Pela primeira vez o governador do Maranhão meteu a cara para admitir que pode ficar até o final do mandato no cargo. Significa dizer que ele poderá comandar a sua própria sucessão e escolher o candidato da sua preferência.

O sinal foi dado através de entrevista ao Jornal Pequeno, edição de hoje, 9 de julho. Era, até então, um assunto jamais abordado  por ele, que vinha empurrando seu nome para o tabuleiro dos presidenciáveis.

Flávio Dino citou vários exemplos de governadores que ficaram no cargo, como Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire, Luiz Rocha, José Reinaldo Tavares e Roseana Sarney.

Porém, não descartou a possibilidade de sair para disputar uma vaga ao parlamento, podendo ser deputado estadual, federal ou senador. E já não falou com tanta empolgação sobre a disputa pela presidência da República.

Na verdade, o governador maranhense, que tem sido até aqui o maior opositor ao governo federal, começa a perceber que Jair Bolsonaro pode reverter a situação critica de hoje e sair como imbatível na própria reeleição.

Aqui no Maranhão, ele tem o controle de seu grupo, mas já sente no ar um aroma nada agradável entre seus aliados. A disputa por sua cadeira em 2022 ocorrerá dentro do seu próprio grupo. E acontecerá entre seu vice, Carlos Brandão, e o senador Weverton Rocha.

Aliás, não há clima para composição, principalmente se Flávio Dino se desincompatibilizar do cargo. Com Brandão sentado no trono principal não existe negócio de sair da disputa. Weverton, por sua vez, vem construindo caminhos para ser o indicado pela ampla maioria da classe política.

Portanto, a briga é feia e promete. Com Dino fora do cargo, o controle vira água escorrendo entre os dedos. E com ele ficando até dezembro de 2022, pode apresentar uma terceira via para pacificar o grupo, com o nome da senadora Eliziane Gama.

É aguardar e conferir.

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