A pequena e pacata cidade de Belágua no Maranhão apareceu novamente na história eleitoral do Brasil como a que deu a maior votação proporcional para a presidente Dilma Rousseff, no primeiro e segundo turno.

Dilma obteve 93,93% dos votos, contra menos de 7% dados para Aécio Neves. a Petista ganhou mais de 3 mil votos. O tucano pouco mais de 200 votos.

A cidade comemora até hoje a vitória e o o fato de ter sido a campeã de votos dados para a reeleição da presidente.

Poucos dos eleitores foram para suas roças por causa das comemorações nas ruas esburacadas, nos bares que parecem taperas, na única praça da cidade e nas poucas sujas e enlameadas avenidas. Comemora-se também na única igreja católica.

Amanhã, Belágua e seu moradores voltarão à dura realidade. A cidade ostenta o pior IDH do Brasil. Nunca teve sorte com os prefeitos e nem com seus representantes nos parlamentos estadual e federal. Nos povoados não existem médicos e e fome impera.

Entre os dias 5 a 9 de novembro uma campanha estará sendo feita em Belágua, com distribuição de remédios para verminose, filtros de jarro e um cesta básica. A campanha deve atingir 50 famílias e quem quiser colaborar pode discar para os telefones 91937879 ou 81369908. É uma arrecadação virtual junto aos empresários que tenha visão social.

Mais de 80% dos seus moradores dependem do Bolsa Família. Quando espalharam que Aécio Neves iria acabar com o benefício, a população se uniu, católicos, protestantes e umbandistas, rivais políticos e vizinhos que não se aturam.

Então o resultado não poderia ter sido outro, embora Aécio nunca tenha cogitado acabar com a esmola. Dilma não sabe se existe Belágua no Maranhão e muito menos Aécio. Aliás, nem Roseana também.

Belágua é o retrato da miséria absoluta. Não fosse o Bolsa Família, a população estaria hoje disputando aos tapas os urubus.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.