Na gestão de Mário Macieira, a OAB do Maranhão perdeu o rumo, imiscuiu-se em trivialidades rotineiras e esqueceu-se de lutar pelos direitos humanos, preferindo trilhar o caminho da omissão, ignorando sua finalidade constitucional, embrenhando-se em projetos de continuísmo e perpetuação no poder, deixando de cumprir seu papel institucional e social.

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Antonio Pedrosa, presidente da Comisão de Direito Humanos da OAB-MA.Antonio Pedrosa, presidente da Comisão de Direito Humanos da OAB-MA.
Para ilustrar a omissão bailada a pão e circo na entidade, basta citar o caso do assassinato do jornalista Décio Sá, quando Mário Macieira, numa postura indigna e incompatível com o cargo que ocupa, não só se calou covardemente diante do crime bárbaro, como também permitiu que o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional, Luis Antonio Pedrosa, num ato de extrema deslealdade, debochasse da morte do jornalista, chamando-o de “fofoqueiro”, classificando ainda os profissionais de imprensa de “gorilas diplomados”, atitude desrespeitosa que comprometeu definitivamente a imagem da instituição no Estado.

A declaração do famigerado Luis Antonio Pedrosa mereceu repulsa da imprensa e da sociedade e apequenou ainda mais a OAB do Maranhão, que se manteve inerte diante num ato de tamanha crueldade.

Na ocasião, a “estrela” da diretoria da Seccional, Valéria Lauande – num surto racista e repugnável – manteve-se irredutível quanto à publicação de uma nota oficial da entidade, o que veio ocorrer somente após a OAB Nacional condenar a postura dos diretores da Seccional, que se amesquinharam, quedaram-se omissos no episódio.

E eis que agora os advogados maranhenses são surpreendidos com mais um ataque sorrateiro e covarde dos inimigos dos direitos humanos camuflados na entidade, com a inclusão do nome de Luis Antonio Pedrosa – figura humana deplorável – na chapa de Mário Macieira.

Onde está a dignidade de quem se omite e ataca covardemente a vítima de um dos maiores atos de violência já visto contra um profissional de imprensa no país?

A defesa dos direitos humanos, tão propalada e repetida em discursos eloquentes dos dirigentes da OAB do Maranhão, não vale absolutamente nada na vida real?

Chega de omissão! Chega de retóricas enganadoras! Chega de dissimulação! Chega de hipocrisia! Chega de circo!

A seccional da OAB não merecia essa mancha. Os advogados, que em outros tempos tinham orgulho de dizer que confiavam e acreditavam na sua entidade de classe, têm hoje a exata dimensão histórica para entender que na gestão de Mário Macieira a OAB está enfraquecida, está morrendo, e que é necessário a categoria se manifestar para romper com a demagogia e propor um novo caminho para a entidade.

O repúdio ao arrogante Mário Macieira e ao dissimulado Luis Antonio Pedrosa ecoa em todo o Estado, pois todos sabem que são esses vendilhões da dignidade humana os responsáveis pela omissão da entidade no combate aos abusos e na defesa das prerrogativas profissionais dos advogados.

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