Chegou hoje (17), no quarto dia sem que nenhum pingo de água caia nas torneiras da ampla maioria dos bairros de São Luís. O Governo do Estado finge que não sabe do problema e o prefeito da capital se recolhe ao silêncio comprometedor. Claro, nenhum dos dois executivos públicos sentem na pele e na garganta a ausência do líquido precioso.

Foto: Douglas Pinto

A problemática do abastecimento de água e dos serviços de esgotamento sanitário é do Estado, mas não podemos deixar de esquecer que moramos numa cidade que teve um prefeito eleito para conduzir nossos destinos sempre na busca de oferecer dias melhores. Elegemos vereadores e deputados para nos representar, mas todos permanecem calados.

Quando tivemos a oportunidade de responder ao governador em outubro de 2018 que água é saúde e que é algo essencial para nossas vidas, ficamos aplaudindo Flávio Dino quando ele passava nas ruas pedindo o seu, o meu, os nossos votos. O eixo Itaqui/Bacanga, um dos mais populosos com seus inúmeros bairros e vilas nunca fez um protesto por causa da falta de água. Temos, sim, uma parcela grande de culpa pelo estado de abandono e desprezo que vivemos.

Não percebo, aliás, nunca olhei, um prefeito de São Luís bater às portas do governador para exigir a solução do problema. Nunca soube de uma visita sequer de Edivaldo Holanda Júnior a sede da Caema para exigir respeito com a população. Não tenho conhecimento de audiência públicas dos dirigentes da Caema na Assembleia Legislativa ou na Câmara Municipal de São Luís.

Todos os meses pagamos as contas com ou sem água. No caso da ausência, diz o Código do Consumidor que o órgão responsável pelo abastecimento terá que alugar carros pipa para que o líquido precioso não nos falte. Nunca olhei o Procon se pronunciar a respeito.

Então, diante do silêncio das autoridades, resta-nos a sede, o fedor, a sujeira e a garganta seca sem força para explodir um fio de voz para gritar BASTA!

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