Uma equipe de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que estava acompanhada por agentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança foi alvo de tiros na sexta-feira (30) durante uma fiscalização perto de área indígena no sudoeste do Pará. Para a Polícia Federal, a ação criminosa teve o objetivo intimidar as ações: “Isso não vai nos intimidar, vamos continuar os trabalhos normais”, afirmou o delegado de Polícia Federal Luiz Carlos Porto. Ninguém ficou ferido.

De acordo com o delegado, a equipe formada por 4 fiscais do Ibama, 4 agentes da Força Nacional e 8 policiais federais estava em uma operação de fiscalização de áreas de degradação ambiental quando foi identificado um garimpo ilegal perto de uma área indígena. No acampamento, foi encontrada uma escavadeira grande, além de máquinas e bombas usadas em garimpos ilegais.

Os equipamentos menores foram destruídos no local, já a escavadeira foi inutilizada e só poderá ser retirada do local com o apoio do 51 BIS. Ao final da ação, no fim da tarde, a equipe foi surpreendida por tiros vindos da mata e policiais federais revidaram.

“A equipe atirou mais ou menos na direção de onde vieram os zunidos, contabilizaram oito tiros, mas não tem como afirmar, e cessou. Então nos retiramos. Acreditamos que eram as pessoas que estavam trabalhando no local e foram para a mata”, detalha o delegado Porto.

O delegado, que trabalha especificamente no serviço de conflitos agrários e ambientais de Brasília, explica que quando a equipe chegou, não havia mais ninguém no acampamento trabalhando, pois eles têm uma comunicação que avisa a chegada da fiscalização.

“Se tivessem mais tempo, tinham até enterrado as bombas, tratores, mas precisa de mais de um dia. Como a equipe vai ostensiva nas viaturas, pega balsa, eles têm um sistema de comunicação nas estradas e vão logo avisando. Se escondem na mata e ficam ali, o equipamento acaba ficando”, explicou ainda o delegado. Ninguém foi preso.

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