Depois de praticar intervenção arbitrária na Servi Porto e facilitar que uma empresa do Pará ganhasse a concorrência sem a menor condições de operar na travessia de pessoas e veículos no percurso que liga São Luís para a Região da Baixada, o governador Flávio Dino assite as centenas de reclamações dos usuários sem tomar providências.

Desde que houve a intervenção ou estatização bem ao estilo comunista, pessoas que precisam fazer a travessia reclamaram e até já fizeram protestos contra a apropriação indevida da empresa que presta serviços de mais qualidade e segurança. Mas nada demove o governador que entregou os serviços a uma empresa que não possui uma barca para realizar as os deslocamentos.

A empresa CELTE NAVEGAÇÃO, que apresentou a maior oferta no processo de licitação para exploração dos serviços de travessia São Luís/Cujupe para os dois lotes da concorrência, tinha valor mínimo de R$ 1.568.570,34, a um valor máximo de outorga para os dois lotes de R$ 15 milhões (algo não muito comum quando a concorrência é pequena). Entretanto, pasmem, não possui as 4 embarcações exigidas para realizar a travessia.

Esta empresa é conhecida dos paraenses por possuir apenas um conjunto balsa/empurrador autorizado a fazer travessias de veículos pela ARCON/PA, agência reguladora daquele estado, que carregam veículos, mas não possuem ferreys boats e sua balsa/empurrador não é capaz de realizar a travessia entre São Luís e Cujupe. Aliás, lá pelas bandas do Pará já foram reportados alguns incidentes com a empresa nos anos de 2019 (saiba mais nos links https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2019/05/02/cabos-de-empurrador-rompem-e-balsa-tomba-em-barcarena.ghtml)

Além do atraso no percurso, algumas embarcações, por falta de manutenção , ficam à deriva em alto mar, colocando em risco a vida dos usuários e dos proprietários de carros que pode cair no fundo do mar, mas nada que altere o humor ou a vontade de Flávio Dino em impor sua política de perseguição a diversos empresários no Maranhão que não rezam sua cartilha.

O Blog do Luís Cardoso foi o primeiro a fazer uma série de denúncias sobre as atitudes ilegais do governo, inclusive o da licitação que favoreceu a empresa Celte, sem estrutura para comprar novas balsas ou reformar e promover a manutenção das atuais. O deputado Wellington  do Curso chegou a propor uma CPI para apurar as denúncias, mas a bancada governista abafou tudo.

Familiares dos verdadeiros donos da Servi Porto passam por uma situação de grande sofrimento, pois até as dívidas contraídas para a compra de novas embarcações o governo nunca assumiu e os juros estão virando uma montanha de neve, ao ponto de alguns bancos obrigarem as vendas de outros negócios empresariais da família para fazer face ao elevados juros.

Mas nada que sensibilize o governador, que criou raiva da família por não votar com ele em nenhuma das eleições para governador. Metido a ser Cristão, Flávio Dino esquece uma passagem bíblica que diz assim: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

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