Roseana Sarney é o exemplo mais rude dos filhos de poderosos ou de quem imagina ser eternamente a dona do poder. Achando que vive uma eleição dos períodos em que disputava a reeleição e ganhava facilmente, hoje ela traça territórios, manda e desmanda nas bases de aliados e quer obrigar as lideranças a votarem em candidatos membros de sua família. O mandonismo, na verdade, não desencarnou. 

Aliados estão reclamando, embora no anonimato, temendo represálias, do espírito ditatorial que voltou a se apossar do corpo e alma da ex-governadora. Ela tem recebido lideranças e pedindo votos para Edilázio Júnior, pré-candidato a deputado federal, e ao ex-genro Carlos Filho, pré-candidato a deputado estadual, por exemplo.

Revelado ao Blog do Luis Cardoso, mas com a certeza da preservação da fonte, um pré-candidato levou até a filha de Sarney dois ex-prefeitos. Acordo acertado, uma semana depois Roseana ligou a um dos dois e pediu para que não se manifestasse ainda apoio na eleição proporcional,  que ela diria no tempo certo a quem a liderança deveria votar.

– Mas governadora, fui levado até a senhora pelo candidato a deputado… o que vou dizer a ele? – Indagou.

–  Calma, amigo, não recordo! Respeito sua opinião, mas o Carlos Filho tem mais chances de se eleger – Disse Roseana ao telefone, conforme informou a fonte ao blog.

Para piorar a situação dos candidatos aliados, o velho Sarney pai deu agora para ser o maior cabo eleitoral do neto predileto, o deputado estadual Sarney Neto. O ex-presidente chegou ao cúmulo de pedir para que dois pré-candidatos, que devem favores ao clã, desistam em favor do netinho. E pode? Podia, sim, quando eles detinham o poder.

A continuar assim, é provável que outros partidos, a exemplo do PRTB, desçam do palanque da princesa antes do tablado ser armado.

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