No dia 31 de dezembro, o ex-juiz federal Flávio Dino encerra o mandado de governador. Reeleito ou não, ocupará um lugar na galeria dos cinco ex-governadores vivos com direito a pensão vitalícia, hoje em R$ 33 mil, carro, auxiliares, seguranças militares e um oficial da PM. Somando aposentadoria e mais salários de auxiliares e seguranças, pagaremos todos os meses cerca de R$ 80 mil para sua excelência.

Flávio Dino, que pretende manter uma imagem de honesto, bem que poderia entrar para a história como o governador que acabou com a aposentadoria e seus penduricalhos. Afinal, não é justo que um governador passe por apenas quatro anos no batente e leve para casa uma gorda mordomia, enquanto os trabalhadores maranhenses se aposentam com apenas o salário mínimo, incluindo ampla maioria dos servidores públicos.

Em caso de morte do governador, a viúva vira pensionista dos nossos bolsos com igual aposentadoria que o marido ganhava em vida, a exemplo de várias que ainda estão vivas, como Gardênia Ribeiro Gonçalves, Clay Lago, Terezinha Rocha e mais recentemente Isabel Cafeteira.

Em diversos outros estados essa excrecência foi eliminada. Basta que Flávio Dino envie para a Assembleia Legislativa um projeto de Lei acabando com a indecência. Claro que a lei não poderá retroagir para prejudicar, mas nos livrará de bancarmos todos os que se tornarem governadores. Mamam nas aposentadorias até hoje José Sarney, Edison Lobão, Roseana, João Alberto e Zé Reinaldo.

De minha parte, fica a sugestão. Porém, não acredito que o senhor Flávio Dino, embora novo, queira abdicar dessa imoralidade. Basta olhar que ele assumiu prometendo acabar as despesas com jatinhos e helicópteros, com a comilança no Palácio dos Leões, mas desfruta com vigor de tudo aquilo que condenava.

Não acredito que o ex-juiz federal dispense as mordomias deixadas pelo cargo, tendo ele como conselheiro Márcio Jerry, aquele que fez o então prefeito de Imperatriz, Jomar Fernandes, indenizar na forma da CLT todos os que ocuparam cargos de relevância na municipalidade. Na época, ele era secretário.

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