As movimentações do governo comunista no intrincado xadrez político das eleições de 2018 estão cada dia mais previsíveis. Primeiro foi a tentativa desesperada de controlar o DEM e inviabilizar a filiação do deputado federal Zé Reinaldo Tavares, em uma demonstração evidente de que o cenário não está assim tão tranquilo como apregoam os Leões.

O Democratas tem apenas 19 segundos de propaganda no rádio e na TV. Agora, a bola da vez a ser cheia – quem diria – é a de um inimigo íntimo, o senador Roberto Rocha (PSDB), depois do anúncio de que Reinaldo irá ingressar no tucanato.

Na avaliações dos estrategistas do governador Flávio Dino, Rocha agora precisa sair da condição de adversário para o preferido numa eventual disputa com o deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que poderá deixar o grupo dinista sem discurso de desconstrução.  Em todas as sondagens, Braide aparece como a alternativa que a população maranhense procura em uma eleição polarizada ao extremo e, por isso mesmo, sem entusiasmo para um eleitorado cada dia mais distante da política. O truque agora é incensar Roberto e despertar nele o sentimento de que a candidatura de Braide poderá ameaçá-lo em seus domínios tucanos.

A questão é que nem Eduardo Braide e nem Roberto Rocha sequer cogitam a possibilidade de um vir a ser vice do outro, como alardeiam os equivocados ou os que querem fazer parecer ser. Braide acaba de sair de uma eleição municipal com quase 50% dos votos da capital e, no cenário atual, representa o “novo” que o momento político pede. Roberto, mesmo já tendo sido alvo das piores críticas por parte do alto escalão governista, ainda parece ser um adversário menos ameaçador do que a perspectiva de novidade que o eleitorado costuma embarcar, personificada no deputado estadual do PMN.

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