Caso Eduardo Viégas: Julgamento pode levar Daniel Leite Cardoso de volta à prisão

    Após mais de quatro anos do assassinato do empresário Eduardo Viégas, a Justiça pode determinar, em breve, a volta à prisão do veterinário Daniel Leite Cardoso. No dia 24 de março de 2025, será julgado um recurso da defesa dele contra a condenação no Tribunal do Júri.

    A defesa do veterinário quer a anulação do julgamento e um novo Júri Popular, alegando que houve erros no processo e que a condenação não condiz com as provas apresentadas.

    Já o Ministério Público e a Assistência de Acusação, representada pelo advogado Jonilton Lemos, discordam e defendem que a pena foi branda demais, pois ficou no mínimo previsto pela lei. Eles recorreram pedindo um aumento da pena, levando em conta a gravidade dos crimes.

    Além disso, a acusação quer que a Justiça siga uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a execução imediata da pena imposta pelo Tribunal do Júri. Se isso for aceito, Daniel Leite Cardoso poderá voltar à prisão assim que o julgamento do recurso for concluído.

    A decisão será tomada pelos desembargadores José Nilo Ribeiro Filho, Raimundo Nonato Neris Ferreira e Talvick Afonso Atta de Freitas, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

    *Relembre o caso*

    Em Junho do ano passado, Daniel foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por assassinar, a sangue frio, Eduardo Viégas e ferir gravemente, Josievely Cutrim Mendes, namorada da vítima. O crime aconteceu em 9 de setembro de 2020, dentro da Prontoclínica Veterinária, no bairro Monte Castelo, em São Luís. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.

    Mais de quatro anos após o assassinato brutal do empresário, a sensação de impunidade revolta familiares e amigos da vítima. Mesmo condenado por homicídio qualificado e lesão corporal grave, Daniel continua em liberdade. O Ministério Público pediu a prisão preventiva do réu, já que ele não estava cumprindo as restrições impostas anteriormente, mas o Tribunal do Júri negou o pedido.

    A decisão revoltou a família de Eduardo, que vê no caso um tratamento diferente em relação a outros crimes semelhantes. “Eduardo pediu apenas uma nota fiscal e foi assassinado! E quem fez isso continua solto, enquanto a gente luta para que a Justiça seja feita”, desabafa um familiar da vítima.

    O caso contraria o entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a prisão imediata de condenados pelo Tribunal do Júri, mesmo que ainda existam recursos. Um exemplo disso foi a prisão do engenheiro Diego Polary, condenado pelo assassinato do advogado Brunno Matos, em 2014. Diego também recorria em liberdade desde 2017, mas em setembro deste ano, a Justiça determinou que ele começasse a cumprir 10 anos de prisão em regime fechado, com base na decisão do STF (Tema 1.068).

    Agora, a esperança da acusação e da família de Eduardo é que a Justiça reveja o caso no julgamento do recurso, marcado para 24 de março de 2025. Se os desembargadores aplicarem a tese do STF, Daniel Leite Cardoso poderá ser preso imediatamente e, enfim, começar a cumprir a pena pelo crime cometido.

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    Denúncias revelam que hospitais municipais no Maranhão estão em péssimas condições de funcionamento

    A qualidade dos serviços de saúde nos hospitais municipais do Maranhão vem gerando preocupações crescentes, principalmente em relação à higiene e esterilização.

    Relatos anônimos destacam uma realidade alarmante, onde a escassez de infraestrutura e a redução no quadro de enfermagem comprometem a segurança dos pacientes. Esta postagem explora essas denúncias, revelando práticas recorrentes de descuido que colocam em risco a saúde pública.

    A situação nos hospitais municipais do Maranhão ultrapassa a mera inadequação — é uma crise flagrante de negligência, com a falta de autoclaves nas Centrais de Material Esterilizado (CME) representando uma das falhas mais graves e perigosas. Esses equipamentos são essenciais para a esterilização eficaz de instrumentos médicos, e sua ausência expõe pacientes a riscos severos de infecção, comprometendo fundamentalmente a segurança hospitalar.

    Em vez de utilizar autoclaves, alguns hospitais recorrem a métodos precários de limpeza com soluções desinfetantes, que são totalmente inadequados para eliminar micro-organismos de forma segura e efetiva. Este atalho perigoso na esterilização não só viola padrões básicos de saúde, mas também reflete uma falha alarmante no compromisso com o cuidado ao paciente.

    Além disso tudo, a prática inaceitável de substituir papel grau cirúrgico por papel Kraft e outros, apenas agrava o risco, revelando uma desconsideração perturbadora pela integridade dos procedimentos médicos. A combinação destas práticas inadequadas com a falta de pessoal qualificado para monitorar os processos de esterilização amplifica ainda mais o cenário de risco, transformando cada intervenção médica em um potencial desastre.

    A crise se estende ao corpo de enfermagem, que enfrenta uma sobrecarga de trabalho desumana devido ao número insuficiente de profissionais. Esta condição, segundo relatado, é conhecida pelo Conselho Regional de Enfermagem (COREN), e ainda aguarda intervenções efetivas para alívio e correção, perpetuando um ambiente de trabalho insustentável e perigoso.

    As denúncias apresentadas nesta publicação são não apenas alarmantes, mas também indicativas de falhas sistêmicas que requerem atenção imediata. A sobrecarga de trabalho dos profissionais de enfermagem, a inadequação dos processos de esterilização e a negligência com a infraestrutura de higiene nos hospitais municipais do Maranhão constituem sérios riscos à saúde pública.

    Assim, é imperativo que as autoridades e o Ministério Público Estadual reconheçam a gravidade desta situação e intervenham sem demora. A inércia não só aumenta o risco de incidentes médicos graves, mas também coloca em questão a integridade de todo o sistema de saúde pública.

    As autoridades devem responder com medidas decisivas e imediatas para corrigir estas falhas inaceitáveis. Cada momento de hesitação não é apenas um risco adicional; é uma falha direta em proteger aqueles que dependem desses serviços essenciais.

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    PF prende colombiano procurado pela Interpol por homicídio

    Supremo Tribunal Federal emitiu o mandado de prisão preventiva para extradição cumprido em Balsas/MA.

    Foto: Reprodução

    São Luis/MA. A Polícia Federal prendeu um homem foragido da Justiça colombiana nesta quarta-feira (19/3). A ação ocorreu em Balsas, a 810 km da capital do Maranhão. O mandado de prisão preventiva para fins de extradição foi expedido pelo STF.

    Foragido há mais de dois anos, o preso, de 28 anos de idade e natural da Colômbia, estava na lista da Difusão Vermelha da Interpol. Segundo as autoridades colombianas, o homem precisa ser extraditado àquele país para assegurar o prosseguimento do processo judicial e o cumprimento da pena pelo crime de homicídio e porte irregular arma de fogo.

    Após os procedimentos regulares e comunicações ao STF, o preso permaneceu custodiado no sistema prisional do estado, onde permanecerá até a extradição definitiva para a Colômbia.

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    Novas revelações fortalecem mais as suspeitas que recaem sobre o marido da influenciadora morta com tiros no rosto no Maranhão

    Um novo áudio de conversas entre Adriana Oliveira, vítima fatal de tiros no rosto no interior do Maranhão e amigas próximas levantam cada vez mais as suspeitas que apontam para o marido e o sogro da vítima.

    Foto: Reprodução

    No dia 15, a polícia foi comunicada pelo marido que um motoqueiro invadiu a casa do casal e a matou com tiros. Ele só esqueceu de pedir socorro médico. Os primeiros áudios mostram que a vítima já alertava para o comportamento estranho do marido e do sogro.

    Ontem, em novo áudio Adriana dizia para uma amiga da perseguição e ciúmes excessivos do companheiro. Contou que quando ele viajava deixava o pai vigiando a mulher.

    A polícia descobriu que o sogro da vítima, juntamente com outro filho, mataram com foice um fazendeiro, de que tomaram 120 cabeças de gado.

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    Na capital maranhense, Polícia Civil do Maranhão prende integrantes de quadrilha especializada em “saidinha bancária”

    Em uma ação rápida de combate à criminalidade na capital maranhense, a Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na tarde da última terça-feira(18), uma operação policial que resultou nas prisões em flagrante de cinco homens suspeitos de integrarem uma associação criminosa especializada na prática do crime conhecido popularmente como “Saidinha Bancária”.

    Com base nas investigações da Seccional Norte, os presos, todos do estado do Pará, agiam com divisão de tarefas e alto grau de organização, monitorando vítimas em agências bancárias para posteriormente realizar os assaltos. Durante as investigações, foi constatado que os indivíduos utilizavam veículos adulterados e armamento para abordar as vítimas e subtrair pertences de alto valor.

    Os criminosos já vinham sendo monitorados pela Polícia Civil do Maranhão após serem identificados como autores de crimes praticados nas últimas duas semanas em São Luís, incluindo assaltos nos bairros Calhau e Jaracati, onde vítimas tiveram valores expressivos subtraídos nas proximidades de agências bancárias.

    Ficou constatado ainda que que todos os cinco investigados já foram presos em outras oportunidades e que são considerados de alta periculosidade pela Polícia do Estado do Pará.

    Nesta terça-feira, policiais civis da DRF, da Seccional Norte e do 4º Distrito Policial, conseguiram localizar e prender os investigados. Quatro foram presos no bairro da Cohab, nas proximidades de instituição financeira, e um indivíduo, no bairro do São Cristóvão.

    Na ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra os envolvidos. Além disso, um dos suspeitos foi preso em flagrante durante a abordagem, sendo encontrada em um dos veículos uma arma de fogo de calibre .38 com munições intactas.

    Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Roubos e Furtos(DRF) para serem tomadas as medidas cabíveis e, em seguida, levados para uma unidade prisional onde   permanecerão à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no grupo criminoso.

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    Operação Mocajituba: Polícia Civil do Maranhão desarticula grupo criminoso envolvido em roubo e receptação de cargas

    A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), deflagrou nos dias 15 e 17 de março deste ano, uma força-tarefa batizada de “Operação Mocajituba”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em roubo e receptação de cargas.

    A ação foi conduzida pela equipe de investigação do Departamento de Combate ao Roubo de Cargas(DCRC/SEIC), com apoio do Grupo de Resposta Tática(GRT/SEIC), do Grupo de Pronto Emprego(GPE) de Timon, e o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas(DRACO) da Polícia Civil do Piauí.

    No sábado(15), na cidade de Teresina, foi preso um homem de 20 anos, apontado como um dos líderes da organização criminosa. Já nesta segunda-feira(17), os policiais civis prenderam, no bairro de Pedrinhas, em São Luís, um indivíduo suspeito de ser o motorista do grupo criminoso.

    As investigações tiveram início no ano de 2024, a partir do roubo de uma carga de fertilizantes, avaliada em R$ 70.000,00 (setenta mil reais), ocorrido no dia 26 de fevereiro de 2024, no bairro Vila Maranhão, São Luís, ocasião em que a vítima/motorista foi feita refém por várias horas enquanto a carga e o veículo eram desviados para um local seguro para os criminosos.

    Durante o cumprimento dos mandados, as equipes policiais apreenderam dispositivos eletrônicos, que serão analisados com o intuito de identificar possíveis outros integrantes do esquema criminoso.

    Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecerão à disposição da Justiça.

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    Criminosos se passam por ativista de direitos dos autistas e aplicam golpe pelo WhatsApp

    Nome e foto de Poliana Gatinho, que também é mãe atípica, foram usados para enganar famílias de pessoas com deficiência

    Na última terça-feira de Carnaval, Poliana Gatinho, funcionária pública de 41 anos e ativista de causas de pessoas com deficiência, teve seu nome e imagem usados por um criminoso —ou uma quadrilha de 171s, como parece ser o caso— para aplicar golpes pelo WhatsApp.

    A descoberta só foi possível porque participantes de um grupo de apoio a famílias maranhenses de PCDs, administrado por ela no aplicativo, alertaram ter recebido mensagens de alguém se passando pela ativista e indicando o contato que seria de um primo dela que tralharia no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Nas mensagens, o estelionatário alegava que beneficiários do Bolsa Família ou do BPC (Benefício de Prestação Continuada) teriam os auxílios bloqueados, mas que este primo poderia resolver a situação mediante um pagamento.

    “Nesse dia, cerca de 20 pessoas entraram em contato comigo pra avisar que tinham recebido as mensagens. Uma dessas pessoas me disse que observou que no dia do golpe o grupo estava falando sobre o tema [Bolsa Família e BPC] que o criminoso utilizou para enviar as mensagens pedindo dinheiro”, conta.

    Segundo Gatinho, os criminosos exploraram o medo das famílias vulneráveis ​​de perderem benefícios essenciais para sua sobrevivência. Uma pessoa caiu no golpe e transferiu R$ 400 para um PIX indicado pelos criminosos.

    “Eu dedico minha vida a essa causa [inclusão], principalmente às pessoas que não têm muita oportunidade, e isso me entristece muito”, lamenta.

    O Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal voltado para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Já o BPC garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda.

    “Dói no fundo da minha alma saber que teve uma vítima, que uma pessoa caiu. É um benefício para pessoas de baixa renda, então, é um valor que vai fazer muita falta para essa família”, diz a ativista, que é coordenadora regional do MOAB (Movimento Orgulho Autista Brasil).

    Poliana mostra o grupo “Pais e Mães na Luta”, que administra no WhatsApp para famílias de pessoas com deficiência e que pode ter sido usado pelos criminosos para identificar potenciais vítimas. Foto: Kethlen Mata / Atual7

    Poliana relata que no dia do ocorrido ela estava fazendo compras em um supermercado em São Luís quando começou a receber muitas mensagens de membros do grupo alertando sobre as tentativas de golpe.

    Ao examinar os prints enviados pelos participantes, a ativista identificou que foram utilizados dois números diferentes se passando por ela, ambos com DDD (Discagem Direta à Distância) do Maranhão – um 98 e outro 99, que abrangem a região leste e algumas áreas centrais do estado. Um dos contatos chegou a usar uma foto de perfil com o símbolo do CRAS e também uma foto dela com seu filho, João Lucas, autista, de 9 anos.

    Antes do incidente, o grupo “Pais e Mães na Luta” era aberto e qualquer pessoa poderia ter acesso. Após o ocorrido, Poliana fez uma análise de todos os participantes e excluiu perfis, no entendimento dela, suspeitos. “Eu deixei o aviso fixado dentro do grupo falando que é golpe, também fechei o grupo e, mesmo para quem tem o link, eu preciso aprovar para ver quem é e não entrar mais gente assim”, diz. O grupo contava com aproximadamente mil pessoas. Agora, permaneceram pouco mais de 800 participantes.

    Para Telma Nascimento, presidente da AMA (Associação de Amigos do Autista) no Maranhão, o golpe foi ainda mais cruel porque Poliana Gatinho é uma figura de credibilidade na comunidade autista e demais pessoas com deficiência, o que fez com que quem caiu no golpe confiasse sem hesitar no que era dito pelos criminosos. “Essa pessoa que fez isso deve ser punida. Ela usou a imagem de figura pública de Poliana, que tem trânsito principalmente entre as famílias de criança. Usou de má fé a imagem dela e as pessoas, com boa vontade, caíram no golpe”, diz.

    A ativista registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil maranhense na quinta-feira (6). Contudo, segundo informou ao Atual7, até a semana passada ainda continuava recebendo mensagens de pessoas relatando tentativas de golpe, inclusive com números com DDDs de outros estados.

    Mensagens mostram como criminosos iniciavam conversa de forma amigável para depois perguntar sobre Bolsa Família e BPC, criando um ambiente de confiança para aplicar o golpe. Foto: Kethlen Mata / Atual7

    Procurado pela reportagem, o chefe do DCCT (Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos) da SEIC (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), delegado Guilherme Campelo, não forneceu detalhes específicos sobre a investigação do caso, para não comprometer as diligências em andamento. Ele explicou que este tipo de crime é conhecido como “golpe do novo número”.

    “O criminoso habilita um número qualquer com o mesmo DDD do estado da vítima e passa a enviar mensagem aos contatos da mesma com a finalidade de obter vantagem econômica ilícita. É um golpe que já é aplicado há bastante tempo, mas, infelizmente, ainda faz muitas vítimas”, disse.

    Por envolver um recurso federal, o Atual7 questionou a Polícia Federal sobre o assunto. Segundo a assessoria da PF no Maranhão, embora o golpe possa envolver benefícios sociais do Governo Federal, esses programas seriam usados ​​pelos criminosos apenas como isca para atrair as vítimas. Por essa razão, ainda segundo a assessoria, a Polícia Federal não atua nesse tipo de caso, por não haver prejuízo econômico efetivo para a União.

    Dados da SEIC mostram que, considerando tanto o golpe aplicado com o nome e foto de Poliana Gatinho quanto outras modalidades criminosas de fraude eletrônica, a Polícia Civil maranhense registrou 19.894 crimes desse tipo apenas em 2023. No ano passado, foram 23.816 casos, o que representa um aumento de aproximadamente 20% em dois anos.

    Principais tipos de fraudes aplicadas via WhatsApp

    O presidente da Comissão de Direito Digital da Seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão, Edmee Froz, explica que existem diferentes tipos de fraudes aplicadas por criminosos via WhatsApp. Segundo ela, além do golpe do novo número, como no caso de Poliana, a clonagem da conta no aplicativo é uma das práticas mais comuns, em que os criminosos convencem a vítima, por meio de fraude, a compartilhar o código de verificação do aplicativo.

    Edmee aponta ainda que há outras modalidades, como o golpe do falso sequestro, em que os fraudadores reivindicam ter sequestrado um parente e desativar o pagamento imediatamente, e o golpe do falso emprego, no qual os criminosos prometem oportunidades de trabalho em troca de taxas antecipadas. Ela diz que também é comum criminosos se passarem por representantes de bancos ou empresas, criando falsas centrais de atendimento para induzir as vítimas a fornecerem dados sensíveis. A advogada alerta que um golpe também bastante utilizado é o envio de links maliciosos, conhecidos como phishing, redirecionando as vítimas para páginas falsas com o objetivo de capturar suas informações pessoais e bancárias.

    Edmée afirma que há sinais de alerta que podem indicar uma tentativa de fraude. De acordo com ela, os criminosos costumam usar diferentes métodos para enganar as vítimas, como enviar mensagens com tom de urgência, exigindo dinheiro em nome de familiares ou amigos.

    A advogada recomenda algumas medidas essenciais de segurança:

    1. Ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp
    2. Evitar compartilhar códigos de autenticação recebidos por SMS
    3. Confirmar com a pessoa ou empresa, por meio de outro canal de comunicação, antes de realizar qualquer pagamento ou transferência
    4. Caso receba mensagens suspeitas, bloqueie e denuncie os contatos diretamente pelo próprio aplicativo

    O que fazer ao ser vítima de uma fraude

    O delegado de Polícia Civil Guilherme Campelo explica que, se cair em um desses golpes, a pessoa precisa tomar algumas providências imediatas. “As primeiras ações que uma vítima, cuja imagem está sendo usada, deve adotar são: alertar seus contatos, publicando stories (nas redes sociais) e enviando mensagens a todos, enviar um e-mail ao suporte do WhatsApp solicitando a derrubada da conta impostora e registrar uma ocorrência policial com todos os detalhes do ocorrido”, destaca.

    Edmée Froz acrescenta ainda mais dois passos essenciais: comunicar imediatamente ao banco, caso tenha ocorrido transferência de dinheiro, para tentar reverter a transação, e procurar um advogado especializado, caso seja necessário tomar medidas judiciais.

    A advogada esclarece que, dependendo da modalidade do golpe, os crimes podem ser enquadrados em diferentes artigos do Código Penal brasileiro. “O estelionato pode resultar em pena de 1 a 5 anos de reclusão e multa, podendo ser aumentada se a vítima for idosa. Já o furto mediante fraude, quando há subtração de bens financeiros por meio de fraude digital, pode levar a uma pena de até 8 anos”, explica.

    Ela complementa: “O crime de falsa identidade se aplica quando o criminoso se passa por outra pessoa para cometer a fraude. A invasão de dispositivo informático é aplicável quando há acesso indevido ao WhatsApp da vítima sem autorização. Além disso, se houver a participação de uma organização criminosa, as sanções previstas na Lei nº 12.850/2013 também podem ser aplicadas”.

    Por Atual7

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    Polícia diz que execução de influenciadora com tiros no rosto, no Maranhão, foi feminicídio e atribui crime ao marido e sogro da vítima

    A polícia que investiga o crime de execução contra a influenciadora Adriana Oliveira, não tem mais dúvidas que trata-se de feminicídio atribuído ao marido e ao sogro da vítima, ambos presos desde sábado. Ela foi executada dentro da própria casa, na presença do marido, supostamente por um motoqueiro não localizado na cidade de Santa Luzia do Tide.

    Valdiley Paixão e a mulher Adriana Oliveira. — Foto: Reprodução

    Logo após o ocorrido, o marido, ao invés de socorrer a mulher, tratou de apenas ligar para a polícia, o que levou o delegado a desconfiar do comportamento estranho. Assim que o celular de Adriana foi apreendido, localizaram denúncias em que ela dizia para amigas mais próximas desconfiar do marido e do sogro e responsabilizar os dois pelo o que pudesse acontecer a ela.

    Os acusados foram presos junto com uma irmã do marido da vítima e nas próximas horas a polícia pretende divulgar a motivação do crime. A presença de motoqueiros como executores já foi descartada, restando somente como culpados o marido e o pai dele.

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    PF deflagra Operação Vovorica para combater fraudes contra o INSS em São Luís/MA

    Investigação revela esquema de reativação fraudulenta de benefícios previdenciários, causando prejuízo milionário aos cofres públicos.

    São Luís/MA. A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (17/3), a operação VOVORICA, com a finalidade de combater fraudes estruturadas em detrimento do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.

    A fraude consistia na utilização de documentação fraudulenta para a reativação, alteração de local e forma de pagamento, além da solicitação de desbloqueio e posterior obtenção de empréstimos consignados, tanto em benefícios previdenciários quanto assistenciais.

    Estima-se, de acordo com os cálculos efetuados pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), que o prejuízo causado com os pagamentos indevidos em 27 (vinte e sete) benefícios, inicialmente identificados, gira em torno de R$ 1,48 milhão. A economia projetada com a futura suspensão dos benefícios, considerando-se a expectativa de sobrevida informada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), atinge a cifra de R$ 820 mil. Entretanto, esses valores podem ser ainda maiores após a análise dos materiais apreendidos.

    Foi cumprido 01 (um) mandado de busca e apreensão na cidade de São Luis/MA e autorizada a quebra do sigilo de dados telefônicos, telemáticos, postais, bancários e fiscais.

    O envolvido poderá responder pela prática dos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público e uso de documento falso.

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    Deu no Informante: influenciadora famosa é executada com tiros na cabeça no Maranhão

    A influenciadora digital Adriana Oliveira, de 27 anos, foi assassinada a tiros dentro de sua residência em Santa Luzia, na noite de sábado (15).

    A vítima era bastante conhecida na cidade, acumulando mais de 29 mil seguidores nas redes sociais.

    Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), o atirador chegou ao local em uma motocicleta, invadiu a casa e disparou vários tiros na cabeça da vítima.

    O marido de Adriana estava presente no momento do ataque, mas não foi atingido. O suspeito fugiu logo após o crime.

    A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) já iniciou as investigações para identificar o autor do homicídio e descobrir a motivação do crime.

    Depoimentos estão sendo colhidos e equipes da PMMA realizam buscas na região em busca do suspeito.

    O caso segue em apuração e a polícia pede que qualquer informação que possa levar ao paradeiro do criminoso seja repassada de forma anônima às autoridades.

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    Em Açailândia, homem é preso acusado de estuprar portadora de síndrome de Down

    Na manhã desta sexta-feira (14), a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva contra um homem, acusado pela prática de estupro de vulnerável na cidade de Açailândia.

    Foto: Reprodução

    Consta dos autos que, o crime ocorreu no dia 08 de março de 2025, quando o autor abusou sexualmente da sua própria filha, que é portadora de Síndrome de Down, mediante a prática de conjunção carnal. Diante da gravidade dos fatos, a 2ª Vara Cível expediu o mandado de prisão contra o autor e, rapidamente autoridade policial representou pela sua prisão.

    O homem foi detido, após prestar depoimento na Delegacia Especial da Mulher de Açailândia, o preso foi conduzido ao sistema prisional, onde ficará à disposição do Poder Judiciário.

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    Homem joga álcool e ateia fogo em carro de luxo em São Luís

    Nesta quinta-feira (13), um episódio lamentável e criminoso foi flagrado pelas câmeras de segurança de um salão de beleza em São Luís.

    Foto: Reprodução

    Por volta das 10h, um homem se aproximou de vários veículos, que estavam estacionados em frente ao espaço Lushe Beauty, jogou alcool em um carro preto e depois ateou fogo.

    Logos em seguida, o criminoso saiu andando em direção ignorada.

    O caso provocou pânico entre os clientes e profissionais do salão. Até o momento, o homem não foi identificado.

    O fogo foi contido por outro que se aproximou rápido com um extintor de incêndio.

    Por Neto Ferreira

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