O ex-presidente da República, José Sarney, disse que em política só existe uma porta: a de entrada. De deputado federal, governador, senador, presidente do Brasil o retorno ao Senado Federal como presidente do Congresso Nacional, o último cargo que exerceu quando decretou o encerramento da atividade pública, em 2014.

Foram 60 anos na atividade pública, o político mais longevo da história do país. Sarney entrou pela porta da frente e saiu pela mesma entrada. Com mais de 90 anos de existência e 6 anos fora de cargo público, a velha frase persegue o político.

Por mais que tente repousar ao lado da família, Sarney continua sendo a fonte onde muitos vão beber a voz da experiência. Assim tem sido com os ex-presidentes, desde Collor de Melo, Itamar Franco, FHC, Lula, Dilma, Támer e, por último com Jair Bolsonaro. Todos, sem exceção, tomaram e alguns ainda tomam a benção ao mestre Sarney.

Lula entra pela manhã e antes da noite esfriar o dia, lá vem  Bolsonaro. Todos buscando aconselhamento e experiência para vencer obstáculos. Evitando mais assédios, o ex-presidente procurou o repouso e retomar as leituras na sua terra, sua paixão.

Mas logo a campainha  do apartamento na Península é acionada. Sãos os velhos amigos e os políticos. O primeiro deles foi Flávio Dino, que recentemente retornou para pedir ajuda e voto do imortal e conquistar a cadeira de número 32, que era ocupada pelo saudoso pai, Sálvio Dino, na AML.

Sarney recebeu todos os candidatos a governador e mais recente foi a vez do petista Felipe Camarão, acompanhado do deputado Roberto Costa (foto acima).  Sarney tem razão: política só tem a porta de entrada.

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