Chamado novamente para depor, desta vez sobre a citação de dois deputado e um secretário de Estado como pessoas que resolveriam o caso da máfia de contrabando presa, o líder da organização criminosa, ex-vice-prefeito de São Mateus,  Rogério Sousa Garcia, usou o direito constitucional de ficar calado e só responder em juízo quando lhe foi perguntado quais os nomes das autoridades que poderiam proteger o bando. 

A informação foi dada pelo próprio secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, ao garantir que a investigação para saber os nomes dos dois deputados e do secretário estadual a que se referiu Garcia permanecerão. Para Portela, não importa quem esteja envolvido, mas todos os que tenham participação no crime irão responder civil e criminalmente. 

Na conversa a que teve acesso inicialmente o jornalista e vereador Marcial Lima, Mirante AM, o ex-vice fala para um interlocutor por telefone que dois deputados e um secretário usarão de influência para abrandar a situação, mas sem citar nomes. Ele disse ainda que tudo se resolverá quando houver a troca de comando, sem especificar qual, no máximo até o final deste mês de março quando “tudo estará sob controle”.

O número de presos pulou de sete para 15, sendo 7 só de militares, um delegado e um advogado, que davam proteção para o esquema de contrabando de mercadorias contrabandeadas. Com três depósitos estourados acredita-se que o valor apreendido ultrapasse a R$ 20 milhões.

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