O promotor público, Fernando Barreto, está analisando a possibilidade de instaurar inquérito para responsabilizar o secretário estadual de Cultura, Adirson Veloso, por improbidade administrativa por questão de discriminação racial contra o artista popular Gerô, morto em março do ano passado após sessão de torturas praticadas por policiais militares.

Adirson Veloso pode ser preso II

Na época em que esteve na Secretaria de Cultura do Município, na Fonte do Ribeirão, Gerô foi cobrar um cachê não pago pelo secretário Adirson Veloso.
Após se exaltar porque não tinha resposta para sua cobrança, Gerô foi agredido verbalmente por Veloso que lhe chamou aos gritos de “macaco” e “preto nojento”. Além disso, o artista foi posto pra rua carregado pelas mãos e pés por segurança de Veloso, como quem carrega um porco para revenda na feira. Situação das mais humilhantes.

Adirson Veloso pode ser preso III

Na época, o compositor registrou boletim de ocorrência policial. O fato foi publicado apenas no Blogue do Colunão, do jornalista Walter Rodrigues, porque a maioria dos veículos de comunicação tem contratos publicitários com a Prefeitura de São Luís.
O promotor público Márcio Tadeu sugeriu que aos deputados, durante audiência pública para discutir torturas praticada por policiais, que apresentem indicação para que casos de discriminação como os praticados por Adirson Veloso possam ser denunciados judicialmente.

Adirson Veloso pode ser preso IV

No entendimento do promotor, crime racial pode levar o autor do delito para a cadeia. Ele acredita que se o secretário de Cultura for denunciado, embasado pelo registro de queixa feita pela vítima Gerô, a sua prisão é certa.

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