Traição na PM: soldado pega mulher militar com amante tenente

Um tenente da PM foi flagrado com a mulher de um soldado. Ela também é militar. Insatisfeito com a cena, o soldado tira a companheira de dentro do carro do tenente, que saca uma arma e ainda apanha do traído.

A traição quase termina em morte na noite de quarta-feira em uma conveniência de um posto de combustível, quando o soldado Rafael da Silva de Souza arranchou a mulher Lucianne Perrone de dentro do carro do pé-de-pano e começou a chutar o veículo. O mais graduado, tenente Diego Feitosa puxou a arma e o soldado reagiu: “Atira, porra, atira!”.

Foto: O marido traído, a mulher e o oficial (foto menor): triângulo amaroso quase termina em tragédia

Como o tenente não atirou, o soldado partiu pra cima dele e o espancou. O fato aconteceu na cidade de Manaus e dois vídeos (abaixo) estão viralizando na internet.

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TSE detecta mais de 25 mil pessoas com títulos eleitorais duplicados

Cadastramento biométrico (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Cadastramento biométrico (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Entre 64 milhões de eleitores que já realizaram o cadastramento biométrico, a Justiça Eleitoral detectou mais de 25 mil títulos de eleitor duplicados, informou a Secretaria de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

cadastramento biométrico começou em 2008 e é um método que permite identificar o eleitor por meio da impressão digital. O objetivo é prevenir fraudes e tornar as eleições mais seguras porque, segundo o TSE, a identificação biométrica impede que um eleitor vote no lugar de outro. De acordo com o tribunal, 44% dos eleitores fizeram o cadastro. A meta é concluir o cadastramento até 2022. No total, há 146,3 milhões de eleitores no país.

Segundo o secretário Giuseppe Dutra Janino, as duplicidades são identificadas ao se comparar as impressões digitais de novos eleitores cadastrados com as de eleitores cujas digitais já fazem parte da base de dados do TSE.

As ocorrências são classificadas em quatro categorias pelo tribunal – desde erro na própria coleta até falsidade ideológica (leia sobre todas as categorias mais abaixo). Em um dos casos detectados, uma única pessoa, de Goiás, portava 52 títulos de eleitor.

“Isso significa que nós estamos descortinando uma fragilidade do processo eleitoral brasileiro. Porque para ter o título de eleitor, essa pessoa precisaria de 52 carteiras de identidade e com isso poderia tirar 25 CPFs. A fraude não se limita ao processo eleitoral”, explicou Janino.

Todas as ocorrências registradas são remetidas ao juiz eleitoral da jurisdição na qual o eleitor é cadastrado para que seja feita a análise das coincidências.

De acordo com cada caso, o juiz pode determinar o cancelamento de uma ou de todas as inscrições eleitorais e, se identificada fraude, solicitar a abertura de processo criminal na Polícia Civil.

Categorias de irregularidades

  • Falsidade ideológica – Uma mesma pessoa se registra junto à Justiça Eleitoral com documentos falsos (CPF, RG etc.), sendo incluída no Cadastro Nacional de Eleitores com nomes e filiações diferentes.
  • Duplo cadastramento – Um eleitor solicita a transferência do título para outro domicílio, porém é cadastrado novamente pela Justiça Eleitoral em vez de ter a inscrição transferida.
  • Falso positivo – O sistema aponta duas pessoas distintas em uma coincidência das impressões digitais de apenas um ou dois dedos. Como o sistema é programado, segundo o TSE, para ter um nível de tolerância extremamente baixo, mesmo que apenas uma dentre as dez digitais de uma eleitor coincida com a de outro, é aberta uma ocorrência.
  • Erro de cadastramento – Em razão de um eventual erro de cadastramento, duas pessoas aparecem com digitais semelhantes. Isso faz com que digitais de um eleitor sejam gravadas no banco de dados como se fossem de outro, de modo a dois eleitores compartilharem as mesmas impressões digitais.

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Integrante do Bando que roubaria R$ 1 bilhão do BB de São Paulo, volta para Pedrinhas

Beneficiado pela saída temporária do Dia das Mães, Marcos Paulo Chini, conhecido por “papel”, não retornou ao presídio de Pedrinhas. Só foi localizado no dia 03 deste quando a polícia paulista descobriu uma operação montada por 17 bandidos para assaltar R$ 1 bilhão do Banco do Brasil. Lá estava “papel”, pronto para levar alguns milhões e sumir do mapa. 

Preso no dia 6 de novembro de 2015, pela Seic e Greco do Piauí, por assalta a uma agência da Caixa Econômica Federal,  “papel” nunca mais deu as caras desde maio deste ano. Ele estava em São Paulo participando de um bando pesado de assaltantes a bancos.

Os bandidos pegos pelos policiais paulistas conseguiram escavar um túnel que daria direto dentro do cofre do Banco do Brasil, mas eles estavam monitorados e toda a operação foi abortada no dia em que seria executada.

“Papel” aguarda uma decisão da Justiça de São Paulo para que possa voltar ao presídio de Pedrinhas e, agora, sem as regalias das saídas temporárias.

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Suicídio de médico que esquartejou amante repercutindo na grande imprensa nacional

“O ex-médico encontrado morto implantou silicone nas nádegas”, diz o Globo na edição de hoje, domingo, dia 24. “Ex-médico Jorge farah andava vestido de mulher antes de morrer, dizem os vizinhos”, emenda na capa o G1, um dos maiores sites de notícias do país. A grande imprensa nacional, inclusive a TV Globo ,deu cobertura total ao suicídio do médico Farah Jorge Farah, que cortou a veia femoral em sua casa, na zona sul do São Paulo. Se fosse no blog do Luis Cardoso…

 

Os números de suicídios no pais aumentam de forma surpreendente e o blog tem cobrado políticas públicas para a questão, como a instalação de Centro de Valorização a Vida, ao menos um em cada estado. No Maranhão, até hoje, nunca existiu.

Com o intuito de ajudar a prevenir e evitar as ações suicidas, ainda sim o blog tem sido criticado, inclusive por setores da imprensa local de que as publicações estimulam os gestos extremos. E mais: expõe a vida pessoal da vítima. E tem até que chegue ao absurdo de sustentar que as publicações podem levar a um suicídio coletivo, uma catástrofe.

Ora, os dois últimos idosos que se deram cabo à vida em um povoado em Grajaú, no dia 22 deste, nunca tiveram acesso às informações do blog. Talvez aos noticiários da TV Globo sobre suicídios de famosos.

Desde o dia (22 deste) em que o médico que esquartejou sua paciente e amante recorreu ao suicídio cedo da manhã, que os noticiários da grande imprensa nacional repercutem até hoje. E quase todos expondo a vida íntima da vítima. Se fosse o Blog do Luis Cardoso…

Existe uma convenção extra oficial no jornalismo que aconselha a não publicação dos suicídios, quando deveria apontar para uma abordagem menos dolorida às famílias. E deixa livre uns tais de chamados casos especiais, geralmente os de celebridades.

Enquanto isso, o número de mortes por suicídios cresce no Maranhão, os casos de depressão não são tratados como doença, e o poder público finge que se sensibiliza com o problema.

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Em ofensiva, Planalto libera R$ 1 bilhão a deputados e senadores

Folha.com

Pedro Ladeira/Folhapress
Deputados protestam contra votação favorável a Michel temer na CCJ da Câmara
Deputados protestam contra votação favorável a Michel temer na CCJ da Câmara

CAMILA MATTOSO
RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA

O Planalto liberou nos últimos dois meses R$ 1 bilhão para projetos de emendas de parlamentares. O valor é 31% maior do que o mesmo período do ano passado, quando Michel Temer ocupava o cargo de presidente interino após afastamento de Dilma Rousseff.

Os pagamentos acontecem em meio à ofensiva de Temer contra as acusações que lhe foram feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de corrupção passiva.

O levantamento foi feito pela Folha no “SIGA Brasil”, sistema de informações do Orçamento federal.

A delação da JBS, que provocou a maior crise desta gestão, foi divulgada em maio. Em junho, o procurador-geral, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra Temer.

“Quem apoia, tem a verba”, disse o deputado Lincoln Portela (PRB-MG), que apesar de ser de um partido governista, foi sacado da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para dar lugar a um deputado com voto decidido para salvar o presidente.

“Desde [o governo] Sarney até Temer, quem está com o governo sempre tem oportunidades maiores neste contexto do que quem não está.”

Todos os 594 deputados e senadores têm direito a apresentar, anualmente, emendas individuais e coletivas ao Orçamento. Em geral, os congressistas priorizam obras e investimentos em seus redutos eleitorais. Para o Orçamento de 2017, cada parlamentar apresentou, individualmente, até 25 emendas no valor total de R$ 15,3 milhões.

Apesar de as emendas terem formalmente o caráter “impositivo”, ou seja, de execução obrigatória, a real liberação do dinheiro está sujeita a contingências políticas e administrativas.

Folha ouviu parlamentares da oposição, que relataram não ter recebido dinheiro para as emendas. “São cenas explícitas de fisiologismo e cooptação, visando a sobrevivência de um governo moribundo. Só isso já daria mais uma denúncia de corrupção para caçá-lo”, afirmou o oposicionista Ivan Valente (PSOL-SP).

OUTRO LADO

A reportagem enviou três perguntas ao presidente Michel Temer: se houve motivação política para os pagamentos, qual o motivo da concentração de liberação em meses mais delicados no Congresso e se havia algo a dizer sobre as acusações da oposição de fisiologismo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente Temer respondeu que “não há essa relação. O governo apenas executa o Orçamento quando há disponibilidade de caixa”.

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Assaltantes matam cabo PM e vigilante em agência do Banco do Brasil

Assaltantes fortemente armados mataram agora de manhã o cabo PM Marcos Marques da Silva com um tiro de fuzil na cabeça, fato presenciado por outro colega militar. A outra vitima foi um vigilante do Banco do Brasil, sem identidade revelada, que morreu a caminho do hospital, em Santa Margarida, Minas Gerais.

Confira abaixo o militar morto, o desabafo de um colega de farda, dois vídeos sobre a ação dos bandidos:

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‘Tranquilíssimo’, diz Temer sobre continuidade do governo

Jornal Extra

HAMBURGO – Apesar da crise política no Brasil e sob a acusação de corrupção passiva pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer disse que volta ao país “tranquilíssimo” após a viagem a Hamburgo, na Alemanha, para participar da cúpula do G20, grupo das maiores economias do mundo.

Nos últimos dias, multiplicaram-se os sinais de defecções em sua base aliada para a votação da denúncia da PGR no Congresso e também mudou a previsão do mercado em relação a sua permanência no cargo. Mesmo assim, o presidente resumiu em uma palavra seu estado de espírito:

— Tranquilissimo — disse, mostrando o polegar em sinal de positivo.

Temer procurou revelar otimismo na continuidade de seu governo:

— Vou continuar trabalhando pelo país, fazer a economia crescer como está crescendo, sem nenhum problema, e fazendo com que todos fiquem em paz — concluiu ao deixar seu hotel em direção ao centro de convenções do G20.

Durante as reuniões da cúpula do G-20, Temer tentou passar uma sensação de tranquilidade. Na última sexta-feira, o presidente buscou falar da situação econômica do país. Em um vídeo publicado em sua conta no Twitter, Temer cometeu uma gafe ao afirmar que estaria “fazendo voltar o desemprego.”

O presidente deixou a cidade alemã neste sábado para o Brasil. Ele decolou às 12h25 no horário local (7h25 horário de Brasília), após participar da primeira reunião da manhã do G-20. Temer, porém, não participou do almoço de trabalho nem do encerramento da cúpula.

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Aécio sobe à tribuna, nega crimes e diz que foi condenado sem chance de defesa

G1

Senador do PSDB estava afastado do mandato desde 18 de maio, por decisão de Edson Fachin. Tucano discursou por mais de 20 minutos, criticou delação e foi aplaudido por senadores.

senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu à tribuna do Senado nesta terça-feira (3) para se defender das acusações do Ministério Público Federal contra ele. Durante o pronunciamento, o tucano afirmou que não cometeu crimes e se disse indignado com o que chamou de “injustiça”.

Ele estava afastado desde o dia 18 de maio, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, com base na delação de executivos da JBS. Segundo o Ministério Público, Aécio solicitou e recebeu do empresário Joesley Batista R$ 2 milhões que seriam utilizados para pagar seus advogados em inquéritos da Lava Jato. Em troca, Aécio atuaria em favor da JBS no Congresso Nacional.

Além disso, Fachin entendeu, com base nas investigações do Ministério Público, que, em razão do mandato, Aécio poderua usar seu poder para atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Ele retornou ao Senado nesta terça, após o ministro Marco Aurélo Mello derrubar o afastamento, em 30 de junho. Na decisão, o ministro contestou os argumentos da Procuradoria Geral da República de que Aécio usaria o poder do cargo para interferir nas investigações. O ministro também considerou que o afastamento do senador era uma medida que colocava em risco a harmonia entre os poderes Legislativo e Judiciário.

“Inicio este pronunciamento dizendo que retorno à tribuna com um conjunto de sentimentos que podem parecer contraditórios, mas retratam a profundidade das marcas que o episódio de afastamento do mandato deixou, não apenas em mim, mas em minha família e em todos aqueles que acompanham meus mais de 30 anos de vida pública”, disse Aécio em plenário.

“Dentre todos esses sentimentos, está a indignação com a injustiça”, complementou.

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O ‘mimimi’ sobre a escolha de Temer para a PGR

LAMENTEI, pessoalmente, que a escolha do novo procurador-geral da República não tenha recaído sobre o subprocurador mais votado pela categoria, Nicolao Dino.

Meu lamento se deve ao fato de conhecer o Dr. Nicolao desde os tempos em que o mesmo foi meu professor na Universidade Federal do Maranhão, e saber de sua correção no trato da coisa púbica, bem como, de sua afabilidade no trato com qualquer pessoa.

Minhas primeiras lições de direito eleitoral foi com ele naquelas manhas de terça com CCSo da UFMA, lá no começo dos anos noventa. Um professor humilde, correto, afável e educado.

Não tenho dúvidas de que prestaria (como já vem prestando) relevantes serviços a nação brasileira.

Noutra quadra, não deixo de observar o quanto nos parece despropositadas as criticas ao presidente da República, senhor Michel Temer, pela escolha da segunda colocada na lista, Dra. Raquel Dodge.

Uns, mais afoitos, falam em ruptura de uma tradição de treze anos.

Ora, não se pode dizer tradicional algo tão novel. Uma tradição pressupõe algo que já venha de dezenas de anos, quiça centenas ou milhares. Dizer que rompeu-se algo que só foi aplicado três ou quatro vezes é, ao nosso sentir, um absurdo.

Ademais, quando se fala em lista tríplice pressupõe a liberdade de se escolher dentre quaisquer dos três que integraram a mesma.

Aqui mesmo, por ocasião da escolha do procurador-geral de Justiça estadual, o governador fez a opção por aquele que não foi o mais votado na lista. Nem por isso o mundo acabou ou isso gerou tanto escândalo.

Vou além, em se tratando de procurador-geral da República, a Constituição Federal permite ao presidente faça a escolha mesmo fora de quaisquer listas, é o que diz o §1º, do artigo 128: “§ 1º O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução.”

Assim, qualquer dos integrantes da carreira, desde que maiores de de trinta e cinco anos e aprovados pela maioria do Senado Federal, tem legitimidade para chefiar o Ministério Público da União.

Outra coisa que acabam por esquecer, na histeria dos discursos politizados, é que o Ministério Público da União não é composto unicamente pelo Ministério Público Federal, quem diz isso é a Constituição Federal, no mesmo artigo já referido: “I – o Ministério Público da União, que compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;”

Nesta dicção, qualquer um que integre a carreira do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar ou Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, além do Ministério Público Federal, desde que preenchidos os requisitos da idade superior a trinta e cinco anos e da aprovação pelo Senado Federal, poderá exercer a chefia do Ministério Público da União. Pronto!

Causa-me estranheza que pessoas cuja a missão é fiscalizar a aplicação das leis não questionem o tratamento diferenciado dado aos outros órgãos do ministério público da união.

Vejo questionamentos sobre o fato da escolha não ter recaídos sobre o primeiro da lista, mas ninguém nunca questionou o fato de um procurador Militar, ou do Trabalho ou do Distrito Federal e Territórios, ter sido escolhido para chefiar o Ministério Público da União.

Aliás, não sabemos nem se votam na escolha da tal lista. votam?

Pois é, não participam, não votam.

Vejam o absurdo: os fiscais da lei criam distinções que a Constituição Federal não alberga e todos acham isso normal.

Não vejo amparo constitucional para que o Chefe do Ministério Público da União que é integrado por todos, já referidos, seja escolhido apenas pelos – e dentre – os membros do Ministério Público Federal.

Sou tentado a achar que isso também faz parte da tradição. A tradição nacional das castas dentro das castas e todos se achando mais iguais que os demais.

O que me causa mais espanto ainda é que falam em legitimidade de uma escolha, sabidamente, ilegítima uma vez que deixa de fora os demais membros do Ministério Público da União, que são tratados como se fossem de “segunda classe”. Não são.

A Constituição Federal os coloca na mesma situação de igualdade dos procuradores federais. Não cabe os membros ou suas associações – geralmente mas preocupadas com seus corporativismos –, façam esse tipo de distinção que a constituição não fez, repito.

Os ignorantes – pois ignoram o que seja o Ministério Público da União –, ao invocarem a uma suposta tradição (?), fazem insinuações desabonadoras à escolhida, como se o fato de ter obtido 34 votos a menos que o primeiro colocado a desqualificasse para o exercício da Chefia do Ministério Público da União. Não a desqualifica. Até porque, a diferença de votos que teve a segunda colocada (Raquel Dodge) e o terceiro colocado (Mario Bonsaglia) em relação ao primeiro colocado (Nicolao Dino) foi de 530 votos.

Mesmo diante de toda ilegitimidade do processo, como dito acima, até onde sei, 530 votos (os que não queriam o primeiro) é muito mais que os 34 votos que separam a segunda do primeiro.

Por fim, não há que se falar em ilegitimidade de escolha em tal situação, quando todo o processo de escolha, ao excluir os demais integrantes do Ministério Público da União é, ao meu sentir, ilegítimo.

O bizarro de tudo isso é que a politicalha que envolve o país, impede, mesmo aqueles que ficam dias e noites se dizendo defensores da igualdade de género e do “empoderamento” feminino, reconhecerem e louvarem as qualificações técnicas da escolhida pelo presidente e ao fato de se está escolhendo, pela primeira vez na historia do país, uma mulher para elevada missão de chefiar o Ministério Público da União.

É difícil entender essa turma.

Abdon Marinho é advogado.

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Ministro do STF determina volta de Aécio Neves volta ao Senado

O ministro Marco Aurélio do STF, determinou a volta do senador Aécio neves ao Senado, nesta sexta-feira.

Ele determina que o senador afastado volte as suas funções no senado imediatamente, que ele exerça novamente o mandato.

Aécio teria sido afastado com base nas delações da JBS, em 18 de maio deste ano. O afastamento do senador do cargo foi determinado pelo ministro Edson Fachin.

Ainda há dois recursos pendentes de julgamento no STF, um deles é o pedido realizado pela Procuradoria Geral da República que visa a prisão de Aécio Neves, o outro é o pedido feito pelo próprio senador, pedindo seu retorno ao Senado.

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Presidente Temer atendeu ao pedido de Sarney e não nomeou Nicolao Dino para Procurador Geral

 Subprocuradora da República Raquel Dodge foi nomeada agora a pouco pelo presidente da República, Michel Temer, como procuradora Geral da República. Ela vai substituir a Rodrigo Janot a partir de setembro. O primeiro colocado na lista, Nicolao Dino, irmão do governador Flávio Dino, recebeu o veto do ex-senador José Sarney, que pediu a Temer que não o nomeasse.

A procuradora geral indicada será a primeira mulher a exercer o comando do PRG e não concordava com várias posições do Rodrigo Janot.

 

De acordo com o portal G1, “com a indicação, Raquel Dodge será submetida a sabatina no Senado e precisará ter a indicação aprovada pelos senadores antes de ser oficializada no cargo. Caso seja aprovada, ela tomará posse em setembro, no lugar de Janot”.

O G1 diz ainda que “ao anunciar o nome da procuradora, Temer quebrou a tradição de indicar o nome mais votado na lista tríplice enviada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) ao Planalto’.

Ela ficou em segundo lugar com 587 votos, ficando atrás do atual vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, que recebeu 621 votos.

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Renan Calheiros entrega o cargo de líder do PMDB no Senado

O senador Renan Calheiros entregou na tarde de hoje (28) o cargo de líder do PMDB. Calheiros faz oposição desde o início do ano ao governo Temer, principalmente com relação as reformas trabalhistas.

Ontem o senador exigiu a troca de integrantes da Comissão de Constituição de Justiça para que houvesse mais imparcialidade na aprovação das reformas, já que esta é a maior propaganda que o governo Michel Temer tem usado.

Renan ficou sabendo que Romero Jucá estava se articulando com o presidente Temer para destituí-lo do cargo, contudo, ele preferiu antecipar-se e entregou a liderança do PMDB. O senador se pronunciará as  16 horas

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