A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) e o Ministério Público Estadual realizaram, na manhã desta sexta-feira (30), a apresentação da campanha “Rede do Bem: estamos aqui para ajudar” a profissionais da imprensa que trabalham em órgãos de comunicação em São Luís.

Além de diversos jornalistas, radialistas e blogueiros, o evento contou com a participação da deputada Daniella Tema (DEM), do procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, do médico psiquiatra Ruy Palhano, da tenente-coronel Cristiane Luna e da promotora de justiça Cristiane Maia Lago, diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAOP/DH).

Na abertura do evento, realizado no Auditório Neiva Moreira, do Complexo de Comunicação da Alema, a deputada Daniella Tema falou da importância da campanha “Rede do Bem”, que tem o objetivo de promover a prevenção contra o suicídio.

“A Assembleia Legislativa do Maranhão abraça essa causa, que é uma causa nobre, em defesa da vida, por iniciativa do deputado Fábio Macedo e que, agora, com certeza, vai avançar com o apoio de todos os parlamentares desta Casa”, afirmou.

Ela destacou, também, a importância do Fórum Estadual de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, com apoio do deputado Fábio Macedo, autor das leis que criaram o Dia Estadual de Combate à Depressão e o Programa de Auxílio a Pessoas com Depressão no âmbito da Rede Pública Estadual de Saúde.

O procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, fez uma breve fala destacando a importância da campanha. Ele salientou que o suicídio, hoje, é uma questão grave, que deve ser tratada como problema de saúde pública.

Logo em seguida, a promotora de Justiça Cristiane Maia Lago proferiu palestra com uma explanação sobre os objetivos da campanha e sobre os fatores que levam ao suicídio. A promotora chamou a atenção dos profissionais da imprensa sobre recomendações para a cobertura de ocorrências relacionadas ao suicídio. Ela fez, também, uma explanação sobre o Fórum Estadual de Prevenção à Automutilação e ao Suicídio, que existe desde dezembro de 2017.

O Fórum é composto por entidades e instituições públicas e privadas, com o intuito de fundamentar a Política Estadual de Prevenção ao Suicídio. Atualmente, segundo a promotora de justiça Cristiane Maia Lago, o Fórum é coordenado pelo Ministério Público Estadual, para o atendimento de pessoas que se encontram em sofrimento psíquico.

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

O Ministério Público do Maranhão, por meio do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos – CAOP/DH, realizará em São Luís, no próximo dia 10 de setembro, um grande ato público para marcar o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, com a participação de várias instituições municipais e estaduais.

De acordo com informações da diretora do CAOP/DH, o Fórum é a continuidade de um trabalho que o Ministério Público está desenvolvendo em parceria com a sociedade para prevenção ao suicídio.

“São representantes de várias instituições e da sociedade civil, também, no sentido de fazermos todos juntos um plano estadual de prevenção ao suicídio, que vai atender a necessidade de toda a população. O trabalho será implementado, a princípio, nas escolas públicas”, destacou a promotora.

Presente na discussão, o médico psiquiatra Ruy Palhano ressaltou a importância das Secretarias de Saúde e Educação trabalharem em conjunto para obter mais fluidez na transmissão de informações e realização de atividades.

Deliberações

No fórum, também foram criadas duas comissões. A primeira, que tratará de reunir dados estatísticos sobre suicídio e automutilação de estudantes e adolescentes da rede pública de ensino, vai fazer diagnósticos e, a partir dos dados coletados, preparar ações de combate aos problemas. A segunda comissão será responsável por criar um plano estratégico de atividades nas escolas públicas, a fim de prevenir tais ocorrências.

Sobre os próximos passos do projeto, a promotora Cristiane Lago destacou a realização de atividades dentro do ambiente escolar. “Estaremos nas escolas identificando lideranças que sejam protagonistas nesse trabalho de identificar alunos em situação de automutilação e depressão, fazendo esse contato entre a escola e o setor público na área de saúde e assistência social”.

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