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O deputado estadual Yglésio Moysés (PROS) sugeriu, nessa quinta-feira 30, em publicação no Twitter, mas sem fazer citações e sem entrar em detalhes, que possa ter havido um acordão entre o Ministério Público, Poder Judiciário e o Governo do Maranhão para a adoção na Ilha de São Luís do chamado lockdown —termo usado para situações de paralisação total ou parcial do deslocamento de pessoas e, consequentemente, da economia.

“Nova modalidade de Lockdown: O CombinaDOWN. Jabuticaba maranhense”, publicou o parlamentar, em referência à determinação do juiz Douglas Martins, a pedido do MP, para que o governador Flávio Dino (PCdoB) decrete a medida restritiva, a partir de 5 de maio próximo, inicialmente pelo prazo de 10 dias.

De fato, coincidentemente, há cerca de um mês, Dino vinha ameaçando decretar lockdown em São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, mas vinha resistindo a adotar a medida restritiva, já declarando que, no máximo, poderia ser algo parecido com o fechamento total. Com a determinação judicial, porém, o comunista garantiu que não pretende recorrer, que a decisão será prontamente cumprida.

Para Yglésio Moysés, que é médico, a falta de testagem em massa, de plano de contingência e de comunicação eficaz sobre a adoção do lockdown pode levar a capital e demais municípios da Região Metropolitana à explosão de casos de infecção e de óbitos pelo novo coronavírus.

“Lockdown sem planejamento de comunicação, sem plano de contingência, sem testagem é ‘LOUCDOWN’”, publicou Yglésio, destacando não ser contra “apertar” o isolamento social, mas à forma “problemática e errada” como está sendo feita.

“Já era pra ter minimamente alguns cards explicando o que funciona e o que deixará de funcionar. Informação; Informação; Informação. Comunicação proativa, sincera e segura: isso que o povo precisa pra ficar menos tenso na pandemia”, ressaltou.

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