Depois de vazadas circulares em que são solicitadas informações sobre lideranças políticas de oposição ao governo Flávio, para não atrapalhar a eleição deste ano, partidos políticos e deputados farão reunião hoje para tratar de pedido de intervenção federal no pleito no Maranhão. Embora o governo e o comando do sistema de segurança neguem a espionagem, a oposição quer se precaver diante do que aconteceu em 2016, quando as Policias Civil e Militar agiram favoráveis aos candidatos a prefeitos ligados ao Palácio dos Leões.

Para o líder do PMN, deputado Eduardo Braide, o que circulou no quarteis do interior maranhense é preocupante e, por isso, a eleição terá que ter o acompanhamento das forças federais para evitar perseguições e favorecimentos ilícitos ao governador e seus candidatos.

O deputado Souza Neto receia que o governo queira fazer no Maranhão como os comunistas fizeram na Venezuela e Cuba, com o derramamento de sangue para garantir suas ditaduras. Neto considera inconcebível querer espionar as atividades dos que fazem oposição. As entrevistas dos dois foram exibidas ontem ao Fantástico e hoje no Bom Dia Brasil.

Tanto o governador Flávio Dino quanto o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, desmentem que tivessem conhecimento das circulares e anunciaram as exonerações de dois oficiais militares que assinaram as ordens.

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