Como o Blog do Luis Cardoso antecipou, Flávio Dino caminha para não apontar o candidato à sua sucessão até dezembro de 2021. Durante inauguração no interior do Maranhão, o governador disse que só vai tratar do assunto em 2022 e que sua única preocupação agora é entregar obras.

Dino vive um enorme dilema depois que perdeu o controle da sucessão com o surgimento de quatro nomes da sua base de apoio, sendo eles o senador Weverton Rocha, o vice-governador Carlos Brandão, o deputado federal Josimar do Maranhãozinho, e o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Inicialmente com data marca para a metade do ano, o governador prorrogou para novembro a indicação e estabeleceu critérios, como pesquisa qualitativa, compromisso em continuar dando prosseguimento ao que considera de ações positivas da sua gestão e lealdade ao grupo.

Quase todos os partidos assinaram o documento, mas muitos em pouco tempo se distanciaram do acordo, que tem como principal objetivo a união em torno da pré-candidatura de Flávio Dino ao Senado Federal.

Diante do quadro de indecisão, já tem até movimentação de alguns políticos para que haja no grupo a disputa para senador, a exemplo da luta para a sucessão estadual.

Na verdade, a preocupação de Dino é garantir ao seu projeto a maior votação ao Senado, com ele sendo o vitorioso, apoiado por todos. Só não esperava que tivesse que dividir a disputa com outros aliados.

E assim surgiu o nome do presidente da Famem, Erlânio Xavier, com o apoio de boa parcela dos prefeitos, deputados estaduais e federais, além de vereadores.

E, mais uma vez, a escolha do predileto do governador foi empurrada para o próximo ano, posição que tomou de surpresas muitos no Maranhão. Por mais que Flávio Dino tente esconder, mas a sucessão virou um nó de difícil desenlaçe que pode, inclusive, levá-lo a ficar no cargo até o final do mandato.

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