Comunista uma vez, duas, três, quatro, cinco e seis. A veia do comunista vem latejando no corpo todo do governador Flávio Dino. Dono do estado e com o estado querendo ser dono de tudo, o governador do Maranhão começou tomando a Servi-Porto, uma empresa marítima que foi a pioneira na travessia dos mares que separam São Luís da Baixada do Maranhão.

E acabou o governo se apossando da propriedade alheia e entregando para o comando da MOB, uma empresa estatal. Insatisfeito, quer agora entregar a responsabilidade das atividades da Servi-Porto a uma futura empresa via licitação, com cartas marcadas ou não. Aos verdadeiros donos da empresa os prejuízos trabalhistas e outras dívidas pelo fato de que são considerados amigos da família Sarney.

Em seguida, quem caiu no golpe comunista foi uma cooperativa de médicos que montou o HCI, aquele hospital que funciona na avenida Jerônimo de Albuquerque, na altura do Bequimão, próximo do Roque Santeiro.

Tudo começou com um acordo de arredamento para tornar o HCI em um hospital de campanha. Depois, a punhalada. Além de não pagar o arrendamento, decretaram o estabelecimento como propriedade do estado, numa espécie de desapropriação em nome da coletividade. Os prejuízos ficaram com os médicos.

Agora, Flávio Dino se anima pra cima da lei aprovada pela Câmara dos Deputados, que permite ao empresário  comprar vacinas contra o coronavírus e imunizar seus empregados e outra parte será doada ao SUS.  O governo daqui já passou a enxergar a possibilidade de confiscar a outra parte. E aos empresários, nada.

O próprio governador já explicou que trata-se de requisição administrativa, ou seja: “Empresas compram e os estados requisitam. Bem simples”.

Então, que a família Fecury fique atenta: o Ceuma doou por uma temporada um espaço, no Renascença, onde obriga hoje mais uma hospital de campanha. O Governo do Estado do Maranhão pode acabar confundindo o privado com o público.

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