A violência no campo denunciada por moradores da zona rural dos municípios maranhenses de Senador Alexandre Costa, Governador Eugênio Barros e Governador Luiz Rocha trazem à tona o histórico criminal do proprietário da Insolo Agroindústria, Ricardo Castellar de Faria.

Empresário Ricardo Castellar de Faria

Os produtores rurais maranhenses atribuem à empresa a morte de mais de 50 gados na região, além de várias ameaças. Os animais foram mortos com tiro de pistola na barriga. Os moradores só descobriram a causa da morte após retirarem o coro dos animais e encontrarem a marca dos tiros.

As vítimas alegam que o homem responsável pela morte dos bovinos é um funcionário da Insolo, identificado como Matias,  e que já teria prestado o mesmo “serviço” em outras unidades, respondendo a processos criminais por ameaça.

A empresa também é acusada de ameaçar os moradores locais, com pequenos terrenos vizinhos, impedindo-os de transitar por estrada vicinais utilizadas a décadas pelos moradores da região. Conforme denúncias, algumas áreas são objeto de ocupação irregular pertencentes a terceiros, com quem o proprietário da empresa teria firmado contratos de arrendamento de algumas e opção de compra de outras.

Contudo, o empresário teria dado calote no proprietário dos imóveis, não pagando a remuneração correspondente às áreas arrendadas e nem o valor proposto na opção de compra. Mesmo assim, teria passado a ocupar os terrenos e produzir neles. O caso é objeto de três ações de execução que tramitam no Termo Judiciário de São Luís, cinco recursos no TJ-MA e  uma ação de produção antecipada de provas na comarca de Parnarama.

A vítima do suposto calote também ajuizou uma ação de reintegração de posse na comarca de Governador Eugênio Barros-MA para recuperar um dos imóveis que foi cedido a Ricardo Faria por nove meses com a promessa de que compraria a fazenda após esse prazo. No entanto,  o dono do terreno alega que o empresário não pagou o preço combinado e nem desocupou o imóvel.

Na localidade em que está acontecendo os casos de violência, intimidação e crimes ambientais já existe decisão judicial determinando a desocupação da área irregularmente. Nos imóveis situados em Governador Eugênio Barros e Senador Alexandre Costa, Ricardo Faria já teria sido condenado em segunda instância a pagar a remuneração do arrendamento ao proprietário, mas o pagamento ainda não teria sido efetuado.

Mesmo diante das decisões judiciais, o empresário consegue escapar. Pelo menos três juízes já se declararam suspeitos “por motivo de foro íntimo” e não puderam cumprir a determinação judicial. Cinco reclamações já foram registradas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra dois desembargadores e três juízes. Ricardo Faria já responde a mais de 700 processos judicias, em vários estados, e a quase dois mil, quando somados os processos em nome das empresas dele.

No ano passado, Ricardo Faria entrou na lista da Forbes, com patrimônio de R$ 17,45 bilhões, ocupando a 21º posição nacional. O empresário, de 49 anos, é conhecido como o “Rei do Ovo”. Ele é proprietário da Granja Faria, com sede no Sul de Santa Catarina, considerada a maior produtora de ovos comerciais, férteis e pintos no Brasil. Ricardo também é fundador da RCF Capital.


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