A Comissão de delegados que apura o esquema de agiotagem no Maranhão segue desenvolvendo o trabalho de investigação nas 41 prefeituras relacionadas ao agiota Gláucio Alencar nesta primeira etapa.

Paralelamente, e no maior sigilo, os delegados se debruçam na participação de deputados estaduais direta e indireta, sem distinção partidária ou de grupos políticos.

É do conhecimento da comissão o envolvimento direto de quatro deputados na agiotagem, emprestando dinheiro até para prefeitos, sendo que um deles, Marcos Caldas, já oficializou o negócio com a criação de uma factoring há alguns anos.

Mas um posto de combustível pertencente a ele com sede em Brejo também é alvo de investigação sigilosa por causa das transações com prefeituras na revenda de gasolina e óleo diesel.

O deputado Rigo Teles vem sendo investigado por causa de transação que envolvem terrenos e lojas com a agiotagem, mas seu irmão, Pedro Teles, tem sido o alvo principal da mira da polícia. O empresário hoje é dono da Federal Factoring, um nome bastante sugestivo, com sede em Barra do Corda.

Até o deputado Edilásio Júnior andou pela lupa da polícia, mas seus empréstimos são pequenos e não considerados como agiotagem. Um vereador de Paço do Lumiar ligado ao parlamentar também é investigado.

Os deputados Hemetério Weba e Jota Pinto aparecem como tomadores de empréstimos, sendo o primeiro cliente há muito tempo do agiota Pacovan e o segundo da uma rede ligada ao empresário Pedro Teles, que tem como cobrador oficial um suplente de vereador por São Luís, também alvo das investigações dos delegados.

A apuração ao que parece, tem se limitado apenas ao poder público. No setor privado estão grandes empresários do Maranhão, sendo um deles um eterno representante da classe comercial.

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