Acabou-se o que era doce. A situação cômoda na disputa ao Senado Federal em 2022 começa a virar pesadelo. Duas fortes pré-candidaturas estão prestes a aparecer no cenário político maranhense.

Do lado do senador Weverton Rocha, o primeiro colocado na pesquisas, considerando que Roseana Sarney deve mesmo disputar a eleição para a Câmara Federal, já existe uma movimentação para lançar o nome do presidente da Famem, Erlânio Xavier, na disputa a uma vaga de senador.

O grupo que segue Rocha tem mais de 70 prefeitos, a maioria dos deputados federais, estaduais, vice-prefeitos, vereadores e dois senadores, incluindo Eliziane Gama. Uma força capaz de jogar por terras o plano de Dino, tão logo ele deixe o cargo de governador em janeiro e anuncie seu apoio ao vice Carlos Brandão.

Do outro lado outro grupo não menos poderoso liderado pelo deputado federal Josimar do Maranhãosinho, com 60 prefeitos, bom número de deputado estaduais, federais, vice-prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. Com certeza o bloco de Josimar já entrará no carnaval com um nome ao Senado, dominuindo as forças do governador de plantão.

O senador Roberto Rocha é hoje o maior adversário do governo estadual e deve sair candidato ao Governo do Estado, sem descartar a possibilidade de também chegar em 2022 optando mesmo como postulante ao Senado, o que vai piorar a vida de Flávio Dino.

Um documento assinado por líderes de partidos, espertamente elaborado por Dino no Palácio dos Leões, consiste no apoio a ele como candidato único ao Senado, mas já foi jogado aos ventos, caindo e sumindo nas águas da baia de São Marcos.

A briga será feia e promete. O que mostra a inabilidade política de Flávio Dino na condução da sua própria sucessão.

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