Não há nada oculto que não seja revelado, cedo ou tarde. Mas para a CPI da covid-19, a compra de 300 respiradores por nove governadores do Nordeste, pagos antecipadamente a uma empresa de fachada em São Paulo, o caso vai ficar no anonimato. O que é pior: nunca receberam nenhum respirador.

Não custava nada para a CPI investigar o desvio que trouxe prejuízo de milhões para os estados nordestinos. Nunca ouviram um prefeito que desviou dinheiro do combate ao novo corona vírus, assim como nenhum empresário que tenha efetivamente roubado os recursos da saúde durante a pandemia tenha passado pelos bancos da CPI no Senado Federal.

Claro, o objetivo da CPI é apenas um: sangrar o governo de Bolsonaro, secar o presidente da República até a morte nas urnas eleitorais ou até mesmo antecipar um impeachment. A CPI não é séria. Virou apenas uma palanque para os adversários de Bolsonaro.

Em qualquer pais sério, a investigação da compra dos respiradores com o dinheiro dos contribuinte, sem que nenhum aparelho tenha sido entregue, embora pagos antecipadamente, é necessária para ouvir cada governador que foi cúmplice do golpe.

Como a CPI encerra agora em outubro e nenhum governador será chamado a  depor, Flávio Dino do Maranhão agradece, assim como o Renan Filho de Alagoas, filho do relator da CPI, senador Renan Calheiros.

Eita, Brasil da impunidade!

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