“Devolva essa pergunta ao seu editor, manda ele enfiar isso na bunda. Isso é molecagem, esse tipo de pergunta é desrespeito, é desrespeito”, reagiu o ministro do STF, Gilmar Mendes, ao responder de forma irritada a uma pergunta de um repórter da Folha de São Paulo sobre quem pagou as despesas de passagem aérea dele para Portugal.

Ele participava de um seminário de direito, organizado pelo IDP, instituto do qual é sócio. Gilmar Mendes, minutos depois, informou que o STF não custeou suas despesas aéreas para participar do evento. Ele diz que a Folha vive de patrocínio e lembrou que participou de um seminário do jornal que o evento foi bancado pela Souza Cruz.

O ministro e seu IDP faturam dinheiro com a realização de seminários, cursos e projetos de capacitação. Ele esteve em setembro de 2017  no Maranhão, quando era presidente do TSE, em solenidade dos concludentes do curso de “Aperfeiçoamento e Atualização nos Fundamentos e Procedimentos da Administração Pública”.

O IDP já faturou no Maranhão R$ 4,7 milhões em convênios com o governo de Flávio Dino.

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