O prédio antigo da Assembléia Legislativa foi saqueado. Alguns assessores de deputados e visitantes levaram equipamentos eletrônicos, livros, cadeiras, poltronas, materiais de expedientes, aprelhos de telefone fixo, paletós e, pasmem os senhores: R$ 5 mil que uma deputada esqueceu dentro de uma bíblia.

No prédio da AL há uma confusão generalizada. Todos culpam todo mundo. Ninguém viu nada. Alguns vereadores que começaram a despachar no Legislativo, a exemplo de Edivaldo Holanda Júnior, garantem que os gabinetes estavam abertos e vazios.

A turma da limpeza geral aponta como autores dos roubos assessores de deputados, pois as chaves estariam com eles. Dizem que o entra e sai com móveis e outros materiais foi intenso, inclusive com caminhões fazendo as “mudanças” pelas portas dos fundos da Assembléia.

Os assessores devolvem as acusações e dizem que só levaram o que foi solicitado pelos deputados. Imputam a culpa aos funcionários das empresas de conservação e limpeza e insinuam a participação de militares que prestam serviços na AL.

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Isaias Pereirinha, quase perde a doação do prédio. Pereirinha, no início da semana, informou que não poderia usar o prédio porque os gabinetes estavam vazios e que os móveis da Câmara Municipal são insuficientes para ocupar os espaços do Palácio Manoel Beckmam.   

Assessores de deputados levantam suspeitas de que as pessoas que estão visitando os gabinetes para conversar com vereadores acabam levando alguma coisa debaixo do braço, principalmente dos gabinetes que estão desocupados. No gabinete da ex-deputada Maura Jorge a limpeza foi geral.

Fragrado levando um imóvel do gabinete do deputado Rigo Teles, o assessor justificou que a mobília teria sido comprada com o dinheiro do próprio parlamentar. Esqueceu apenas que toda a mobília é tombada como patrimônio da Assembléia Legislativa.  

Como parece que não existe vontade de esclarecer a questão, tudo indica que as ações criminosas irão para o arquivo e cair no esquecimento.  

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