Denunciadas pelo Ministério Público por fraude em concursos públicos realizados pelas Prefeituras maranhenses, os Institutos Crescer Consultorias e Machado de Assis já movimentaram quase R$ 6 milhões em contratos entre 2015 e 2019.

Sede onde funciona o Instituto Crescer e Consultorias
Os dados foram colhidos pelo Blog do Neto Ferreira no Sistema de Acompanhamento de Contratações Públicas – Sacop do Tribunal de Contas do Estado.O levantamento feito pela reportagem apurou que o lucro do Crescer Consultoria tem sido maior que o Machado de Assis, que movimentou R$ 2.845.131,00 milhões nas Prefeituras, bem menos que o Assis, que faturou R$ 3.080.690,00 milhões.Outro ponto que merece destaque é o fato de os dois Institutos ficarem localizados no mesmo bairro de Teresina, no Piauí: no Ininga.

Em uma Ação Civil Pública enviada pelo Ministério Público maranhense ao Judiciário, que pedia a anulação do concurso público de Açailândia por diversas irregularidades, consta que o sócio-administrador das entidades era a mesma pessoa, o Ayrton Medeiros Rodrigues.

Porém, o Blog pesquisou e descobriu que os membros da sociedade foram mudados. Atualmente, os sócios do Crescer são Ayrton Medeiros Rodrigues e Marlen Oliveira Lopes; e os do Machado de Assis são Raimundo Wernes Fernandes Torres Filho e Elmira Paulo Dias.

Em outra Ação protocolada no Judiciário contra o Instituto Crescer, o órgão ministerial requereu a suspensão do certame em Viana e relatou a existência de uma possível organização criminosa montada pelas entidades piauienses.

E disse também que o esquema foi alvo de investigação pela Polícia Civil do Estado do Piauí, com a expedição, pelo Juízo de Direito da Comarca de Cocal, de mandados de busca e apreensão, bem como a imposição de medidas cautelares diversas da prisão em face dos sócios, empregados e prestadores de serviços das empresas Instituto Machado de Assis e Crescer Consultorias.

“Desse modo, o órgão ministerial sustentou a existência de indícios de que a empresa CRESCER CONSULTORIAS LTDA esteja atuando junto a alguns municípios maranhenses, em conluio com outra empresa do ramo, o Instituto Machado de Assis, para fraudar procedimentos licitatórios por meio da inclusão, nos editais, de cláusulas ou exigências que restringem a competição, direcionando os certames”, diz trecho da decisão que anulou o concurso de Viana.

Além dos concursos de Açailândia e Viana, outros certames realizados pelos Institutos foram anulados pela Justiça do Maranhão, como o de Paço do Lumiar.

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