Em Manaus, retroescavadeiras viram coveiros e famílias têm 5 minutos para enterrar parentes

    Manaus registrou 213 enterros na sexta-feira (15/1), o mais novo recorde de sepultamentos diários desde o começo da pandemia

    HUGO BARRETO/METRÓPOLES
    Enviados especiais a Manaus – Quatro minutos e 58 segundos. Esse foi o tempo exato – desde a autorização do coveiro à colocação da coroa de flores na sepultura – que Alexandre Pereira, de 32 anos, teve para se despedir da mãe, vítima da Covid-19, na tarde de sábado (15/1), no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus (AM).Durante esse tempo, Alexandre assistiu de perto a um pequeno grupo de sete funcionários do cemitério levar o caixão para uma das covas da nova ala para vítimas da Covid-19, que fora aberta minutos antes, por uma retroescavadeira. O caixote é posto no buraco, e logo a máquina é acionada novamente para encobrir a vala com terra.Antes, no entanto, o filho, que segurava a coroa com flores amarelas e rosas em uma das mãos, se agachou, pegou um pouco da terra molhada (chovera por alguns minutos no início da tarde em Manaus), e jogou sobre o caixão.Em seguida, foram necessárias apenas nove dentadas da retroescavadeira, feitas em um período de três minutos e 15 segundos, para encobrir a vala recém-aberta. Foi o tempo necessário para Alexandre trocar uma das flores rosas de lugar, em um último detalhe, e deitar a coroa sobre o monte de terra.Toda a cena foi acompanhada pela tia e pelo irmão de Alexandre, que gravou um vídeo para registrar a despedida e repassar a parentes, uma vez que um decreto publicado pela prefeitura de Manaus restringiu a entrada de pessoas nos cemitérios para apenas três parentes por vítima. Famílias chegam a recorrer a videochamadas.

    “Já imaginou se alguém falasse para você que teria apenas cinco minutos para enterrar sua mãe?”, questiona Alexandre, ao enfatizar que “mãe é mãe”, ou seja, única. “O que eu poderia falar diante do parente enterrado nesse tempo? Só um amém”, prossegue o filho, que diz sentir uma dor inexplicável.

    Com nome e sobrenome de santa, Maria de Fátima, a mãe de Alexandre, tinha 58 anos e sonhava em se aposentar para “viver a velhice” no interior do Amazonas, em Canutama, uma cidade com pouco menos de 16 mil habitantes, onde ela nasceu e cresceu. O desejo dela, no entanto, foi interrompido pela Covid-19.

    Maria de Fátima morreu na madrugada de sábado, internada no Hospital Delphina Aziz, na zona norte da capital do Amazonas, para onde foi transportada diretamente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, na zona oeste. Ela morreu por insuficiência respiratória, após faltar oxigênio na capital.

    Além de Maria de Fátima, outras 201 pessoas foram sepultadas ao longo de sábado, em Manaus, segundo dados da prefeitura. Dessas, 102 foram vítimas da Covid-19. O número total só não é maior que o registrado na sexta-feira (15/1), quando 213 enterros foram registrados na capital, recorde desde o início da pandemia

    O número de mortes pela doença tem crescido diariamente, com o aumento de casos do novo coronavírus, e a consequente elevada taxa de ocupação nos hospitais da capital, onde ambulâncias são usadas como leitos de UTI e pacientes são tratados em casa. E tudo isso agravado pela escassez de oxigênio, suprimento essencial para o tratamento da Covid-19.

    O sistema de saúde de Manaus colapsou, literalmente. Pacientes estão sendo transferidos a outros estados devido à falta de oxigênio na capital – o que ajuda, inclusive, a abrir espaço nos hospitais para um cada vez mais difícil tratamento da doença. Nas portas das unidades de saúde, famílias pedem desesperadamente por socorro.

    Esse drama também tem feito parte da rotina da jovem Stéfany Anselmo, de 20 anos. Ela enterrou a avó, Lídia de Souza, de 67, vítima da Covid-19, no fim da tarde de sábado, no cemitério Nossa Senhora Aparecida, a poucos metros de distância da cova onde foi enterrada Maria de Fátima, a mãe de Alexandre.

    Lídia de Souza, no entanto, já era aposentada, e cuidou da neta por todo o tempo em que estiveram juntas – sobretudo quando Stéfany ganhou uma filha, há um ano e três meses. A mulher estava internada desde o último dia 10 de janeiro no hospital Platão Araújo, após ser diagnosticada com o novo coronavírus.

    “Ela vai fazer muita falta”, sintetiza a neta, com um rosto lavado por lágrimas, ao interromper a conversa para pegar de prontidão o lenço que estava sobre o ombro dela e que um forte vento acabara de levar. O pano, branco com desenhos cor-de-rosa, pertencia à filha de Stéfany, o maior elo que tem com a avó.

    Stéfany, por sua vez, teve pouco tempo a mais que Alexandre para se despedir da avó: cinco minutos e nove segundos. Além do decreto, a velocidade dos enterros tem sido necessária para que os funcionários do cemitério, mesmo armados com retroescavadeiras, consigam finalizar as dezenas de sepultamentos no dia.

    O coveiro Ulisses Xavier, de 52 anos, é testemunha da tragédia do novo coronavírus na capital amazonense. Ele conta que, hoje, atua no sepultamento de aproximadamente 60 pessoas por dia, mas teve ocasião em que chegou a enterrar até 140 corpos em 24 horas. Antes da pandemia, era difícil esse número passar de 15.

    “Tenho 16 anos como coveiro, e essa é a primeira vez que vejo tantos sepultamentos de uma só vez, e tanto sofrimento das famílias”, conta o profissional, enquanto, atrás dele, uma retroescavadeira se movimenta para abrir nova vala e enterrar mais uma vítima do novo coronavírus.

    “Nosso trabalho é cavar e enterrar, apenas. Hoje, a pá é apenas um apoio, pois, como a demanda é alta, a gente não está podendo cavar manualmente, porque a espera vai ser maior. Daí, ela [a retroescavadeira] cava, ‘arreia’ e enterra. Quando acabar tudo [essa pandemia], as retroescavadeiras vão embora”, relata.

    Ao lado da ala mais nova para Covid-19 – ao menos outras duas foram criadas no cemitério para receber vítimas da doença –, carros funerários fazem fila para entregar os corpos dentro dos caixões. Os veículos que chegaram ao longo da tarde transportaram, cada um, até quatro caixotes.

    O trabalho também tem sido árduo para as funerárias. É o que conta o motorista de um desses carros, Claudionor de Souza, de 53 anos. “Estamos vindo bem mais vezes ultimamente, pois a demanda está cada dia maior. Trabalho há oito anos. Em todo esse tempo, só em abril [tivemos tanto sepultamento desse jeito].”

    Além dessas covas, o cemitério Nossa Senhora Aparecida iniciou a construção de gaveteiros para receber mortos por Covid-19. Até sábado, foram construídas 336 sepulturas verticais. A Prefeitura de Manaus, no entanto, espera construir, no total, 22 mil vagas – até quando será necessário pensar em outra solução.

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    Reabertura de atividades comerciais em São Luís não elevou os casos de coronavírus na capital

    Postagem da Revista Veja mostra que cinco capitais, apesar da reabertura do comércio, pontos turísticos, circulação normal de transporte coletivo, não alterou negativamente os casos da covid-19 em nossa capital. Confira abaixo a matéria da VEJA:

    Por Veja.Abril

    Covid-19: flexibilização da quarentena não aumentou casos em 5 capitais

    Dados desta quarta-feira mostram que o país em geral segue estável em número de novos casos e mortes, mas ainda em um patamar alto e preocupante

    A flexibilização das medidas de isolamento é motivo de preocupação para profissionais de saúde, especialistas e governantes, devido ao risco do aumento do número de casos e mortes causados pela maior circulação de pessoas à medida que as atividades econômicas são retomadas. Para entender o impacto do relaxamento da quarentena, VEJA analisou as curvas de contágio e mortes por Covid-19 em cinco capitais brasileiras que foram fortemente atingidas pelo novo coronavírus logo no início da pandemia, em diferentes regiões do país: Belém (PA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Apesar das diferentes estratégias de distanciamento social adotadas nesses lugares, todos iniciaram o plano de reabertura da economia no começo de junho.

    Um mês e meio após a flexibilização, o número de casos continuou a cair em todas essas capitais, apesar das pequenas oscilações no meio do caminho. Também houve queda gradual no número de novos óbitos, exceto em São Luís. A capital do Maranhão apresenta hoje, quarta-feira, 22, uma média móvel de mortes superior à registrada no dia 1º de junho, quando começou a flexibilização. Porém, o número é menor que o registrado em 18 de maio, quando acabou o lockdown. Fortaleza e Belém também passaram pelo fechamento drástico. São Paulo e Rio de Janeiro conseguiram  controlar a epidemia sem a adoção de medidas mais severas, embora São Paulo tenha conseguido achatar a curva e o Rio de Janeiro tenha sido mais impactado pela doença.

    Isso significa que, até o momento, as previsões mais sombrias – sobre uma segunda onda – não se confirmaram. Por outro lado, o risco disso acontecer nessas cidades não está de forma alguma descartado, já que o vírus continua circulando no país e há muitas pessoas suscetíveis. Portanto, ainda é necessário cautela e respeito às recomendações vigentes de distanciamento social em cada um desses lugares e respeito às fases de flexibilização.

    Segundo o infectologista Júlio Croda, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, o denominador comum entre essas capitais é o fato delas já terem passado por uma primeira onda. Mas enquanto São Paulo pôde flexibilizar com certa segurança por ter conseguido achatar a curva, ou seja, controlou o casos e manteve a capacidade de atendimento do sistema de saúde, as demais passaram por um verdadeiro caos no sistema de saúde e reduziram a curva após atingirem um alto pico de casos e óbitos.

    Há ainda outras características diferentes nessas capitais. “São Paulo, com um platô nas curvas, está sofrendo restrições de distanciamento social por mais tempo e com isso conseguiu garantir atendimento a todos”, diz Croda. As outras quatro capitais começaram a flexibilizar após um pico de casos e de mortes. “Nesses locais, parece ter sido alcançada uma espécie de imunidade comunitária ou de rebanho, que está conseguindo manter baixo o número de novos casos. Mas precisamos estar atentos porque não sabemos os efeitos disso a longo prazo”, explica o infectologista.

    Veja abaixo uma análise mais detalhada da curva em cada uma dessas capitais.

    São Paulo

    O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi registrado na capital paulista, em 26 de fevereiro. Cerca de um mês depois, em 24 de março, o governador de São Paulo decretou o início da quarentena em todo o estado. A cidade de São Paulo, pelo tamanho de sua população e importância econômica, registra o maior número absoluto de mortes e casos de coronavírus no país.

    A quarentena na cidade começou a ser flexibilizada em 1º de junho, quando a capital foi classificada na fase 2, a qual permite a retomada parcial da economia e a volta da operação de setores como o imobiliário, concessionárias, escritórios, comércios de rua e shopping centers com horários e capacidade de ocupação reduzida. Também entram indústria e construção civil.

    Um mês depois, em 29 de junho, a cidade foi autorizada a progredir para a próxima etapa de flexibilização, a amarela, onde se encontra hoje. Também neste caso, as atividades comerciais liberadas, incluindo salões de beleza, bares, restaurantes e academias só puderam ser retomadas na semana seguinte, a partir de 6 de julho e, portanto, um mês depois do do início da flexibilização.

    No geral, a capital paulista apresenta queda na média móvel de casos e mortes desde o início da abertura gradual. Entretanto, ainda não é possível afirmar que a situação está melhorando de forma consistente, porque há alguns períodos de alta no meio do caminho, o que torna a curva inconstante.

    Rio de Janeiro

    O Rio de Janeiro é um dos melhores exemplos entre as capitais analisadas. Embora a cidade ainda apresente médias móveis altas de casos e mortes, em comparação com outros lugares, a queda na curva é expressiva. Como São Paulo, o Rio de Janeiro também optou por uma retomada gradual das atividades econômicas, que teve início em 2 de junho.

    Logo após a segunda fase da flexibilização, em 17 de junho, houve um breve período de aumento na média móvel de casos e mortes registradas na cidade. Porém, foi apenas uma fase que durou uma semana. Em seguida, os números voltaram a cair consideravelmente, chegando a uma média móvel de mortes de 55,3 e de casos em 406,4 nesta quarta-feira, 22.

    Fortaleza

    Fortaleza foi duramente atingida pela pandemia de coronavírus. Mesmo tendo adotado a quarentena precocemente, em 20 de março, a capital cearense chegou a ocupar a primeira posição do ranking de cidades com o maior número de óbitos por Covid-19 proporcionalmente à população. O sistema de saúde quase entrou em colapso e para tentar reverter a situação, a cidade ficou três semanas em lockdown, entre 8 e 30 de maio.

    Com a queda no número de casos e óbitos e recuperação da capacidade de atendimento do sistema de saúde, Fortaleza iniciou a primeira fase de flexibilização da quarentena em 8 de junho, quando tinha uma média móvel de 514,6 casos e 65 mortes. Hoje, a cidade está na quarta fase e em todo esse período conseguiu manter a queda de casos e mortes por coronavírus em ritmo forte.

    Após o início da flexibilização, Fortaleza apresentou apenas dois períodos de subida considerável no número de casos: na semana da terceira fase de abertura, as médias, que já haviam caído para a casa dos 210, voltaram a subir e atingiram 296,9. Os números voltaram a cair logo em seguida e apresentaram nova subida pouco antes da quarta fase, em 17 de julho, quando a média móvel de casos chegou a 261,1.

    Em relação aos óbitos, a única alta considerável da curva apareceu logo após a terceira fase de flexibilização. A média móvel chegou a 14,4 em 6 de julho e passou por uma semana de alta logo depois e, então, voltou a cair. Nesta quarta-feira, 22, Fortaleza registrou uma média móvel de 265 casos e 10,4 mortes por Covid-19.

    São Luís

    São Luís apresenta uma oscilação da curva ainda maior do que São Paulo após o início da flexibilização. Os números, na comparação com o período de lockdown, caíram pela metade nos casos, mas se mantiveram no mesmo patamar nas mortes.

    Se compararmos a média móvel de São Luís desta quarta-feira, 22, com a registrada no dia 18 de maio, quando chegou ao fim o lockdownde duas semanas, vemos que houve queda tanto nas mortes quanto nos casos de coronavírus. Por outro lado, em comparação com os dados de 1º de junho, os casos permanecem em queda, mas as mortes subiram.

    Belém

    A capital paraense chegou ao pico de casos e mortes junto com o período de lockdown, que chegou ao fim em 25 de maio. Na data de encerramento do lockdown, Belém registrou a segunda maior média móvel de casos em toda a pandemia: 468,9. Em seguida, houve uma queda no número de casos que durou até a abertura integral dos shoppings, em 8 de junho.

    A média móvel de casos chegou a 176,4 no dia 2 de julho, o menor número em um mês, mas voltou subir nos dias seguintes. Nesta quarta-feira, 22, a média móvel de casos de chegou a 249,7. O que indica que o cenário futuro gera um pouco de preocupação.

    Em relação aos óbitos, o último dia do lockdown em Belém foi também o do registro da maior média móvel de mortes da pandemia na cidade: 65,3. A partir dessa data, os números passaram a cair. Houve um pequeno aumento na média móvel de óbitos na semana em que foi anunciada a abertura dos shoppings, mas a tendência de queda logo foi retomada.

    Brasil

    Nesta quarta-feira, 22, o Brasil registrou uma média móvel de novos casos de coronavírus de 37252,3 e de mortes de 1057. Os números são altos, mas estáveis em relação aos dados das últimas duas semanas. Por outro lado, em números absolutos, o país registrou recorde de novos casos nas últimas 24 horas, com 67.680 confirmações. No mesmo período foram 1.284 vítimas fatais, totalizando 82.771 mortes por coronavírus. O total de pessoas infectadas chegou a 2.227.514.

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    Covid-19: Número de recuperados continua crescendo no município de Godofredo Viana

    Mais uma boa notícia foi registrada, esta semana, no município de Godofredo Viana, na região Leste do Maranhão. Boletim epidemiológico atualizado divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, ontem, confirmou que continua crescendo o quantitativo de pacientes que conseguiram se recuperar do Novo Coronavírus (Covid-19).

    Dos 50 casos confirmados até o momento, 26 pessoas conseguiram vencer a infecção.

    21 pacientes são considerados ativos para a Covid e estão em tratamento, sendo que apenas um está internado em um hospital na capital São Luís. Três óbitos foram registrados.

    O secretário municipal de Saúde, Emanuel Coimbra, falou da importância de proteger idosos, que estão mais suscetíveis a ter complicações em decorrência da doença.

    Ele citou as pessoas do grupo de risco, como  diabéticos, hipertensos, cardíacos, pacientes com câncer e acometidos por doenças respiratórias crônicas, bem como as doenças congênitas também.

    “Temos que ser vigilantes com a nossa saúde, de nossos familiares e do próximo também, é importante adotarmos hábitos: uso de máscara, distanciamento de no mínimo 1,5 metro de uma pessoa para outra, lavarmos às mão com água e sabão/usar o álcool gel e quando retornarmos da rua é importante tomar banho e tirar a roupa colocando-a para lavar. Vamos evitar o máximo possível a transmissão do vírus em nosso município”, destacou.

    O prefeito Sissi Viana (Republicanos), ainda no mês de março, determinou todos os protocolos de segurança sanitária para preservar a saúde do cidadão godofredense.

    Através de decretos, suspendeu as aulas na rede municipal de ensino com o objetivo de evitar aglomerações e evitar o contágio de alunos e docentes. As famílias dos estudantes, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, estão recebendo da Prefeitura cestas básicas como forma de garantir uma alimentação saudável e de qualidade.

    O funcionamento do comércio não essencial continua proibido. Por meio de uma parceria entre Procon/MA e Vigilância Sanitária, inspeções estão sendo feitas visando garantir que a determinação seja cumprida.

    O uso de máscaras em ambientes públicos e de uso coletivo também é uma exigência que continua em vigência.

    Barreiras sanitárias e de fiscalização foram instaladas na entrada da cidade objetivando identificar pessoas que apresentem sintomas da doença.

    Uma nova ambulância Semi-UTI foi adquirida, com recursos próprios do município, e reforçou o trabalho de atendimento.

    Sissi Viana instituiu a Gratificação de Combate ao COVID-19 (GC-COVID), um incremento salarial para os profissionais da área da saúde que exercem, diariamente, atividades relacionadas ao enfrentamento da pandemia.

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    Teste de vacina de Oxford contra Covid-19 contará com 2 mil voluntários brasileiros

    Por G1

    A partir de junho, Brasil integra projeto global para desenvolver imunização contra o novo coronavírus Sars CoV-2. Será o primeiro país fora do Reino Unido a realizar os testes.

    Imagem retirada de vídeo mostra voluntário recebendo injeção durante teste de vacina experimental de Covid-19 realizado pela Universidade de Oxford, em 25 de abril — Foto: University of Oxford via AP

    Dois mil brasileiros participarão dos testes para vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. A estratégia faz parte de um plano de desenvolvimento global, e o Brasil será o primeiro país fora do Reino Unido a começar a testar a eficácia da imunização contra o Sars CoV-2.

    O procedimento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Ministério da Saúde. Em São Paulo, os testes serão feitos em mil voluntários e conduzidos pelo Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A Fundação Lemann está financiando a estrutura médica e os equipamentos da operação.

    Os voluntários serão pessoas na linha de frente do combate ao coronavírus, com uma chance maior de exposição ao Sars CoV-2. Eles também não podem ter sido infectados em outra ocasião. Os resultados serão importantes para conhecer a segurança da vacina.

    Testes já começaram no Reino Unido

    Com a previsão otimista de ficar pronta ainda em 2020, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford ofereceu proteção em um estudo pequeno com seis macacos, resultado que levou ao início de testes em humanos no final de abril.

    Em humanos, os testes têm apenas 50% de chance de sucesso. Adrian Hill, diretor do Jenner Institute de Oxford, que se associou à farmacêutica AstraZeneca para desenvolver a vacina, disse que os resultados da fase atual, envolvendo milhares de voluntários, podem não garantir que a imunização seja eficaz e pede cautela.

    A vacina já está sendo aplicada em 10 mil voluntários no Reino Unido. A dificuldade para provar a possível eficácia está no fato de os cientistas dependerem da continuidade da circulação do vírus entre a população para que os voluntários sejam expostos ao coronavírus Sars-Cov-2.

    Doutora pelo Instituto Butantan, a cientista Daniela Ferreira coordena um dos centros que testa a vacina de Oxford e trabalha para que o esforço não seja em vão e termine arquivado nos fundos dos freezers de laboratórios.

    “É uma situação um pouco bizarra, porque você quer que o coronavírus desapareça, não quer que as infecções continuem”, diz a chefe do departamento de ciências clínicas da Escola de Medicina Tropical de Liverpool.

    Outras vacinas em andamento

    Relatório publicado no site da Organização Mundial de Saúde (OMS) com dados até esta terça-feira (2) mostra que estão em desenvolvimento pelo menos 133 candidatas a vacina, sendo que dez delas estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos.

    Embora os estudos avancem em todo o planeta, muitos especialistas acreditam que a vacina não estará disponível em 2020. Projeções otimistas falam num prazo de 12 a 18 meses, que já seria recorde. A vacina mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta.

    Outra hipótese contra a qual todos os pesquisadores lutam é a de que uma vacina efetiva e segura nunca seja encontrada. O vírus do HIV, que causa a Aids, é conhecido há cerca de 30 anos, mas suas constantes mutações nunca permitiram uma vacina.

    “Está todo mundo muito otimista, mas estudo de vacina é algo muito complicado. A maioria deles para na fase 3, de testes clínicos, pelos problemas que aparecem. É importante discutir essa possibilidade (de não se ter uma vacina)”, admite Álvaro Furtado Costa, médico infectologista do HC-FMUSP.

    Gustavo Cabral, imunologista que lidera um estudo na USP e no Incor concorda: “A vacina é o melhor caminho profilático (preventivo), mas não é o único caminho, há também os tratamentos. Para o HIV não há vacina e as pessoas que têm o vírus podem ter uma vida normal. Sabemos que aproximadamente 80% das pessoas infectadas com o Sars-CoV-2 não desenvolvem a Covid-19 ou têm sintomas leves. O problema são os outros 20% e o risco de fatalidade, hoje de 6%. Mas há centenas de estudos sobre medicamentos neste momento”, disse.

    A busca pela vacina

    Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos). O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo). Só então é chegada à fase clínica, em humanos, em três fases:

    • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
    • Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
    • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário.

    Das dez vacinas em testes em fase clínica, algumas aparecem em estágio mais avançado, como a desenvolvida pela Universidade de Oxford, em fase 3.

    A vacina do Reino Unido é produzida a partir de um vírus (ChAdOx1), que é uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés. A esse imunizante foi adicionado material genético usado para produzir a a proteína Spike do SARS-Cov-2 (que ele usa para invadir as células), induzindo a criação de anticorpos.

    A empresa AstraZeneca já fechou com EUA e Reino Unido para cuidar da produção em escala mundial. O CEO da farmacêutica disse à rede britânica BBC, no domingo, que a população pode ter acesso a 100 milhões de doses da vacina já em setembro.

    “De forma prática: é possível que uma vacina fique disponível em cerca de 18 meses por causa do investimento no mundo inteiro. O mundo parou. Mas eu diria que é impossível até setembro”, opina o brasileiro Gustavo Cabral.

    Álvaro Furtado Costa também recomenda cautela com anúncios muito otimistas sobre vacinas. Ele acredita que não se pode desprezar, por exemplo, que uma novidade nesse campo impulsiona as ações da empresa que a anuncia.

    “Quando se começa um estudo de vacina, a fase 1 tem resultados bem preliminares e rápidos, para começar a avaliar se é segura, se não tem grandes efeitos adversos, mas você testa pouca gente. Nas fases 2 e 3 você testa 10 mil, 20 mil pessoas, isso é mais demorado. Aí você vê se realmente protege. O mundo testou vacinas de HIV que chegaram à fase 3 e aí falharam. É preciso ter calma”, disse Costa.

    As iniciativas brasileiras

    Duas pesquisas feitas no Brasil aparecem na fase pré-clínica no relatório da OMS.

    Um dos projetos é liderado por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    Pesquisador responsável pelo estudo, Gustavo Cabral é imunologista pela USP e pós-doutor pela Universidade Oxford e na Universidade de Berna, na Suíça. Seu grupo trabalha com plataforma de vacina baseada em partículas semelhantes ao vírus (VLP, em inglês). Já há testes com animais.

    Gustavo Cabral, médico infectologista — Foto: Arquivo pessoal

    “Quando um vírus entra nosso corpo, o sistema imunológico ataca. Não queremos utilizar o vírus, queremos usar partículas semelhantes ao vírus. Fizemos com chikungunya, Streptococcus e agora Covid-19. Essas partículas são apenas uma base que estimula o sistema imunológico. Nele, a gente coloca alguns pedaços do coronavírus, fragmentos proteicos ou proteína inteira, dando estímulo ao sistema imunológico para produzir anticorpo.”

    Também em fase pré-clínica está uma vacina pesquisada pelo INCTV (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas), que tem base técnica elaborada pelo Grupo de Imunologia de Doenças Virais da Fundação Oswaldo Cruz-MG.

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    MPMA e DPE recomendam lockdown em Imperatriz

    O Ministério Público do Maranhão expediu uma Recomendação conjunta na última sexta-feira, 22, orientando que o Estado decrete medidas mais rígidas que propiciem ações efetivas de isolamento e distanciamento social no Município de Imperatriz e Região Tocantina.


    O documento foi assinado pelo procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, pelo titular da 5ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Saúde de Imperatriz, Newton Barros de Bello Neto e pelo titular da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Saúde de João Lisboa, Fábio Henrique Meirelles Mendes.

    Também assinaram o documento o defensor público-geral do Estado do Maranhão, Alberto Pessoa Bastos, e os defensores públicos titulares da Saúde em Imperatriz, Arthur Magnus Dantas de Araújo e Arthur Moura Costa.

    No documento, o Ministério Público e a Defensoria Publica pedem medidas de isolamento social e distanciamento, a exemplo do que foi feito nos municípios que compõem a Ilha de São Luís, práticas que alcançaram bons resultados na capital e região.

    As instituições consideram inclusive a possibilidade de lockdown entre as medidas, como forma de evitar o aumento da contaminação por Covid-19, o colapso das redes pública e privada de saúde locais e, por consequência, inúmeras mortes.

    O Boletim Epidemiológico de quinta-feira, 21 de maio, registrou 1.155 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus (Covid-19) no Município de Imperatriz, com 55 óbitos.

    O documento destaca, ainda, a existência de dados científicos divulgados pela comunidade médica internacional, que evidenciam que, para cada caso confirmado do novo coronavírus (covid-19), pode haver mais 10 casos existentes. De acordo com este cálculo, Imperatriz pode ter cerca de 11.500 pessoas infectadas.

    “Hoje temos a ocupação de leitos praticamente esgotada e infelizmente temos a certeza epidemiológica de que esse número irá aumentar de forma avassaladora, caso enérgicas providências não sejam tomadas. Por isso a Recomendação é motivada para que medidas mais drásticas sejam adotadas para conter a situação”, ressalta o promotor de justiça Newton Bello.

    “Ao Ministério Público não restou outra alternativa senão representar pela medida nais rigorosa, uma vez que o sistema de saúde de Imperatriz está à beira do colapso com um número crescente de casos de contaminação, necessitando de medidas mais enérgicas para manter o distanciamento social e conter a curva de propagação da doença, evitando assim o estrangulamento da rede de saúde local”, destaca o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

    TAC MUNICÍPIO E ESTADO

    Ainda no dia 12 de maio, o Ministério Público do Maranhão firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Município de Imperatriz e o Estado do Maranhão quanto às obrigações do Sistema Único de Saúde durante a pandemia do novo coronavírus.

    Entre os termos, definiu-se a necessidade de readequações nas Portas de Entrada para pacientes com suspeita de Covid-19, tornando-as mais eficientes, a observância quanto aos protocolos médicos no atendimento de pacientes com suspeita do vírus, a criação de novos leitos clínicos e de UTI’s e o fornecimento de medicações.

    DECRETO MUNICIPAL

    No dia 16 de maio o Município expediu Decreto nº 57/2020, permitindo a reabertura de shoppings autoescolas e lojas diversas, cujo funcionamento se dá mediante algumas regras e horários pré-estabelecidos.

    Além de negociações extrajudiciais e Recomendações, o MPMA e o MPF acionaram o Município perante a Justiça Federal pedindo suspensão dos efeitos do decreto em caráter de tutela de urgência, sob pena de multa diária de R$10 mil em face do prefeito Assis Ramos.

    O MPMA pede que a suspensão deve se dar até que o Município comprove que tais decisões foram precedidas de amplo e minucioso estudo feito por autoridades sanitárias municipais e também estaduais, e que foram baseadas em conclusões médico-científicas obtidas por autoridades da área da saúde pública, além de fundamentadas nas orientações explicitadas em Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde.

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    Aulas em escolas e faculdades permanecerão suspensas no Maranhão

    Em entrevista coletiva hoje, quinta-feira (21), o governador Flávio Dino informou que as aulas nas instituições públicas e privadas não deverão voltar no dia 1º de junho, conforme decretado anteriormente.

    Segundo Dino, não é possível o retorno às aulas por causa da covid-19 que ainda apresenta um quadro de instabilidade, embora na Grande Ilha tenha ocorrido um certo achatamento. Para o governador é temeroso permitir aglomeração em escolas e faculdades.

    Ele lembrou que na Itália, que apresentava uma queda no avanço da disseminação do vírus, o retorno ás aulas acabou aumentando a taxa de mortes e de infectados. Flávio Dino não previu a data de retorno, mas adiantou que na metade do mês de junho novas medidas serão tomadas.

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    Governadores vão pedir a Bolsonaro liberação imediata de socorro a estados

    Por Congresso em Foco

    O presidente Jair Bolsonaro deve decidir nesta quinta-feira (21) se veta o trecho do projeto de socorro a estados e municípios que permite que algumas categorias, como policiais, professores e profissionais da saúde, fiquem livres do congelamento de salários até dezembro de 2021. Esse é o principal assunto da reunião, por videoconferência, do presidente com os governadores, marcada para começar às 10h.

    Ontem 25 dos 27 governadores se reuniram para afinar o discurso. A suspensão do aumento salarial e das promoções de determinadas carreiras ainda divide os chefes dos estados. Entre eles, há quem defenda radicalmente o veto, mas também quem gostaria de liberar algumas categorias do congelamento.

    Em comum acordo, os governadores definiram que vão fazer apelo ao presidente para que a lei, que libera R$ 60 bilhões para estados e municípios, seja sancionada imediatamente para que os recursos comecem a chegar aos cofres estaduais. Eles também decidiram evitar divergências com o presidente. Em reunião em março, Bolsonaro e João Doria (PSDB-SP) discutiram asperamente.

    A proibição do reajuste para todas as categorias, como defende o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem o apoio do governador Eduardo Leite (PSBD-RS). O tucano comentou sobre o tema no Twitter:

    “Consta que na reunião prevista para quinta-feira, entre o presidente da República e governadores, seremos questionados em relação ao veto à possibilidade de reajustes salariais para servidores públicos. Se isso acontecer, manifestarei meu apoio a esse veto”.

    Já o governador Gladson Cameli (PP-AC) se manifestou contrário ao veto e defendeu as exceções do congelamento estabelecidas pelo Congresso. “Contra. Defendo saúde e segurança”, afirmou ao Congresso em Foco.

    Para Wellington Dias (PT-PI), o mais importante é que os recursos cheguem logo ao caixa dos estados e municípios. “A decisão de sancionar sem veto ou de vetar é própria do presidente. A decisão por ele adotada, nós governadores vamos cumprir. O mais importante para o Piauí e para o Brasil é sancionar logo é pagar imediatamente”, declarou.

    “O texto é fruto de acordo no Congresso e, exceto esta parte dos servidores que o Congresso não negociou com o governo federal, o restante do texto foi acordado com o ministro Paulo Guedes e líderes do Governo na Câmara e Senado. A demora está levando a dificuldades para cumprir investimentos em andamento para evitar colapso e pode levar a atraso na folha de pagamentos de vários Estados e municípios”, completou o petista. O auxílio a estados e municípios faz parte das ações do governo para tentar minimizar os dados econômicos causados pela crise decorrente da pandemia.

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    “O momento não é de falar de política, o momento é de ajudar” dispara prefeito Luciano

    Blog do Marcelo Vieira 

    Durante entrevista ao programa “Pinheiro Agora” do jornalista Willian Vieira, o prefeito Luciano foi enfático ao afirmar que o “o momento não é de falar de política, o momento é de ajudar” a fala do gestor é o discurso recorrente em todos os seus pronunciamentos desde o inicio da pandemia, seu posicionamento reflete sua preocupação com a saúde, rechaçando a politização de uma doença que vem matando milhares mundo a fora.

    Essa conotação mais agressiva apresentada no telejornal é um grande desabafo do prefeito, nos últimos dias muitas informações falsas foram vinculadas em grupos de redes sociais, muitos ataques e agressões verbais, a essas frágeis denúncias o prefeito responde com a medicação chegando ao hospital, com a compra de mais testes e a adoção de protocolos praticados nos melhores hospitais do Brasil.

    Com relação à ajuda de médicos da cidade, o prefeito estendeu o convite a outros profissionais da área que podem atuar que se apresentem, que mostrem interesse em ajudar. Essa atitude revela um gestor livre desse rancor que diariamente vira vítima e revela o prefeito focado em salvar vidas, nada, além disso.

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    Médicos se queixam da falta de equipamentos de proteção na linha de frente

    Por Congresso em Foco

    O Conselho Federal de Medicina (CFM)divulgou na sexta-feira (15) um levantamento que reúne aproximadamente 17 mil denúncias de médicos que atuam na linha de frente contra o coronavírus.

    Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera.

    A maior parte das reclamações está ligada à infraestrutura de trabalho oferecida tanto no setor privado quanto no público. A falta de equipamentos de proteção, a ausência de insumos e a carência de mão de obra estão no topo das reclamações.

    A principal queixa dos profissionais (38,2% das denúncias) refere-se à falta dos equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras N95 ou equivalentes, considerados indispensáveis ao enfrentamento de epidemias. Também foi notificada falha na oferta de aventais, óculos ou protetor facial, máscara cirúrgica, gorro e luvas.

    A segunda questão mais apontada, reunindo 18,9% das denúncias, é a falta de insumos, exames e medicamentos. Segundo o levantamento, os principais itens em falta são os kits de exame para covid-19 e medicamentos.

    Em terceiro lugar, correspondendo a 13,7% das denúncias, é apontada a falta de mão de obra, com carências nas equipes de enfermagem e também de médicos.

    Falta de itens básicos de higienização

    Os profissionais também relataram falta de material para correta higienização, tais como álcool em gel ou álcool 70%, além de outros itens básicos como papel toalha, sabonete líquido e desinfetante ou outro insumo recomendado.

    Também foram apontadas falhas no processo de triagem, com destaque para a falta de orientação aos pacientes e acompanhantes e de informação aos profissionais. Dificuldades em ter acesso a leitos também foram reportadas. Os denunciantes relataram problemas em encontrar leito de UTI adulto e de internação hospitalar.

    Telemedicina

    Segundo o presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, os conselhos regionais de medicina tentarão solucionar os problemas junto aos gestores locais e poderão realizar fiscalizações. Ele ressaltou que a classe médica buscou adaptação ao contexto excepcional da pandemia, lançando mão do uso da telemedicina.

    “Para enfrentar a pandemia, nos adaptamos ao contexto de excepcionalidade da pandemia – com a autorização do uso da telemedicina e mudança nos critérios para funcionamento de UTIs –, mas nunca abrimos mão de uma coisa: os gestores, em todos as esferas, devem estar comprometidos com a proteção e a segurança dos médicos e demais profissionais da saúde, que precisam contar com EPIs e a infraestrutura adequada para salvar vidas”, destacou o presidente do conselho.

    Perfil dos denunciantes

    Mais de 1.500 médicos apresentaram seus relatos na plataforma de denúncia. Desses,muitos são profissionais experientes, com tempo médio de 11 anos de graduação, sendo que mais de 60% possuem título de especialista.

    Na distribuição por idade, 69% dos denunciantes têm até 39 anos, 29% entre 40 e 69 anos e o restante mais de 70 anos. Outra constatação é que 56% dos médicos que apresentaram queixa eram do sexo feminino e 44%, do masculino.

    Quase 85% das unidades em que os denunciantes atuavam prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), 10% eram privados, 3,4% eram filantrópicos e 1,7% não foi identificada a natureza do serviço.

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    Aumento de infectados por covid-19 deixa população assustada na Grande São Luís; confira os bairros

    O crescimento foi impressionante, com números que duplicaram em vários bairros da ilha de São Luís, como Turu, Renascença, Cidade Operária e Calhau. Confira abaixo:

    CidadeBairroCasos
    São LuísTuru206
    São LuísRenascença171
    São LuísCidade Operária139
    São LuísCalhau136
    São LuísCohatrac I, II, III, IV, Primavera-Cohatrac96
    São LuísAnjo da Guarda79
    São LuísCentro79
    São LuísCohama77
    São José de RibamarARAÇAGY76
    Paço do LumiarMAIOBÃO73
    São LuísAnil72
    São LuísPonta d’Areia71
    São LuísBairro de Fátima69
    São LuísVila Embratel67
    São LuísBequimão65
    São LuísLiberdade65
    São LuísOlho D’água61
    São LuísJardim São Cristóvão / Conjunto Juçara / Conjunto Penalva57
    São LuísJoão Paulo56
    São LuísMonte Castelo56
    São LuísCoroadinho55
    São LuísAngelim49
    São LuísCohab Anil I49
    São LuísSão Francisco48
    São LuísMaracanã43
    São José de RibamarPARQUE VITORIA41
    São LuísConjunto Habitacional Vinhais39
    São LuísCohafuma34
    São LuísPonta do Farol34
    São LuísVila Palmeira32
    São LuísCidade Olímpica30
    São LuísConjunto Dom Sebastião / Vila dos Nobres / Pq. Dos Nobres / Parque Timbira30
    São LuísAlemanha29
    São LuísJardim América28
    São LuísJardim Eldorado27
    São LuísRecanto dos Vinhais27
    São LuísAurora24
    São LuísConjunto São Raimundo24
    São LuísCruzeiro do Anil23
    São LuísForquilha21
    São LuísJoão de Deus21
    São LuísPlanalto Vinhais II21
    São LuísVila Janaína21
    São José de RibamarJARDIM TROPICAL20
    São LuísVila Fialho20
    São LuísCoroado19
    São José de RibamarMAIOBINHA19
    São LuísSão Bernardo19
    São LuísVila Passos19
    São LuísJardim de Fátima18
    São José de RibamarALTO TURU17
    São LuísBom Jesus17
    São LuísCohab Anil III17
    São LuísFilipinho / Redenção17
    São LuísJordoa17
    São LuísLira17
    São LuísBela Vista / Primavera I (Cohajap)16
    São LuísChácara Brasil16
    São LuísJardim das Margaridas / Parque Aurora / Planalto Anil I, II, III16
    São LuísSacavém16
    São LuísSanta Cruz15
    São LuísSanta Efigênia15
    São LuísAreinha14
    São LuísSá Viana14
    São LuísVila Itamar14
    São LuísCaratatiua13
    São LuísConjunto Habitacional Turu / Jardim Atlântico13
    São LuísParque Atenas13
    São LuísIpem São Cristóvão/Conjunto São Carlos12
    São LuísParque Amazonas12
    São LuísRadional12
    São LuísTibiri12
    São LuísApeadouro11
    São LuísCamboa11
    São José de RibamarCENTRO (São José de Ribamar)11
    São LuísCohaserma / Cohaserma II11
    São LuísCoheb11
    São LuísIpase11
    São LuísMaranhão Novo11
    São LuísQuitandinha / Vinhais I / Vinhais II11
    São LuísSanta Clara11
    São LuísVila Bacanga11
    São LuísVila Brasil11
    São LuísJaracaty10
    Paço do LumiarMAIOBA10
    São LuísBarreto9
    São LuísConjunto Rio Anil9
    São José de RibamarCRUZEIRO9
    São LuísIvar Saldanha9
    São José de RibamarMIRITIUA9
    São LuísPindorama9
    São LuísVila Isabel Cafeteira9
    São José de RibamarCAMPINA8
    São José de RibamarCOHATRAC V8
    São LuísPlanalto Aurora8
    São LuísSítio Pirapora8
    São LuísTirirical8
    São LuísCohab Anil II7
    São LuísCutim Anil7
    São LuísFumacê7
    São LuísItapiracó7
    São LuísNovo Angelim7
    São José de RibamarNOVO COHATRAC7
    São LuísOuteiro da Cruz7
    São José de RibamarPINDAÍ7
    São LuísPlanalto Anil7
    São LuísRetiro Natal7
    São LuísSanto Antonio7
    São LuísCohab Anil IV6
    São LuísCoréia6
    São LuísDiamante6
    São LuísJardim São Cristóvão II6
    Paço do LumiarLIMA VERDE6
    São José de RibamarMOROPOIA6
    São José de RibamarNOVA TERRA6
    São LuísPrimavera II (Cohajap II)6
    São LuísSanta Bárbara6
    São LuísSão Marcos6
    São LuísVila Isabel6
    São José de RibamarVILA KIOLA6
    São LuísVila Lobão e Vila Roseana Sarney6
    São LuísVila Mauro Fecury II6
    Paço do LumiarVILA NAZARÉ6
    São LuísVila Nova6
    São LuísAlto da Esperança5
    São LuísFé em Deus5
    São LuísGoiabal5
    São LuísMadre Deus5
    São LuísMata de Itapera5
    Paço do LumiarPARAISO DA ROSAS5
    São LuísRibeira5
    São José de RibamarSÃO BENEDITO5
    Paço do LumiarSÍTIO GRANDE5
    São José de RibamarTURIUBA5
    São LuísApicum4
    São LuísBom Milagre4
    Paço do LumiarCIDADE VERDE4
    São LuísIpem Turú4
    São José de RibamarJ. CAMARA4
    São José de RibamarJ.LIMA4
    São José de RibamarMATINHA4
    São LuísParque Universitário4
    São LuísPlanalto Turu II4
    São LuísRecanto Fialho / Vila União4
    São José de RibamarTRIZIDELA DA MAIOBA4
    São José de RibamarVILA ALONSO COSTA4
    RaposaVILA BOM VIVER4
    São José de RibamarVILA FLAMENGO4
    São LuísVila São Luís4
    São José de RibamarVILA SARNEY FILHO I4
    RaposaCENTRO (Raposa)3
    São José de RibamarMUTIRÃO3
    São José de RibamarPANAQUATIRA3
    Paço do LumiarPARANÃ3
    Paço do LumiarPAU DEITADO3
    São LuísRecanto dos Pássaros3
    São LuísRecanto dos Signos3
    São José de RibamarSARAMANTA3
    São José de RibamarTIJUPA QUEIMADO3
    São LuísVila Conceição3
    São LuísVila dos Frades3
    São LuísVila Jeniparana3
    São LuísVila Maranhão3
    São LuísVila Mauro Fecury I3
    São José de RibamarVILA OPERARIA3
    Paço do LumiarVILA SÃO JOSÉ3
    São LuísVila Vitória3
    RaposaALTO DO FAROL2
    São José de RibamarBOA VISTA2
    São LuísCantinho do Céu / Conjunto Manoel Beckman2
    Paço do LumiarCENTRO (Paço do Lumiar)2
    São LuísEstiva2
    São LuísGancharia2
    São LuísIlhinha2
    RaposaINHAUMA2
    Paço do LumiarJARDIM DAS MERCÊS2
    Paço do LumiarNOVO HORIZONTE2
    São José de RibamarOUTEIRO2
    São José de RibamarPARQUE JAIR2
    Paço do LumiarPARQUE THIAGO AROSO2
    São José de RibamarPIÇARREIRA2
    RaposaPIRÂMIDE2
    Paço do LumiarSITIO NATUREZA2
    Paço do LumiarTAMBAU2
    São LuísTuru / Jardim das Oliveiras (Cohajoli)2
    Paço do LumiarUPAON AÇU2
    São LuísVila Ariri2
    São LuísVila Cascavel2
    Paço do LumiarVILA DR JULINHO2
    Paço do LumiarVILA SÃO JOSÉ II2
    São José de RibamarVILA SARNEY FILHO II2
    Paço do LumiarAÇAIZAL GRANDE1
    Paço do LumiarBEIRA RIO1
    São José de RibamarBOM JARDIM1
    RaposaCACARAPE1
    Paço do LumiarCENTRO1
    São José de RibamarCIDADE ALTA1
    São LuísConjunto São Marcos1
    São LuísDesterro1
    Paço do LumiarIGUAIBA1
    Paço do LumiarITAPERA MAIOBA1
    São LuísJardim Coelho Neto1
    São José de RibamarJENIPARANA1
    São José de RibamarJUÇATUBA1
    São José de RibamarLARANJAL1
    São José de RibamarMATA1
    Paço do LumiarMORADA NOVA1
    Paço do LumiarNOVA VIDA1
    Paço do LumiarNOVO PAÇO1
    Paço do LumiarPARANÃ III1
    Paço do LumiarPARATY1
    São LuísParque Ângela / Residencial Vinhais III1
    São José de RibamarPARQUE DAS PALMEIRAS1
    São LuísParque Sabiá1
    Paço do LumiarPRESIDENTE VARGAS1
    São LuísQuebra-Pote1
    São LuísResidencial Planalto Vinhais I / Vinhais VI1
    Paço do LumiarRESIDENCIAL SILVANA1
    São LuísSalinas do Sacavém1
    São LuísSanta Rosa1
    Paço do LumiarSÃO JORGE1
    São LuísSão Raimundo do Gapara1
    São LuísSítio Leal1
    São José de RibamarVILA CAFETEIRA1
    São LuísVila Cruzado1
    RaposaVILA MARESIA1
    São LuísVila Menino Jesus de Praga / Cohaserma / Planalto do Calhau / Vinhais V1
    São José de RibamarVILA SANTA TERESINHA1
    Paço do LumiarZUMBI DOS PALMARES1
    Em processo de coleta de informações920

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    Osmar Filho prorroga medidas restritivas na Câmara Municipal de São Luís

    O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), assinou Resolução Administrativa nº 05/20 prorrogando medidas restritivas de funcionamento, no âmbito do Palácio Pedro Neiva de Santana, instituídas nos meses de março e abril objetivando prevenir a proliferação do Novo Coronavírus (COVID-19).

    Com a nova RD, que ratificou os termos da Resolução Administrativa nº 02/20, as referidas medidas terão validade até o próximo dia 20, podendo ser prorrogadas ou não.

    Funcionamento remoto dos setores; realização de sessões deliberativas via teleconferência; restrição do acesso do público à galeria do Plenário e outras dependências da Casa; não realização de visitas institucionais e de eventos relacionados, ou não, com a atividade parlamentar são algumas das normas que continuam tendo validade.

    Vale destacar que a prorrogação das medidas também levou em consideração ações governamentais contidas em decretos, tais como suspensão das atividades de órgãos dos Poderes Executivo Estadual e Municipal; decretação, através de decisão judicial, do fechamento total (lockdown) de atividades não essenciais e da circulação de pessoas na Grande Ilha de São Luís; e implementação de rodízio de veículos na região metropolitana.

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    Quarentena poderá aumentar consumo residencial de água e energia

    Agência Brasil

    O isolamento social, adotado como medida para conter a disseminação do novo coronavírus (covid-19), tende a aumentar o consumo residencial de água e de energia elétrica. Apesar de, até o momento, não haver números oficiais em âmbito nacional sobre o impacto da doença nas contas pagas por esses serviços, especialistas consultados pela Agência Brasil estimam que, dependendo do comportamento dos consumidores, o valor a ser pago poderá aumentar, em média, entre 10% e 20%.

    A expectativa é de que, diante da nova situação, haja também uma mudança nos hábitos dos consumidores residenciais, na direção de um consumo mais racional, consciente e econômico dos recursos naturais, o que possibilita, inclusive, a redução dos valores a serem pagos por esses serviços.

    “Acreditamos que esse momento será de grande aprendizado para quando tudo passar e que uma nova consciência de consumo e de comportamento permanecerá. Estaremos sempre muito mais atentos a novas possibilidades de hábitos e mais conscientes quanto ao uso racional e econômico dos recursos naturais”, disse Octávio Brasil, da CAS Tecnologia, empresa que atua no desenvolvimento de soluções para redes de água e energia.

    Mudança no padrão de consumo

    Segundo Octávio Brasil, diante das mudanças de rotina causadas pela covid-19, houve uma mudança no padrão de consumo, com forte redução de demanda no comércio e na indústria e crescimento do setor residencial.

    “Normalmente nem todas as pessoas têm uma boa percepção de seu consumo de energia, água e gás. Elas sabem quanto pagam, mas raramente conhecem o motivo e como fazer para economizar. Nesse momento, com muita gente trabalhando em casa, surpresas podem ocorrer, pois é natural que o consumo seja alterado por causa do maior tempo de permanência nas residências”, disse.

    O especialista no entanto pondera que tudo depende do comportamento de cada consumidor. “Alguns, com preocupações financeiras devido a uma possível redução de renda, podem estar mais atentos a todos os tipos de gastos. Outros, trabalhando em regime de home office, além da permanência de toda a família em casa, podem ter alterações entre 10% e 20% nessas contas. Mas, isso também depende do tamanho da família e da quantidade de pessoas que residem no mesmo local”.

    Tarifa Branca

    Octávio Brasil sugere, no caso da conta de energia, medidas que vão além do uso consciente, para evitar o desperdício. “É possível, ao consumidor, avaliar se é vantagem aderir à Tarifa Branca, pois o custo da energia é mais barato nos horários fora de ponta”, referindo-se a essa modalidade vantajosa para aqueles que possam deslocar parte considerável do seu consumo de energia nesses períodos.

    “Com a adoção [da Tarifa Branca], é possível ter uma economia na conta de energia de até 17%”, acrescenta.

    Criada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Tarifa Branca começou a vigorar em janeiro de 2020 para todos consumidores de baixa tensão (em geral, residências e pequenos comércios).

    Nela, o valor da tarifa de energia varia de acordo com o horário do seu consumo. Nos dias úteis, o preço pago pela energia é dividido em três faixas horárias de consumo. No horário de ponta (17h30 às 20h30), a tarifa fica mais cara que a tarifa convencional. Na faixa intermediária (16h30 às 17h30, retornando das 20h30 às 21h30), o custo também é maior.

    Já no horário fora de ponta (das 21h30 às 16h30 do dia seguinte), a tarifa para o consumidor é mais barata se comparada à cobrada no modelo tradicional. Sábados, domingos e feriados contam como tarifa fora de ponta nas 24 horas do dia.

    Consumidores interessados em aderir a essa modalidade de tarifa precisam entrar em contato com a concessionária de energia de sua região. De acordo com a CAS Tecnologia, em um prazo de 30 dias será instalado um novo medidor na unidade consumidora. A empresa, no entanto alerta que é preciso atenção. “Se a energia for utilizada durante o horário de ponta, a tarifa pode ficar até 83% mais cara”.

    Conta de água

    No caso da conta de água, especialmente nos condomínios, Octávio Brasil sugere a adoção de um sistema de medição individualizada, por ser mais justo porque o valor pago é correspondente ao consumo de cada residência, de forma a evitar que o custo do consumo excessivo de uma unidade acabe sendo arcado pelos demais condôminos.

    Um levantamento apresentado pela CAS, feito pelo Grupo Hupert, que administra condomínios, aponta que o gasto com água é a segunda maior despesa dos condomínios, abaixo apenas de mão-de-obra e encargos. Ele responde por cerca de 15% do total dos gastos do condomínio. Tendo por base esse estudo, a CAS estima que, com a individualização do consumo de água, a economia gerada na conta do condomínio pode chegar a 35%.

    “Como a conta de água é dividida entre todos os apartamentos, é muito mais difícil combater o desperdício, já que o morador não sente no bolso a diferença entre gastar e poupar”, acrescenta o especialista em medição individualizada da CAS, Marco Aurélio Teixeira.

    Dicas

    Aqui você encontra dicas relativas ao consumo de água.

    Aqui você encontra dicas relativas ao consumo de energia.

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