Com o titulo “Atenção prefeitos do Maranhão, governador vai abrir os cofres e retomar os convênios”, postado aqui no dia 26 deste, domingo passado (reveja aqui), o blog antecipou a maneira mais prática do Palácio dos Leões se aproximar mais das lideranças políticas municipais. O governo, através da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, já conveniou com três prefeituras em valores próximos de R$ 5 milhões.

A Prefeitura Centro do Guilherme  vai levar R$ 1,5 milhão, a de Maranhãozinho R$ 1,8 milhão e Zé Doca R$ 1,5 milhão. Todas elas ligadas politicamente ao deputado estadual Josemar do Maranhaozinho, que levou seu PR  a formar aliança com Flávio Dino, sem exigir cargos.

A liberação de convênios com prefeituras sempre foi a arma usada pelos governadores que buscaram a reeleição ou que quiseram eleger seus sucessores. O destino dos recursos é legal, mas deve ser fiscalizado e liberado dentro dos prazos.

Nos governos de Roseana Sarney, quando houve reeleição duas vezes o volume de convênios foi exagerado e feito fora do prazo legal. As secretarias das Cidades e Sinfra viraram dormitórios de prefeitos, além da celebração dos acordos com entidades comunitárias em que parentes de deputados eram presidentes e tesoureiros.

Flávio Dino, até outubro deste ano, se recusava a assinar convênios com as prefeituras, o que transmitia uma péssima impressão que ele teria dos prefeitos. Com a reeleição correndo risco e a certeza de que haverá segundo turno, o jeito mesmo é usar do expediente, que não é ilegal.

Para convencer o governador a adotar a prática, além da garantia de que terá o apoio da ampla maioria das lideranças municipais, foi decisiva a atuação do presidente da Famem (Federação dos Prefeitos, Tema, prefeito de Tuntun).

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