No PI, desembargador quer prisão de jornalista por reportagens que o citam em grilagem

Arimateia Azevedo, no Portal AZ, conseguiu um habeas corpus preventivo para não ser preso.

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O jornalista Arimateia Azevedo, do Portal AZ, obteve habeas corpus preventivo para não ser preso, após o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Erivan José Lopes, haver pedido sua prisão preventiva, em razão de reportagens que citam o magistrado em grilagem de terras.

Segundo o Diário do Poder, Azevedo e outros veículos do Piauí divulgaram denúncia do promotor Galeno Aristóteles, do município de Luis Correia (PI), com áudios e textos de conversas que seriam do magistrado com pessoas supostamente envolvidas no que o promotor denominou ‘organização criminosa’.

No bojo da ação que tramita na 8ª Vara Criminal, o ex-presidente do TJ-PI já teve concedida liminar proibindo o jornalista de citar o seu nome. Agora, os advogados de Erivan Lopes pedem a prisão de Arimateia Azevedo.

Diante da ameaça, a defesa do profissional de imprensa ingressou com habeas corpus preventivo no TJ do Piauí, e conseguiu salvo-conduto, que impede Azevedo de ser preso.

Arimateia Azevedo argumenta que não pode ser responsabilizado criminalmente pelas reportagens, que somente relatam fatos públicos, e que também foram objeto de comentários em outros veículos de imprensa.

Ele é um dos mais respeitados jornalistas do Piauí, pela coragem em denunciar malfeitorias de poderes. Nos anos 80, notabilizou-se por denunciar o crime organizado no estado, resultando na prisão do chefe da organização criminosa, o coronel PM Correia Lima, além de seu bando. Coleciona mais de uma centena de processos por denunciar supostas ilegalidades cometidas principalmente por agentes públicos.

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