O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) realiza neste momento, no auditório da Faculdade de Arquitetura (Centro), assembléia regional de São Luís da categoria para analisar a contraproposta de recomposição salarial apresentada pelo governo do Estado na última terça-feira (dia 15). Naquele dia, representantes do Sinproesemma e os secretários César Pires (Educação), Luciano Moreira (Administração) e João Abreu (Casa Civil) se reuniram para a quinta rodada de negociações entre as partes.

Baseado na pauta de reivindicações da categoria protocolada no dia 11 de maio, o Sinproesemma levou para as duas últimas reuniões a proposta de uma recomposição salarial de emergência, a ser aplicada até a elaboração do PCCS e o Estatuto do Educador. A referência é o percentual de 19,2% pelo qual foi reajustado a valor aluno/ano do Fundeb.

Mas segundo o presidente do Sinproesemma, professor Júlio Pinheiro, pouco se avançou. “Inicialmente, os representantes do governo apresentaram proposta de recomposição de 4,1%. Ao final da reunião, fizeram uma nova proposta de 6,1%, que somados à antecipação em abril de 5,9% alcança os 12,35%”, explica Júlio Pinheiro. “Mas nada foi acordado, pois está abaixo do reinvidicado pela categoria”, conclui.

Ainda assim a proposta será apresentada às assembléias regionais da categoria – entre elas a de hoje (dia 21) em São Luís –, que decidirão se aceitam ou não. Na quarta-feira, durante o Dia Nacional de Luta pelo Piso Salarial, o Sinproesemma distribuiu um manifesto em que não descarta a greve da categoria. O texto “alerta a sociedade maranhense: está nas mãos do governo atender às reivindicações dos educadores e evitar prejuízos aos alunos e alunas da rede estadual de educação devido a uma paralisação por tempo indeterminado”.

A categoria também pode optar por realizar uma paralisação de advertência de 48 horas, pois já está em estado de greve.

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