A Reforma da Previdência foi o tema em discussão da segunda edição do “Roda de Debates” promovida pelo partido Cidadania, antigo PPS, na tarde desta sexta-feira (10), no Plenarinho. O objetivo é debater as políticas públicas e a nova conjuntura política no Brasil. Participaram dirigentes partidários, lideranças políticas, comunitárias, sindicais de vários municípios, regiões do estado e bairros da Capital.

O secretário de Organização Partidária do Cidadania no Maranhão, Eliel Gama, disse que o debate sobre a Reforma da Previdência é crucial para o Estado, que tem os recursos pagos pelos benefícios previdenciários como indutores da economia na grande maioria dos seus municípios.

“Por isso, pautamos esse tema na segunda edição do ‘Roda de Debates’. Nosso partido é favorável que se reforme a Previdência, no entanto, precisamos debater em profundidade a proposta que está em discussão no Congresso Nacional. Nossa senadora Eliziane Gama (Cidadania) tem se posicionado muito claramente contra alguns pontos da proposta em discussão como, por exemplo, a mudança dos critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a contribuição dos trabalhadores rurais, dentre outros”, justificou.

O chefe da Unidade Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística do Maranhão (IBGE), Marcelo Virgílio Melo, economista formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi o expositor do tema em debate. Ele, resumidamente, apresentou dados coletados pelo Censo Demográfico de 2010 que apontam as tendências demográficas da população brasileira.

“Identificamos uma clara tendência de aumento da população de idosos e de queda da taxa de natalidade e fecundidade. Essas informações são de fundamental importância para subsidiar o debate sobre a Reforma da Previdência. O que se vislumbra num horizonte até 2040 é um crescimento acentuado da população de idosos e uma diminuição da faixa etária da população economicamente ativa situada na faixa de 25 a 46, que corresponde, hoje, a 80% dos que contribuem e sustentam o sistema de previdência brasileiro. Ou seja, vamos ter mais gente recebendo do que contribuindo”, alertou Marcelo Melo.

Para Marcelo Melo, a Reforma da Previdência é uma questão matemática e não ideológica e, portanto, precisa ser feita. No entanto, defendeu que é preciso se discutir os critérios da Reforma da Previdência. “Acho que o debate que precisa ser feito é como deve ser essa reforma. É justo que os mais pobres paguem a conta? Ou seja, é justo sacrificar quem já vive sacrificado, no caso os mais pobres. O princípio da equidade deve ser o condutor do debate da proposta da Reforma da Previdência. Os privilégios precisam ser cortados”.

No debate, Mauro Silva, liderança comunitária, indagou se não deveria ser mais prioritário para o governo capacitar e oferecer emprego para os milhões de desempregados brasileiros do que afirmar que a Reforma da Previdência é a única saída possível para o país não quebrar. “Será que capacitando e dando oportunidade de trabalho para essa massa de desempregados não seria melhor para o Brasil. Como fazer isso, cortando recursos da educação?”, indagou.

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