Divulgados no Blog do Luis Cardoso e em seguida na TV Mirante, um usuário da travessia São Luís/Cujupe que demonstra o estado de abandono de um dos ferries da empresa Servi-porto, o “Baía de São José”, tendo uma cachoeira em seu interior diante das fortes chuvas que assolam nossa cidade.

Água descendo do teto do ferry

Como o leitor e o telespectador observaram, as águas das fortes chuvas invadiram as goteiras no teto, causando rápido alagamento em pleno alto mar na embarcação, colocando a vida dos passageiros em grave risco, podendo resultar em uma grande tragédia. No dia seguinte, esperava-se uma resposta dura da Marinha ou do Ministério Público, que passaram calados, mudos, cegos e surdos diante do episódio.

Este é mais um relato da triste história que este blog já vem denunciando da tentativa da MOB em tomar os ferry-boats da empresa Servi-Porto para darem a uma empresa paraense que, sem ter embarcações e recursos, foi beneficiada e se tornou vencedora numa licitação marcada de irregularidades, já denunciada anteriormente.

Não satisfeitos com o estrago realizado, em dezembro de 2020 o governo voltou a intervir na empresa sob o mesmo pretexto e começou novamente seu pacote de maldades, não realizando adequadamente a manutenção dos ferries, abandonando e sucateando totalmente o ferry “Cidade de Tutóia” . Para piorar mais ainda,  pedindo dinheiro público através da Medida Provisória 360/2021 homologada pela Assembleia no intuito de endividar a empresa para que esta pague o próprio governo com seu patrimônio.

O vídeo abaixo apresentado veio para salientar a atuação desastrosa e mal intencionada de um governo que esquece da população quando seus caprichos políticos falam mais alto.

Para quem não recorda desta novela, em Fevereiro de 2020 o governo do Maranhão, sob o pretexto de melhorar os serviços de travessia, realizou a primeira intervenção na empresa tirando seus proprietários do comando sem respaldo legal e de uma forma abusiva nunca ocorrido em nenhum outro estado do Brasil. Passados 180 dias, o governo devolveu a empresa com um aumento na quantidade de atrasos nas travessias, motivo alegado para a intervenção, e ainda com dois novos problemas de alta gravidade: entregou danificado um dos motores do ferry “Cidade de Araioses” e ainda deixou a empresa inadimplente, pois parou de pagar os compromissos financeiros assumidos pela empresa junto às instituições bancárias.

O mais curioso é que a Justiça Estadual não se manifesta diante da quantidade de processos impetrados pela empresa usurpada na tentativa de recuperar seu patrimônio e gerir uma atividade que vinha exercendo sem grandes problemas já mais de 30 anos. O Ministério Público não toma providências diante destes fatos notórios e que a cada dia tornam mais arriscada a utilização deste transporte por aqueles que necessitam da travessia São Luís/Cujupe. E a Marinha, via a Capitania dos Portos segue como se nada estivesse acontecendo nos altos mares.

Lamentável que fatos como este só acontecem em nosso Maranhão!

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