Ilson Mateus ao lado de Roseana Sarney

O pequeno comerciante William Ribeiro Nunes foi condenado a quatro anos de reclusão por sonegar ICMS no valor de R$ 5 mil.

Ilson Mateus, empresário dono dos Supermercados Mateus e outros grandes empreendimentos no Maranhão, sonegou R$ 10 milhões de impostos aos fico estadual e nada lhe aconteceu.

Por um motivo simples: foi e continua sendo um dos maiores doadores de campanhas eleitorais, que vão da eleição de Edison Lobão, Roseana Sarney e José Reinaldo Tavares.

Mateus criou fortunas sempre passando ao largo dos impostos estaduais e, dizem, que até federais. Atuava como sonegador desde o início do governo de João Alberto e se firmou na criminalidade na administração de Edison Lobão.

Em contrapartida, bancava alguns mimos para secretários daquela gestão. Gastava recursos com karts para um filho do então secretário de Fazenda, Oswaldo Jacinto e carteados para um ex-governador.

Doador da campanha de José Reinaldo Tavares, o empresário fora descoberto como o maior fraudador e sonegador de ICMS na história do Maranhão.

A comissão formada por auditores fiscais, ao levantar o débito de R$ 10 milhões, queria a prisão de Ilson Mateus. Zé Reinaldo Tavares não concordou. Por razões óbvias, é claro.

Em outras campanhas, o homem forte do setor varejista e atacadista, agora com ramificações em Salvador, Pernanbuco  e Pará, doou recursos para os candidatos do governo e aos da oposição. Estava, portanto, blindado.

Não sei ao certo se a dívida já foi paga, se Mateus pagas as parcelas ou se continua agindo como sonegador. Mas o acordo para o parcelamento do débito ficou tão elástico que ainda sobraria pagamentos para outras gerações do empresário. Assim é mole. 

Dureza apenas para os pequenos comerciantes. Todos deveriam ter o mesmo tratamento. Afinal, sonegar impostos é crime previsto em lei.

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