Após uma quebra de acordo entre a empresa G5 Logística e o Sindicato dos Arrumadores, a categoria cruzou os braços desde sábado, dia 12, e o Porto do Itaqui está parado.

Os trabalhadores alegam que a empresa suprimiu direitos da categoria e, por isso, exigem que o acordo registrado em reunião seja respeitado para que ele possam retornar ao trabalho.Desde que paralisaram as atividades, o movimento simplesmente não acontece. Nada entra ou sai do Porto, acumulando sérios prejuízos para o Estado.

A operadora G5 Logística, que hoje manda e desmanda no Porto, é subordinada da gigante Suzano Celulose, que controla praticamente toda a operação portuária no Itaqui e com o apoio da EMAP.

Escândalos

A G5 Logística é velha conhecida da Justiça Trabalhista e acumula processos. Ela também é campeã em acidente no trabalho no porto do Itaqui.

A Operadora parece não temer a justiça e continua a fazer o que quer. Mesmo com um acordo realizado em reunião com o Sindicato, registrado em ata, a G5 retirou dos trabalhadores o direito a ticket alimentação, o vale transporte, plano de saúde e não quer negociar.

As irregularidades e abusos realizados pela G5 Logística são tantos que a empresa quase perdeu o certificado de operador portuário durante uma fiscalização da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

A G5 Logística atropela e descumpre acordos para forçar uma contratação com mão de obra barata com o intuito de faturar cada vez mais.

O Sindicato dos Arrumadores garantem que não vão ceder as pressões e garantem que enquanto a Operadora não sentar à mesa de negociação e cumprir o que foi acordado, os trabalhadores continuaram com a paralização pelo tempo quer for necessário.

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