuda do ex-presidente José Sarney para vencer dois novos pleitos no Maranhão. Quer ser escolhido membro da Academia Maranhense de letras e conquistar a única vaga de senador em 2022.

E, neste sentido, já teve o primeiro encontro com o oligarca que tanto combateu, engando o povo maranhense e espalhando que José Sarney era a lepra do Maranhão, o câncer que representava o atraso de nosso estado.

Acabou convencendo os tolos e se elegeu governador com a promessa de que iria tirar o Maranhão da fome, do atraso e do abandono. Chegou ao segundo mandato com os votos dos hoje arrependidos. O Maranhão, só agora ficou claro, nunca saiu do atraso, da miséria, do analfabetismo e da lama.

Flávio Dino buscou Sarney na casa do velho cacique, no Calhau, bem antes. Em 2008 quando estava candidato ao cargo de prefeito da capital pediu ajuda a quem tanto condenou. O fato foi contado pelo também candidato a prefeito, o ex-secretário de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, que contou com a ajuda de policiais velados para registrar o flagrante.

Nesta nova empreitada, Flávio Dino perdeu a vergonha e o pudor e foi pedir o apoio ao agora ex-inimigo para ocupar a cadeira que pertenceu ao pai, o saudoso Sálvio Dino, na Academia Maranhense de Letras. Sarney sempre exerceu grande influência na escolha dos imortais maranhenses. Dino saiu do apartamento do velho oligarca, na Península, com a certeza da vitória.

O governador aproveitou para falar do assunto que a dupla mais gosta: política. Falaram da nacional e, por fim, da local. Dino não escondeu que gostaria do apoio do MDB e do desejo de ter como seu primeiro suplente ao alguém do partido do ex-presidente. Encerrado o encontro, apenas a certeza do apoio para a Academia Maranhense de Letras.

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