Três inquéritos criminais foram abertos pelo Promotor de Justiça Carlos Henrique Brasil Teles de Menezes, por delegação do Procurador-Geral de Justiça, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau, nos termos da Portaria GAB/PGJ nº 7675/2021, para apurar possíveis irregularidades na gestão do prefeito de Alcântara, William Guimaraes da Silva, o Padre William (PL).

Prefeito Padre Willian

As denúncias foram noticiadas ao Ministério Público. Uma se refere a ilegalidades em licitação destinada ao fornecimento de kits escolares para atender as demandas do munícipio que tem como contratante a Secretaria Municipal de Educação; outra corresponde à irregularidades na contratação de empresa para o fornecimento de material hospitalar, laboratorial e odontológico de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde e uma terceira sobre a contratação de escritórios de advocacia e contabilidade (Inexigibilidades nºs 01 e 02/2021) por parte da Secretaria Municipal de Governo de Alcântara.

São três contratos que juntos somam mais de R$ 2,2 milhões ao erário, todos encaminhados os Tribunal de Contas do Estado. As empresas são a Florescer Distribuidora de Livros Educacionais Ltda. – EPP,  I9 Saúde Equipamentos Médicos e Odontológicos Ltda. e a Infinity Locação Serviços e Gestão Eireli.

Em virtude das suspeitas de ilícitos por parte da prefeitura, o Promotor de Justiça Carlos Brasil adotou providências autuando o município, determinando cópia da portaria à Coordenação de Documentação e Biblioteca da Procuradoria Geral de Justiça para publicação no Diário Eletrônico do Ministério Público e um prazo de 90 dias para a conclusão do Procedimento Investigatório Criminal, consoante estabelecido no art. 13, da Resolução CNMP nº. 181/2017.

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