O prefeito de Paço do Lumiar, Gilberto Aroso, anunciou hoje aos professores o pagamento de mais dois salários até o final deste ano. Assim, a prefeitura pagará aos professores 16 salários. E o restante dos funcionários?  Gilberto, que pertence ao clã Aroso, que manda há mais de 50 anos em Paço do Lumiar, quer, na verdade, contratar cabos eleitorais e pagar antecipado. Sabe a força eleitoral e a influência que tem um professor dentro e fora da sala de aula junto as famílias dos estudantes.

Ora, se o prefeito não estivesse praticando demagocia barata com o dinheiro do Fundeb, deveria construir escolas em seu município com o dinheiro que ele diz ter sobrado da educação. Paço do Lumiar, cidade que só existe no mapa por causa de interesseiros eleitoreiros, tem uma rede fraca de escolas. Nos povoados, então, nem se fala.

Quem se arrisca a andar pelas ruas do bairro mais desenvolvido da cidade, o Maiobão, pode cair em atoleiros, crateras, ser assaltado a qualquer hora, pisar em fezes por causa dos esgotos estourados e topar nos outros por falta de iluminação pública.

Mas à oligarquia Aroso pouco importa os problemas de Paço do Lumiar. O importante é não perder o poder, que chegou a ser ameaçado pelo prefeito desastroso Mábenes Fonseca. A família retomou as rédeas pela posse do vice, Gilberto Aroso, que agora quer eleger a prima. E corre por fora Bia Aroso, tia de Gilberto, com chances de vencer, para aumentar mais ainda a infelicidade da população de Paço do Lumiar, um lugar que só existe no mapa, no bolso e e na imaginação dos Arosos.    

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