A violência contra a mulher tem crescido de forma assustadora do Maranhão. Nos últimos três anos, de acordo com dados da Policia Civil, foram contabilizados no Estado 141 casos de feminicídio.  Somente nos quatro meses de 2022, 20 mulheres foram assassinadas. Em 2021, foram 56 registros desse tipo de crime.

Celcilene, Ianca e Viviane, vitimas de feminicídio

Recorrentes de ameaças, violência doméstica e familiar, geralmente as vítimas pagam com a própria vida o fim de um relacionamento amoroso onde o companheiro não aceita a separação.

As últimas mortes registradas foram brutais, assim como vários outras contabilizadas em diversas cidades maranhenses.

Na noite da última terça-feira (3), Elionai Sousa Silva, de 43 anos, matou a facadas Celcilene Santana Rodrigues, de 31 anos, em um quarto de uma pousada localizada no bairro Madre Deus, região central de São Luís. O autor dos golpes, que também foi ferido, encontra-se internado.

Na noite do último sábado (30), Ianca Vales do Amaral, de 26 anos, ainda tentou fugir dos disparos efetuados pelo marido Rony Veras Nogueira, de 41 anos, mas não resistiu e morreu na residência do casal, que fica localizada na Avenida Gonçalves Dias, no Centro da cidade de Dom Pedro. Foram mais de cinco tiros contra a vítima. O assassino encontra-se preso em Pedrinhas.

Ainda em abril, o subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Mário Sérgio Jardim, matou e ocultou o cadáver da esposa Viviane Batista Marques, de 31 anos, em Bacabeira. O corpo dela foi encontrado dias depois pela polícia nas proximidades da cidade de São Benedito do Rio Preto, no Povoado Santa Rosa. O militar também está preso.

Todos esses casos estão sob investigação do Departamento de Feminicídio, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

A delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das Delegacias de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, informou a maioria das vítimas são jovens, com idade entre 18 e 49 anos, e que existem ações preventivas através de atividades sociais com utilização de materiais de informação sobre relacionamento abusivo e com orientações para que as vítimas denunciem.

No que se refere à violência sexual, infelizmente, a maioria das vítimas é formada por menores de idade. São abusadas sexualmente por pessoas que convivem ou que já conviveram com elas, como pais, padrastos, irmãos, tios, e amigos”, disse a delegada.

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