O vice-governador do Maranhão apostou alto e arriscado ao escolher como seu candidato à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o deputado estadual Duarte Júnior. Analistas mais experientes acham que Brandão deveria não ter entrado na briga para não sofrer desgastes, principalmente se seu escolhido não sair vitorioso em outubro deste ao.

Duarte Júnior contradiz totalmente o estilo de Brandão de fazer política, que é o de agregador e sem criar confrontos com a classe política, notadamente com os aliados. O deputado pré-candidato de Brandão, ao contrário, bate firme sem olhar cara e nem coração, e faz política com o fígado, como pode ser observado desde que assumiu o mandato na Assembleia Legislativa.

O pré-candidato do PRB já chamou colegas de parlamento de cachorros, chuta a gestão de Edivaldo Holanda Júnior, desdenha de família de parlamentar e não tem hoje o apoio de cerca de 38 dos 42 deputados com assento na Assembleia Legislativa.

Para completar, o escolhido do vive-governador fica só avisando que vai declinar nomes de políticos influentes no Maranhão, da base do governo, que querem tirá-lo do páreo. No caso específico, dois dirigentes de peso na política do Maranhão, um do próprio PCdoB de Flávio Dino e outro que vai bancar o nome de Neto Evangelista.

Sem analisar nada, Carlos Brandão topou o desafio e decidiu entrar na guerra para fazer de Duarte Júnior o próximo prefeito de São Luís e, com isso, ficar fortalecido para suceder Flávio Dino em 2022.

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