Do site do STF

A professora Rosiska Darcy, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), afirmou que a liberdade de imprensa está hoje “bastante ameaçada pelas repetidas agressões sofridas por jornalistas e pelas constantes tentativas de censura à liberdade de expressão que emanam da própria sociedade, polarizada e insegura frente a transformação que deixam a todos perplexos”.

Na sua avaliação, um dos desafios da atualidade é entender os riscos para liberdade e a democracia de um mundo virtual que se expande sem regras e limites. “O mundo virtual se tornou uma parte da vida real e já não é possível separá-los e estabelecer uma hierarquia. Na ditadura, a censura era imposta pelo Estado. Em tempos de polarização e aguçamento de divergência, como o que estamos vivendo, os pedidos de censura emanam, na maioria das vezes, da própria sociedade, ou melhor, de setores pouco afeitos à livre expressão de ideias”, frisou.

A professora citou um estudo recente o qual revelou que grandes redes, como Twitter e YouTube, são vulneráveis à “ação manipuladora de líderes populistas interessados em apoiar candidatos extremistas, difundir o ódio, a intolerância e o racismo e incitar a violência e o terrorismo”. Ela também destacou que outro levantamento mostrou que 60% dos usuários da rede confiam mais nos motores de pesquisa da internet do que nos grandes jornais.

“Diante da proliferação de notícias falsas, apenas agora, pressionada pela opinião púbica pelas denúncias na imprensa, os governos e as grandes plataformas da internet estão começando a reconhecer o problema”, ponderou, lembrando a denúncia de que a última eleição presidencial dos Estados Unidos teria sido influenciada por notícias falsas.

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